TODAS AS CATEGORIAS
A melhor fonte para definir o que é uma usina híbrida, no contexto brasileiro, é a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que regulamentou esse tipo de geração elétrica em novembro de 2021:
“Um sistema que combina duas ou mais formas de produção de energia ou de potência.”
A definição é simples, mas aborda uma tarefa complexa: juntar formas de captação e de geração de energia diversas numa mesma instalação – que também é capaz de armazenar e distribuir essa energia.
Um dos benefícios desse tipo de configuração é ampliar a matriz energética.
Exemplificando, é como se uma usina eólica fosse, ao mesmo tempo, uma usina solar, se beneficiando dos ventos e da luz do Sol para gerar eletricidade de dia e de noite. Este caso evidencia uma das vantagens do modelo: manter o suprimento estável mesmo que uma das fontes de energia seja interrompida.
Uma situação mais palpável ocorre em Sobradinho, na Bahia. Por lá, o espelho d’água da usina hidrelétrica abriga painéis solares, aproveitando, simultaneamente, o potencial energético das águas represadas do rio São Francisco e da incidência solar do semiárido nordestino.
Dentro desse universo, há uma diferenciação que é importante destacar: de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) se a usina híbrida tem outorgas e sistemas de medição distintos – ou seja, separados para cada fonte de energia –, ela é considerada uma usina associada – ou central geradora associada.
Ou seja, as associadas são duas usinas diferentes que dividem a mesma infraestrutura de conexão e o mesmo acesso à rede elétrica.
Numa usina híbrida, digamos, comum, os diferentes tipos de geração são combinados e administrados pela mesma outorga, com medições que podem ser unificadas ou não.
Além das misturas de fontes energéticas que já mencionamos, há inúmeras outras configurações possíveis, como a junção de biomassa (restos animais e vegetais) com geração heliotérmica (calor proveniente da luz solar) ou até mesmo a combinação de fontes fósseis (como termoelétricas à diesel ou carvão) com fontes renováveis (solar, eólica etc.).
Entre os desafios estão uma menor confiabilidade, já que, teoricamente, uma única falha técnica numa usina híbrida pode afetar a geração de energia proveniente das variadas fontes num golpe só.
Há também o risco de subaproveitamento de recursos, caso a disponibilidade de recursos energéticos supere a capacidade de produção energética da usina híbrida.
Por fim, um outro desafio é planejar a combinação de captação para que não haja interferência de uma fonte energética com a outra. Um exemplo simples é o das pás e torres das turbinas de energia eólica criando sombra em painéis solares intstalados na mesma planta de geração elétrica.
Com sua startup, Renato Paquet lançou o conceito de crédito de logística reversa. Hoje, a Polen desbrava novas frentes para ajudar a destravar a economia circular no Brasil e criar condições dignas de trabalho para os catadores autônomos.
Como inverter a lógica curto-prazista do sistema financeiro e abraçar o paradigma regenerativo — antes que seja tarde demais? Bárbara Ladeia, gerente da Yunus, explica a ideia por trás do novo Centro de Inovação em Finanças Socioambientais.
Não é preciso competir quando o desafio é comum. Andreas Ufer, fundador do Sense-Lab, compartilha insights de um estudo que mapeou 150 iniciativas e mostra o potencial de redes e coalizões para gerar transformações sistêmicas no Brasil.
