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Como fazer da vida um circo – ela trocou de profissão e foi plantar alegria no picadeiro

Pri Tavares - 6 abr 2015 Pri Tavares, da Plantando Alegria
Pri Tavares seguiu a intuição, deixou os computadores e hoje empodera alunos em sua própria escola de circo
Pri Tavares - 6 abr 2015
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Por Pri Tavares

“Meu amor pelas artes já se manifestou das mais diversas formas: aos 8 anos, estudei flauta doce e violão até perceber que a música não era o meu forte. Depois, enveredei para o mundo das artes plásticas, aprendendo pintura em tela, tecido e vidro.

Aos 16 anos, começou a surgir uma certa pressão para escolher uma ‘profissão de verdade’, ou seja, que trouxesse segurança financeira. Acabei optando pela faculdade de análise de sistemas. No terceiro ano de curso, ainda não sabia direito o que estava fazendo ali. Como faltava pouco para o fim, me formei.

Já trabalhei em empresas renomadas, dei orgulho à minha família e uma carreira promissora sorria à minha frente. Mas sentia que uma cortina iria se fechar a qualquer momento. Procurei satisfação em atividades físicas, como natação e ginástica. De certa forma, elas me ajudaram no caminho que viria a escolher.

Um dia, minha irmã me levou a um espetáculo que misturava música, dança e performances circenses. Entre piruetas e acrobacias, um estalo trouxe de volta aquela menina de 8 anos que adorava arte. Como em um passe de mágica, ela deu lugar à mulher que eu havia me tornado, mergulhada em metas, planilhas e reuniões. Naquele momento eu chorei.

Logo depois, me matriculei em uma escola de circo. Demorou um pouco para eu me dedicar totalmente àquilo. Com o apoio do meu marido, hoje também colega de trabalho como professor, montei minha própria escola de circo em 2010, a Plantando Alegria.

Faço de tudo um pouco: além de proprietária, sou coreógrafa e tenho aptidão com pirofagia (que são as performances que usam fogo), malabarismo e acrobacia. Dou aula de todas essas modalidades – a mais procurada é o tecido acrobático, aquela que os movimentos acontecem sustentados por um tecido suspenso.

Também formamos professores, mas as pessoas costumam nos procurar mais pelos cursos livres. São neles, aliás, que vejo dia após dia a mágica da minha nova profissão: muitos alunos que sofrem de insegurança, depressão e fobias, como a de altura, têm avanços notáveis. Ser um personagem desse espetáculo é certamente a maior recompensa.”

 

Pri Tavares, 32, professora e empresária, vive em São Paulo (SP)

 

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