A SmartAcqua utiliza inteligência artificial para combater e reduzir as perdas de água

Dani Rosolen - 11 fev 2020
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Nome:
SmartAcqua.

O que faz:
Desenvolve soluções para empresas de saneamento básico combaterem as perdas de água e conta com um app que permite ao cidadão comum, de qualquer localidade do Brasil, verificar qual é o volume de água retirado dos mananciais hídricos de sua cidade, quanto desse total é realmente bem utilizado e quais os benefícios que poderiam ser alcançados se fossem tomadas ações corretivas pelos gestores públicos e privados da área de saneamento.

Que problema resolve:
Permite que as empresas de saneamento rapidamente atinjam índices de perdas aceitáveis através da busca pela eficiência operacional no abastecimento de água à população, atingindo tarifas apropriadas e coibindo fraudes. Com isso, conseguem também distribuir água para um maior número de pessoas, maximizando a receita, reduzindo custos operacionais e racionalizando investimentos na produção de água e tratamento de esgoto.

O que a torna especial:
Segundo os fundadores, a startup oferece uma solução por meio de algoritmos. Outro diferencial é a fácil implementação e utilização pois não requer da empresa cliente nenhum investimento em infraestrutura de TI, uma vez que a solução está na nuvem.

Modelo de negócio:
O app para os cidadãos é gratuito. O modelo de negócio para as empresas está embasado na receita recorrente mensal (ou anual) na assinatura da solução que depende no número de ligações de água existentes em cada cidade. Outras fontes são serviços iniciais de implementação, treinamento e consultoria.

Fundação:
Agosto de 2019.

Sócios:
Hélio Samora — sócio-fundador e CEO
Enéas Ripoli — sócio-fundador e CTO.

Fundadores:

Hélio Samora — 55 anos, São Paulo (SP) é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Marketing pela ESPM. Foi Vice-presidente da PTC do Brasil durante 19 anos, presidente da Hexagon Mining (EUA), vice-presidente de vendas da Sensemetrics (EUA), e fundador e CEO da i-IoT Solutions.

Enéas Ripoli — 63 anos, Chavantes (SP) — é formado em Administração de Empresas PUC-SP, em Engenharia de Sistemas pela FAAP e em Tecnologia em Eletromecânica pelo CTIEO. Foi executivo técnico e de negócios nas empresas Schlumberger, SUEZ e Enterpa Engenharia; consultor nas empresas ITRON e Serrana Engenharia. Atualmente é CEO da GestÁgua Consultoria e Serviços.

Como surgiu:
Os sócios afirma que o tema “perdas de água” no Brasil necessita de uma virada de página nas técnicas existentes em seu combate. “Desde os últimos anos não se consegue sair de um patamar de 50% de perdas, conforme dados da SNIS 2018. Pensando nisso, temos desenvolvido conceitos nos últimos 20 anos, assim como algoritmos e sistemática operacional pertinentes ao tema e à realidade brasileira. Após comprovada eficácia, testada em contratos de combate a perdas de água sob performance, decidimos transformar todo esse conhecimento em uma solução de software capaz de facilitar a vida dos operadores, os quais poderão executar por si mesmos o referido combate. Juntou-se, então, a experiência da GestÁgua e da i-IoT-Solutions para construirmos um projeto moderno e eficaz para este fim. A solução vem sendo validada em empresas de saneamento básico com pleno êxito técnico, operacional e com os resultados esperados”, dizem os fundadores.

Estágio atual:
A SmartAcqua tem escritórios em São Paulo e Tucson, no Arizona (EUA). Atualmente a solução está em piloto em duas empresas de saneamento no interior de São Paulo.

Aceleração:
Não teve.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 1 milhão de reais no negócio.

Necessidade de investimento:
Os empreendedores buscam investidores no Brasil e no exterior para acelerar os planos de desenvolvimento da empresa, da solução e da internacionalização da solução, mas ainda não definiram o valor do aporte.

Mercado e concorrentes:
“Acreditamos que a oportunidade é muito grande, uma vez que as empresas de saneamento e o país como um todo não podem continuar convivendo com enormes índices de ineficiência e de perdas. Conforme o SNIS 2018, o Brasil produz 16 bilhões de m³ de água potável ao ano, e contabiliza comercialmente 50%. Temos a oportunidade de materializar a busca de no mínimo 50% destas perdas com a solução, as quais poderiam representar até 12 bilhões de reais ao ano em faturamento para as empresas de saneamento básico, além de reduzir custos operacionais e outros ganhos pertinentes a reboque”, diz o CEO. “Os concorrentes são empresas fornecedoras de software para sistemas convencionais de gestão comercial, sistemas complexos de balanços hídricos com alto grau de investimentos e demora para obtenção de resultados, e sistemas que prometem combater perdas de água. Porém, a metodologia do SmartAcqua, já validada, oferece diferenciais únicos com relação aos tipos de concorrentes listados acima.”

Maiores desafios:
“A maior dificuldade e obstáculo é o desconhecimento prático geral do tema ‘perdas de água’ e o menosprezo pelas consequências. Isso acontece porque o saneamento básico é monopólio e as empresas responsáveis não se importam com o que ocorre na prática, em detrimento ao meio ambiente, à sociedade, à saúde, e demais itens que vem a reboque”, conta Hélio.

Faturamento:
Ainda não fatura.

Previsão de break-even:
Primeiro semestre de 2021.

Visão de futuro:
“Alcançar o objetivo de a solução SmartAcqua se tornar uma referência de tecnologia, operacionalidade e qualidade, permitindo às empresas usuárias dessa tecnologia obter resultados significativos e positivos neste mercado de perdas de água. A nossa meta é que a empresa cresça de forma sustentável, com alta rentabilidade para que possamos investir ainda mais em tecnologia e negócios, e consequentemente, gerar empregos e renda.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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