Praticamente todo gesto de ajuda nasce de um impulso diante de uma emergência, de uma tragédia, de uma vida em risco… Mas, e depois? Como transformar esse movimento de generosidade em uma cultura que fortaleça causas, organizações e pessoas a longo prazo?
Para Joana Ribeiro Mortari, referência no campo da filantropia, cofundadora do Movimento por uma Cultura de Doação e idealizadora do documentário Doar, essa ação mais “emocional” pode trazer um retorno:
“Esse experimentar da doação que acontece durante as situações emergenciais acende uma faísca na pessoa que talvez nunca tenha parado para pensar nesse assunto”
A Pesquisa Doação Brasil 2024, realizada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), mostra isso com clareza: 66% das pessoas que contribuíram financeiramente em emergências no último ano afirmam que pretendem continuar apoiando organizações da sociedade civil. Vale destacar que no ano passado, os brasileiros doaram 24,3 bilhões de reais.
No novo episódio do Drafters, Joana conversa com a repórter Karina Sérgio Gomes sobre como cultivar essa faísca da solidariedade, ou seja, como construir uma cultura de doação. E se você se pergunta o que significa isso, a ativista explica:
“Em linhas gerais, o que a gente entende como cultura de doação é uma ideia enraizada nos indivíduos, pessoas e famílias de que o doar faz parte do seu papel na sociedade em direção a uma justiça social”
Joana também comenta os desafios de confiança que ainda cercam o terceiro setor, como as empresas podem levar a cultura da doação a seus funcionários e a importância da tecnologia (inclusive a IA) para favorecer esse processo sem deixar de lado o essencial: a conexão. Afinal, doar é sobre se conectar com uma causa, com pessoas e com a transformação que desejamos ver no mundo. Assista:
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