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A era da IA Generativa chegou (e vai transformar o mundo)

Luiza Lages - 30 maio 2023 Homem e duas mulheres sentados em uma mesa de trabalho, olhando para anotações.
CESAR lança positioning paper que contextualiza e aborda possíveis impactos da IA Generativa no design, na programação e na educação.
Luiza Lages - 30 maio 2023
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Em novembro de 2022, o laboratório de pesquisa de inteligência artificial Open AI lançou o ChatGPT, que usa um modelo de linguagem baseado em deep learning (aprendizado profundo), no formato de chatbot online. Com apenas dois meses de funcionamento, o assistente virtual já tinha conquistado 100 milhões de usuários, sendo o app de crescimento mais rápido na história – e gerou muita discussão. Com suas respostas detalhadas e articuladas, a partir do processamento de um imenso volume de dados, e os potenciais impactos em diferentes setores sociais, o ChatGPT evidencia que nos encontramos diante de um importante marco tecnológico: estamos adentrando uma nova era da inteligência artificial (IA).

A história da inteligência artificial remonta ao final dos anos 1950, quando pesquisadores começaram a explorar a possibilidade de criar máquinas capazes de imitar o comportamento humano inteligente. Ao longo das décadas seguintes, a pesquisa em inteligência artificial evoluiu, impulsionada por avanços tecnológicos, algoritmos sofisticados e maior poder computacional. Surgiram abordagens como a lógica simbólica, redes neurais artificiais, algoritmos genéticos e aprendizado de máquina.

“Mas a modelagem que estava sendo usada até bem pouco tempo era mais aplicável à análise, predição e prescrição. É usada, por exemplo, para olhar para uma base de dados e tentar identificar o que vai acontecer em um futuro próximo sugerindo ações, com aplicações do marketing à manutenção preditiva de máquinas. O que a gente está vendo agora é a IA Generativa. Ela usa dados que já existem e estão disponíveis na internet – sejam eles texto, como no ChatGPT, ou imagens, como o DALL-E – para criar, por recombinação, algo novo”, explica Eduardo Peixoto, CEO do CESAR.

Positioning paper do CESAR “A era da IA Generativa chegou, e transformará o mundo”.

No positioning paper “A era da IA Generativa chegou, e transformará o mundo”, especialistas do CESAR fazem uma leitura sobre o cenário da IA, com seus desafios e potenciais.

Ao lado de Eduardo, professores, desenvolvedores, engenheiros de software e designers do CESAR entendem que a IA Generativa transformará negócios e impactará profundamente nossa forma de viver, trabalhar e criar software, produtos, serviços, arte, música e conteúdo. Devido à quantidade de programação desenvolvida pelo CESAR, o centro se destaca na vanguarda do uso, testes e identificação das limitações e possibilidades da IA Generativa. Ao mesmo tempo, com os programas de graduação e mestrado da CESAR School e o trabalho crescente em educação corporativa, a instituição tem forte interesse em explorar como essa nova tecnologia pode ser empregada na educação das pessoas.

É o que levou o CESAR a lançar o positioning paper A era da IA Generativa chegou, e transformará o mundo, em que especialistas do centro fazem uma leitura sobre o cenário da IA, com seus desafios e potenciais, em três campos centrais: educação, design e programação. “São as três atividades principais do CESAR. Nós queremos aproveitar nosso conhecimento e rede de especialistas para estudar exatamente como a IA Generativa pode modificar e trazer novas abordagens ao design, à programação e à formação de futuros profissionais”, diz Eduardo.

 

Transformações na educação e a relevância do pensamento crítico

A popularização da internet trouxe uma grande transformação na educação: antes, estudantes tinham recursos limitados para aprender algo fora da sala de aula e, quase necessariamente, precisavam recorrer a educadores como fonte principal de conhecimento. Agora, mais uma vez, a força disruptiva da IA Generativa é imediata no setor educacional, que foi abalado pela capacidade do ChatGPT de gerar respostas, artigos, cálculos e outros conteúdos. Uma pesquisa com mil estudantes universitários dos EUA constatou que quase um terço deles já havia usado a ferramenta para concluir tarefas escritas, sendo que quase 60% já a usou para co-produzir mais da metade de seu trabalho.

Professores precisam lidar com a necessidade de desenvolver novas formas de ensinar, testar e avaliar seus estudantes. Ao mesmo tempo, o ChatGPT abre caminho para um aprendizado mais individualizado e centrado no aluno, que precisará saber quando e como usar a IA para apoiar seus estudos. Nesse contexto, o positioning paper do CESAR traz uma visão mais esperançosa e cheia de possibilidades para a educação.

“A IA pode ser usada para facilitar o trabalho do professor, por exemplo, para montar roteiros de disciplina e ser um recurso de apoio. O novo desafio do educador é pensar na experiência do aluno: o ensino não pode mais ser naquele modelo de passar um conteúdo e cobrar que o estudante saiba reproduzir aquele conteúdo em uma prova, se não ele vai terminar a faculdade sem aprender absolutamente nada além de saber operar o ChatGPT. Eu acredito que o ensino vai ter que ser ainda mais baseado na resolução de problemas”, diz Eduardo.

No documento publicado pelo CESAR, especialistas lembram ainda que os textos produzidos pela IA Generativa são tão bons quanto os dados que as alimentam, e há muita crítica em relação aos conjuntos de dados usados para treinar as ferramentas mais populares, que atualmente são inerentemente tendenciosos. Apesar da grande preocupação em relação ao potencial impacto da desinformação, essas ferramentas não vão desaparecer. Por isso, um caminho que ganha relevância na educação é o de incentivar estudantes a serem mais conscientes e críticos. Assim, é importante priorizar o ensino de soft skills, como pensamento crítico, verificação de dados e fatos e análise das ferramentas de IA Generativa e do que elas encontram na internet e apresentam como verdadeiro.

