Como ressignificar a relação das pessoas e empresas com o lucro? Esse é o propósito do Impact Bank

Dani Rosolen - 3 dez 2020
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Nome:
Impact Bank.

O que faz:
É uma plataforma de soluções financeiras orientada por critérios de ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês) que tem como proposta financiar transformações para um futuro mais justo e regenerativo.

Que problema resolve:
O Impact Bank busca engajar pessoas e negócios em um movimento de mobilização de recursos para apoiar causas importantes e prover soluções e arranjos de pagamento para ONGs e negócios de impacto. Oferece para os clientes cartão pré-pago Mastercard, maquininha de cartão e gateway de pagamento online, além dos serviços básicos de transferências, pagamento de contas e boletos.

O que a torna especial:
De acordo com os fundadores, o diferencial é o propósito da startup de mudar a forma como as pessoas enxergam o lucro e como ele é aplicado na sociedade. “Aqui, toda a movimentação financeira que gera receita na conta digital ou nas maquininhas é compartilhada com o Fundo de Transformação, que apoia ONGs e negócios sociais”, afirmam.

Modelo de negócio:
O Impact Bank oferece três pacotes mensais para pessoa físicas (plano gratuito, básico, de 15 reais, e premium, de 26 reais). Para pessoa jurídica também são três planos (gratuito, básico, de 29 reais, e premium, de 40 reais). No caso dos planos gratuitos, quem pode pagar financia o serviço para quem não pode. Além disso, a plataforma cobra pequenas taxas para algumas transações. Dependendo do pacote do cliente, entre 11 a 25% do valor é revertido para o Fundo de Transformação.

Fundação:
Outubro de 2020.

Sócios:
O negócio foi fundado por um grupo de investidores de impacto liderado por Gabriel Ribenboim e Ian Lazoski.

Fundadores:

Gabriel Ribenboim — 40 anos, São Paulo (SP) — é formado em Biologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Desenvolveu sua trajetória em ONGs e negócios de impacto como a Fundação Amazonas Sustentável, Sustainable Development Solutions Network- Amazonia e Instituto A Gente Transforma. É CEO da Welight.

Ian Lazoski — 34 anos, Rio de Janeiro (RJ) — cofundou a Lead Lovers e a Terra Booma. Fundou a Welight Tecnologia Social e é preside do Instituto Welight.

Como surgiu:
Os fundadores contam que pilotando o ecossistema da Welight (que faz conexões entre empresas, fundos de filantropias e doadores com ONGs) se conectaram com a Mastercard, que por sua vez apresentou a Digital Banks. A empresa se tornou um parceiro de tecnologia e de Bank as a Service, possibilitando a criação do Impact Bank.

Estágio atual:
A startup tem escritório compartilhado com a Digital Banks na região do Brooklin, em São Paulo, e conta com 11 colaboradores dedicados à operação e outros sete compartilhados. Já conta com cerca de 1 000 contas digitais ativas, entre pessoas, ONGs e empresas. As estratégias de impacto são articuladas com ONGs parceiras, como: Instituto A Gente Transforma – liderado pelo designer Marcelo Rosenbaum – Sistema B, Instituto Semear, Idesam, Fundação Iochpe eCidades Sem Fome.

Aceleração:
Não teve.

Investimento recebido:
O investimento inicial foi de aproximadamente 8 milhões de reais.

Necessidade de investimento:
Para a próxima fase, os sócios querem captar 12 milhões de reais para atingir o mapa de desenvolvimento e escala esperada.

Mercado e concorrentes:
“De modo geral, os mercados estão mais nichados e os consumidores conseguem escolher entre mais opções de fornecedores de produtos e serviços. O tema de ESG ganha cada vez mais força no Brasil. Além disso, o mercado de fintechs está em crescimento, com o Brasil sendo reconhecido mundialmente pelas inovações no setor e enxergamos um grande potencial de contribuição ao entrar nesse mercado”, afirma Gabriel. Ele diz que o Impact Bank entende que todos que estejam engajados no impulsionamento de projetos de impacto e ressignificação do conceito de lucro são parceiros nessa rede colaborativa de desenvolvimento social e regeneração do planeta, por isso não nomeia concorrentes.

Maiores desafios:
“Conseguir gerar uma oferta de crédito e aplicações em investimentos que sejam alinhadas aos princípios de ESG. Já estamos articulando oportunidades para viabilizar esta solução.”

Faturamento:
Todos os dados serão divulgados em balanços semestrais, enquanto os valores repassados ao Fundo de Transformação são atualizados em tempo real dentro da conta digital.

Previsão de break-even:
2022.

Visão de futuro:
“Queremos ser uma plataforma completa de serviços financeiros 100% alinhada com os propósitos ESG que oferece serviços e produtos financeiros de maneira ética e justa, engajando pessoas, negócios e ONGs em um movimento de transformação”, diz Gabriel.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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