“Ser cega não é o fator mais impactante da minha vida em relação ao bem-estar e felicidade”, diz a advogada Thays Martinez

Cláudia de Castro Lima - 13 mar 2020
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Aos 4 anos de idade, depois de contrair uma caxumba, a paulistana Thays Martinez perdeu sua visão. Faltavam poucos dias para ela ingressar na escolinha. Sua mãe, portanto, informou ao estabelecimento o que ocorrera. Recebeu, então, a informação de que a vaga de Thays havia sido ocupada por outra criança. Esse foi o primeiro impacto da deficiência visual em sua vida – ela, no entanto, afirma: As pessoas acham que o principal problema da minha vida é a deficiência visual, o que não é verdade”.

Com o espírito independente – muito, segundo ela, graças à forma com que seus pais agiram em relação a sua condição –, Thays formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo. Mas a liberdade total chegou com Boris, seu primeiro cão-guia. Thays foi uma das primeiras pessoas a ter cão-guia no Brasil. Em 2000, foi parar no noticiário ao ser impedida de entrar com Boris no metrô de São Paulo. Deu início a uma batalha judicial que levou anos – e da qual, no fim, saiu vitoriosa.

Nesta conversa com a editora Cláudia de Castro Lima, Thays conta sobre sua infância e adolescência, sobre como sua família e amigos lidaram com sua condição, a decisão de ter um cão-guia e a liberdade que isso representou para sua vida e afirma: “Ser cega não é o fator mais impactante da minha vida em relação ao bem-estar e felicidade”.

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