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“Abrimos a possibilidade para que diferentes instituições e profissionais apresentem soluções para os desafios escolhidos.”

Mariana Alencar - 14 dez 2021 Vinicius Marchese, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP)
Vinicius Marchese, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP)
Mariana Alencar - 14 dez 2021
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“Podemos considerar que temos um ecossistema formado, mas precisamos formatá-lo e garantir o auxílio para projetos de inovação.” É assim que Vinicius Marchese, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) avalia o ecossistema de inovação do Estado. 

Ele também acredita que vivemos em um momento em que devem acontecer transformações na mentalidade e na cultura das pessoas que fazem a instituição de modo que a transformação aconteça não só no Conselho, mas em diferentes áreas do setor público. 

Na busca de conectar-se a essa demanda, o Crea-SP lançou, recentemente, o CreaLab. A iniciativa de inovação aberta tem o objetivo fomentar meios colaborativos para elaboração de soluções que vão resolver desafios estratégicos de forma ágil e inovadora.

O CreaLab surge, portanto, em um cenário em que a transformação digital é essencial para a atualização e crescimento do Crea-SP. A iniciativa pretende, também, incentivar conexões entre diferentes atores das áreas de engenharias, agronomia e geociências, como instituições de ensino, empresas, profissionais e startups. 

O Draft conversou com Vinicius Marchese sobre essa nova fase do Crea-SP. Confira: 

Como o Crea-SP enxerga o ecossistema de inovação do Estado?
Acredito que o Crea-SP possa ser uma ferramenta de estímulo, de engajamento e de auxílio, dado que nós temos por aqui 95 mil empresas registradas e 350 mil profissionais de engenharias, agronomia e geociências. Trata-se de uma estrutura capilarizada em todo o Estado de São Paulo. 

Podemos considerar que temos um ecossistema formado, mas precisamos formatá-lo e garantir o auxílio para projetos de inovação. Temos o interesse de colocar as pessoas envolvidas nesse ecossistema para pensar e desenvolver soluções inovadoras dentro de um formato que, hoje, pode mudar a realidade das pessoas. 

Então, estamos no momento de ampliar a atuação, indo além da finalidade de fiscalização. A ideia é permitir que a fiscalização continue evoluindo e se torne eficiente. Mas queremos oferecer mais. Queremos ajudar, acelerar e participar de boas iniciativas que estão envolvidas no ecossistema. 

Quais são as ações promovidas pelo Crea-SP para estimular esse ecossistema?
Acredito que o ponto de partida para isso é a mudança interna da instituição. Uma mudança de mentalidade que acontece de dentro para fora. Nesse sentido, temos o CreaLab, que é um conceito de inovação aberta com cinco desafios: ampliar a inteligência da fiscalização; otimizar a eficiência operacional por meio de novas tecnologias; tornar a comunicação do Crea-SP ainda mais amigável; e conhecer soluções inteligentes em termos de engenharia e cidades.

E o estímulo para isso vem de entidades de classe espalhadas por todo o Estado. Há, também, o estímulo para que as associações virem hubs de inovação. No momento, já temos dois hubs: um já inaugurado e outro em processo de finalização. 

Você pode falar um pouquinho sobre os hubs?
Nós temos 184 entidades de classe hoje parceiras do Crea-SP. São associações que têm ali no seu quadro de profissionais, pessoas muito bacanas nas frentes de capacitação e valorização profissional. Estamos tentando estimular a evolução dessas entidades. A nossa ideia é que elas atinjam um nível de ecossistema de inovação. 

Como exemplo, temos o caso de Mogi-Mirim. A associação da cidade se tornou um ambiente compartilhado para empresas de diversas características, em um conceito de HUB de inovação. Outro exemplo é a cidade de Adamantina que está na fase final de transformação. Pretendemos inaugurar ainda este ano, uma plataforma que conecta profissionais, empresas e instituições de ensino. Também temos conversas iniciadas em São Carlos, Rio Pardo e Bertioga. O nosso desafio é conseguir conectar todas essas distâncias físicas dentro de um único conceito e ambiente. 

Quais outros desafios o Crea-SP enfrenta nesse estímulo à inovação?
Eu acho que o grande desafio é a mudança da cultura. É a gente realmente implementar essa cultura de inovação e engajar os profissionais nessa transformação. Mas também há a diferença entre as cidades. Eu citei Bertioga e Adamantina, por exemplo, que são cidades com problemas e desafios diferentes. A nossa ideia é fazer com que um profissional de Bertioga consiga ter acesso às mesmas boas iniciativas que existem em Adamantina. 

Como se dá a conexão entre o Crea-SP e as startups?
Por meio do CreaLab, abrimos a possibilidade para que diferentes instituições e profissionais apresentem soluções para os desafios escolhidos. Se a proposta fizer sentido dentro de uma análise, a instituição consegue se conectar com qualquer prefeitura para o desenvolvimento daquela solução.  

Também estamos propondo a ampliação de oportunidades em termos de carreira. Por exemplo, hoje, as empresas contratam profissionais via LinkedIn. Mas, com essas transformações, conseguimos mostrar o histórico profissional de diferentes profissionais, além de apresentar as atividades que aquela pessoa realiza. A ideia é mostrarmos esses currículos para as empresas para que haja um processo mais efetivo de contratação. 

Acesse o site do CreaLab para saber mais sobre a iniciativa.

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