Já pensou em se tornar um contador de histórias profissional?

Paula Negrão - 4 mar 2015Paula Negrão se especializou em contação de histórias. E se encontrou na vida. Hoje leva sua arte a gente de toda idade - além de ensinar outros a também se tornarem "sonhadores profissionais"
Paula Negrão se especializou em contação de histórias. E se encontrou na vida. Hoje leva sua arte a gente de toda idade - além de ensinar outros a também se tornarem "sonhadores profissionais"
Paula Negrão - 4 mar 2015
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Por Paula Negrão

“Há 13 anos, decidi que queria fazer um trabalho voluntário e acabei conhecendo a associação paulistana Viva e Deixe Viver, que capacita pessoas para se tornarem contadores de histórias. Esses voluntários atuam em hospitais para crianças e adolescentes internados em oito estados brasileiros.

“Ter descoberto a contação de histórias é a maior história da minha vida. Talvez porque me encontrei de verdade ao me tornar contadora. Sou formada em Letras e trabalhei na área de Comunicação. Mas, profissionalmente, algo sempre me faltou.

“Comecei desvendando o mundo imaginário a crianças do hospital paulistano Beneficência Portuguesa. Percebi, na prática, o poder da contação de histórias para o bem-estar de crianças hospitalizadas e com déficit de atenção, por exemplo. Então, passei a me dedicar cada dia mais, participando de cursos e palestras. É uma formação contínua: apesar de atuar profissionalmente na área desde 2008, não paro de estudar e ainda dou aulas a quem quiser aprender este bonito ofício.

“Já contei histórias para gente de todas as idades. Desde bebês (participo de um projeto que vai até a casa deles) até idosos. Com a minha experiência, concluí que as crianças têm muito a ensinar. Elas embarcam sem medo no mundo do encantamento e da imaginação. Ao contrário dos adultos, que demoram a entrar de verdade em uma história.

“Um momento marcante na carreira de ‘sonhadora profissional’, como eu gosto de chamar, aconteceu no fim do ano passado. Fui contar histórias para crianças de 4 a 5 anos, em uma escola, e me deparei com um grupo tímido. Sugeri que eles ‘jogassem a vergonha fora’ e, aos poucos, eles foram se soltando. Mais tarde, segundo me contou a diretora, essas crianças passaram a interagir com o resto da sala.

“É muito gratificante mudar cenários e comportamentos por meio do meu trabalho. Acho que a minha história se assemelha a de um jardineiro: vivo de plantar sementes nos lugares que passo e, assim, ajudo a transformar aquele ambiente.”

 

Paula Negrão, 49, contadora de história, mora em Valinhos, São Paulo.

 

Esta matéria, e muitas outras conversas de marca da Natura, podem ser encontradas na Sala de Bem-Estar, no Rede Natura.

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