A Polen conecta indústrias que geram resíduos àquelas que utilizam as sobras como insumos

Dani Rosolen - 25 jul 2019
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Nome:
Polen – Solução e Valoração de Resíduos.

O que faz:
Conecta empresas que geram resíduos e cooperativas a negócios que usam os descartes como matéria-prima. Além disso, oferece soluções em logística reversa de embalagens para indústrias de todos os setores, um selo de certificação ambiental e um relatório de sustentabilidade para suas operações por meio de uma plataforma balizada em blockchain.

Que problema resolve:
Consegue cortar o custo de destinação de resíduos e fazer receita através de sua ressignificação em matéria-prima de origem sustentável e de baixo custo. Segundo o fundador, são gastos mais de R$ 14 bilhões anualmente somente com serviços de coleta e aterramento. A empresa também torna mais ágil e seguro o cumprimento da Lei de Logística Reversa para empresas de todos os setores, gerando receitas adicionais para cooperativas de catadores.

O que a torna especial:
A plataforma se diz a única que comercializa resíduos e faz todo o fulfillment da transação, ou seja, pagamento em garantia, logística, seguro ambiental, seguro para a carga, certificação ambiental do material e emissão de relatórios de sustentabilidade para clientes com mais de um ano de operação com a empresa. E para a logística reversa, afirma ser a primeira do mundo a utilizar blockchain para a certificação e comprovação da reciclagem de resíduos.

Modelo de negócio:
Cobra uma taxa de 10% por transação realizada na plataforma.

Fundação:
Janeiro de 2017.

Sócios:
Renato Paquet — CEO
Lucas Sarmento — COO

Fundador:

Renato Paquet — 27 anos, Rio de Janeiro (RJ) — é formado em Ecologia pela UFRJ, com domínio em Economia Circular e Gestão. Tem passagem por empresas como FIRJAN e CEBDS.

Como surgiu:
Renato Paquet conta que a Polen surgiu a partir de sua experiência trabalhando no CEBDS, traçando estratégias de governança para sustentabilidade dos 40 maiores grupos empresariais do país que tinham a ambição de alcançar o Dow Jones Sustainability Index, e no CEBDS, onde teve a oportunidade de analisar relatórios das maiores empresas do mundo e perceber que todas tinham incertezas quanto à segurança e à sustentabilidade da destinação de seus resíduos. Ele afirma que percebeu que, mesmo com a disparidade de tamanho, as empresas da FIRJAN e do CEBDS tinham um desafio em comum: a dificuldade em lidar com seus resíduos, seja pelo alto custo ou mesmo pela falta de opção para a destinação correta. Foi aí que, inspirado em soluções que deram certo ao redor do mundo, resolveu criar a Polen.

Estágio atual:
A startup tem escritório no Rio de Janeiro e em São Paulo, mais de 900 clientes em 17 estados e cinco países e cresce 35% ao mês.

Aceleração:
Participou do programa InovAtiva Brasil 2018. Foi também acelerada pelo Founder Institute, com sede no Vale do Silício.

Investimento recebido:
Renato investiu R$ 60.000 no negócio.

Necessidade de investimento:
Por enquanto, não busca capital.

Mercado e concorrentes:
“O Brasil recicla hoje apenas 3% de tudo aquilo que produzimos. São mais de R$ 120 bilhões enterrados anualmente como resíduos, segundo a ABIMAQ. Temos muito a fazer internamente, fora as oportunidades no mercado externo”, afirma o CEO. Ele cita como concorrentes a EuReciclo, B2Blue.com, VG Resíduos, Plataforma Verde, Recicle.Net e a EcoCycle.

Maiores desafios:
“Nosso maior obstáculo talvez seja criar a cultura de enxergarmos resíduos como matéria-prima, mostrando que ele tem valor e ganhar, assim, o devido tratamento.”

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
“Reinvestimos tudo que faturamos desde nossa primeira operação até hoje. Manteremos esta estratégia pelo menos até que consigamos elevar o índice de reciclagem do Brasil para os dois dígitos”, conta Renato.

Visão de futuro:
“Ser a maior plataforma para comercialização de resíduos e mitigação de impactos de embalagens do mundo”, diz o fundador.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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