Conheça o closet orgânico de Flavia Aranha – moda sustentável, do tecido à estampa

Carol Muniz - 19 nov 2014 Da Vila Madalena para o mundo - a moda de Flavia Aranha busca causar um impacto positivo na vida das pessoas
Da Vila Madalena para o mundo - a moda de Flavia Aranha busca causar um impacto positivo na vida das pessoas
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No ateliê da estilista paulista Flavia Aranha entram apenas algodão puro, seda, linho e lã fiada à mão. Pigmentos e corantes naturais – obtidos de cascas de árvores, chás e argila, por exemplo –, tingem as coleções de shape minimal, e garantem cores e estonados únicos. A estamparia segue o tom sustentável da marca, batizada com o nome da designer: é feita a partir da impressão do desenho de folhas verdadeiras sobre os tecidos e o uso de acácia negra e eucalipto. Tudo é orgânico e zero sintético.

Nascida em Campinas (SP), Flavia não se cansa de buscar novas técnicas e formas de explorar uma moda que caminha lado a lado com o consumo consciente. Não à toa, ela viaja país adentro e mundo afora, visitando comunidades e resgatando o valor do trabalho artesanal. Em sua última coleção de verão 2014/15, ela desfilou acessórios feitos com o chamado tecido da floresta. Produzido por uma comunidade de Machadinho d’Oeste, em Rondônia (RO), o material resulta da aplicação de látex natural sobre bases de algodão e juta. O efeito é de uma espécie de couro orgânico.

“Quando trabalhei na indústria têxtil convencional, percebi que esse sistema não representava meus valores e expectativas como criadora e como indivíduo. Então, fui buscar uma maneira de produzir o que fizesse mais sentido para mim”, afirma a estilista sobre o interesse em criar uma moda ecofriendly. O processo de pesquisa de matérias-primas – que pode durar meses e até mesmo anos – integra o DNA da etiqueta. Textura e cor aparecem primeiro no processo criativo e, a silhueta, vem depois. Uma pesquisa puxa a outra, sempre trazendo resultados inovadores. “Ainda este ano, embarco para o Canadá para me aprofundar na técnica de fixação de pigmentos naturais e em outras técnicas de estamparia, como o shibori. Terei aulas com indianos, japoneses e australianos”, diz. Aos 30 anos, a designer colhe os bons frutos de sua moda sustentável: já exportou suas peças para Áustria, Suíça, Alemanha e Japão, e mantém uma loja na Vila Madalena, em São Paulo (SP).

Além das conquistas como empresária e empreendedora, Flavia destaca a satisfação pessoal que o trabalho lhe traz. “Minha moda me faz repensar os impactos que geramos nas pessoas ao nosso redor. É muito bom ver um artesão poder desenvolver seu trabalho e ser valorizado por isso. Ou ver nossas clientes transformando a maneira de consumir, depois de se relacionar com a marca. Não é fácil inovar e remar contra a maré. Mas, tudo isso me inspira a continuar avançando.”

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