Uma marca que venceu sem fazer concessões: conheça a história da Selo de Controle

Mirela Mazzola - 21 maio 2015 Sandra Melo, da Selo de Controle
Em mais de 30 anos, Sandra não abriu mão do estilo da marca: tudo artesanal e nada de bicos e saltos finos
Mirela Mazzola - 21 maio 2015
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Estilista por profissão e paixão, Sandra Melo fundou a própria marca de sapatos há 32 anos. Cada um de seus 23 funcionários produz, no máximo, cinco peças por dia. Alguns deles estão com ela há mais de 15 anos, a exemplo do modelista italiano Romano Tangerini, de 77 anos. “Está cada dia mais difícil encontrar quem produza sapatos à mão”, diz Sandra. Recortes e aplicações são feitos manualmente, sem emprego de máquinas de corte a laser.

Mesmo com as atribuições de diretora da Selo de Controle, nome da etiqueta que comanda desde 1983, a empresária desenha os modelos, todos femininos. Com o passar dos anos e das tendências, nunca abriu mão do estilo da marca. Bicos e saltos finos, por exemplo, não entram na linha de produção artesanal. “Nossos sapatos não precisam ser tirados durante uma festa”, afirma Sandra.

A mineira de 55 anos é filha de costureira e aprendeu a manusear linha e agulha aos 13. Foi ela quem confeccionou o próprio vestido de debutante. Passada a adolescência, a moda e a cidade natal ficaram para trás – Sandra trocou Campo Belo por Belo Horizonte para estudar administração de empresas. De lá, foi para o Rio de Janeiro e então para São Paulo, onde começou a confeccionar, ao lado do marido Natham Balbino, bolsas e cintos para lojistas da região da rua João Cachoeira, no Itaim Bibi.

Primeiro, as peças eram vendidas para outras marcas. Hoje, somente com a etiqueta Selo de Controle, são revendidas em cerca de 30 lojas em nove Estados. Com modelagem confortável, recortes inusitados e cores variadas (das neutras às mais vivas), sapatos em estilo boneca, sandálias e rasteiras chegam ao consumidor final por cerca de R$ 400.

No futuro, Sandra não cogita elevar demais a produção nem assumir escala industrial. Ela tem três filhas – a primogênita, Jéssica, 27 anos, é formada em jornalismo e começa aos poucos a entrar nos negócios da mãe. A do meio, Catarina, 22 anos, estuda cinema, e a caçula, Sofia, de 15 anos, pretende cursar moda e participar da criação de modelos. “Apesar de não cobrá-las, penso que uma hora terei que parar e gostaria de manter a marca dentro da família.”

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