“Para estudantes, é como ter um parceiro de estudos sempre disponível, pronto para desafiar ideias e nos ajudar a explorar diferentes perspectivas. Com a IA, podemos questionar, analisar e formar opiniões independentes, fortalecendo nossa habilidade de discernir informações confiáveis em meio a um mar de dados”, diz César França, head de conhecimento do CESAR.

 

Co-criação entre designers, desenvolvedores e IA Generativa

Eduardo Peixoto, CEO do CESAR, e César França, Head de Conhecimento do CESAR.

Para Eduardo Peixoto, CEO do CESAR, o centro pode e deve iluminar um caminho em relação ao uso da IA na educação e no desenvolvimento de software. César França, head de conhecimento do CESAR, lembra que as oportunidades de exploração dessa tecnologia são diversas.

Especialistas do CESAR olham para a IA Generativa pelo seu potencial de estabelecer diálogo entre uma máquina inteligente e um ser humano. Assim, é uma forma de co-criar conteúdo, imagens, arte, músicas, designs e avanços científicos, seja acelerando o ensino e a pesquisa, aumentando a produtividade de programadores ou promovendo a criatividade ampliada por máquinas. E o termo “co-criação”, tão reforçado no positioning paper do centro, aponta para uma percepção importante sobre a IA: as máquinas não substituirão as pessoas, mas atuarão como parceiras inteligentes para projetar novas obras.

O CEO do CESAR acredita que, num futuro próximo, programadores e designers do mundo, que trabalham na criação de interfaces e plataformas digitais, se tornarão nativos dessa tecnologia. Haverá, assim, uma evolução na forma como as pessoas se inserem nesse novo modo de trabalho, onde nenhuma empresa conseguirá competir e sobreviver sem profissionais capazes de programar com ferramentas low code/no code apoiadas por IA. Para Eduardo, a capacidade inerente da IA Generativa em aumentar a produtividade é o cerne do debate e a razão pela qual essa onda tecnológica é tão significativa.

“É possível treinar a IA com um padrão que você desenvolve e aí, tanto para o designer quanto para o engenheiro de software, a IA torna-se um copiloto que conhece os padrões e as boas práticas de programação. Por isso, para o desenvolvimento de software, o grande impacto da IA Generativa tem a ver com o aumento da produtividade e da qualidade do que o profissional faz”, diz Eduardo.

Fábio Maia, chefe de engenharia de sistemas no CESAR, estima que as ferramentas generativas podem acelerar cerca de 40% da carga de trabalho diária de um engenheiro. O fluxo de trabalho típico pode envolver horas de busca em bancos de dados, mecanismos de busca e fóruns online, para entender o que cada trecho de código faz. A IA se torna, assim, uma aliada nessa empreitada, agilizando a operação.

Uma pesquisa conduzida pela Salesforce descobriu que 57% dos mais de 500 líderes de TI sênior pesquisados consideram a tecnologia uma “mudança de jogo”, com 67% priorizando a IA Generativa nos próximos 18 meses. Para Eduardo, a inteligência artificial expande as atividades dos engenheiros de software: é como ter o suporte de uma equipe gigante de programadores de baixo nível.

“Além da codificação, a IA generativa pode auxiliar a criação de interfaces esteticamente agradáveis, agilizar o processo de elicitação de requisitos, gerar casos de teste automatizados, facilitar a manutenção de software, fornecendo insights sobre a detecção de bugs, otimização de desempenho e refatoração de código. As oportunidades de exploração dessa tecnologia são múltiplas”, diz França.

 

Como a IA Generativa vai mudar o jogo?

No contexto de transformação digital, Eduardo chama a atenção para como grandes empresas, com recursos à disposição, saem à frente das pequenas e médias – que são maioria no Brasil. Para ele, a IA é uma ferramenta que tem o potencial de reduzir essa lacuna ao aumentar a produtividade no desenvolvimento de software, permitindo que, com investimentos menores, pequenas e médias empresas consigam criar plataformas digitais, melhorar seus produtos e se tornarem mais competitivas.

“Toda empresa, no final das contas, vai ser uma empresa de software. Então se você é uma empresa pequena, mas você não consegue entrar no mundo digital, não consegue se relacionar com seus clientes de forma digital ou ter uma habilidade de análise de dados mínima, você vai ficando para trás. A IA Generativa está bem no começo, mas eu acho que é uma oportunidade que está se abrindo. E eu acredito que nós, do CESAR, temos como iluminar um caminho em relação à educação e ao desenvolvimento de software e tornar a transformação digital mais acessível para qualquer organização”, diz Eduardo.

O CEO do CESAR lembra que ainda não existe conhecimento consolidado sobre as mudanças que podem surgir em diferentes setores sociais a partir da IA Generativa – o que significa que, apesar de serem ferramentas com grande potencial, elas ainda devem ser observadas e estudadas para que tenham usos mais efetivos. Por isso, o positioning paper do centro é apenas um primeiro passo em uma jornada de experimentos e estudos.

De forma aberta e cooperada com o ecossistema, o CESAR vai montar times de experimentação nas três perspectivas da atuação da instituição (educação, design e programação) e disseminar o conhecimento produzido por meio de projetos, publicações, workshops e da própria CESAR School. “Estamos puxando essa responsabilidade, porque nosso papel dentro do ecossistema é liderar o crescimento da inovação no país”, diz Eduardo. 

Leia mais sobre os impactos da IA Generativa no positioning paper do CESAR!

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