Verbete Draft: o que é Innovation Decision Mapping

Isabela Mena - 11 nov 2015
A metodologia Innovation Decision Mapping mescla elementos de brainstorm com o Design Thinking para simplificar tomadas de decisão e apontar os próximos passos (imagem: reprodução blog Forbes).
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Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

 

INNOVATION DECISION MAPPING (IDM)

 

O que acham que é: Uma ferramenta astrológica de tomada de decisão.

O que realmente é: Innovation Decision Mapping, ou IDM é uma metodologia para tomada de decisão em grupo ou individualmente com o propósito de gerar estratégias, solucionar problemas e inovar, de maneira prática, objetiva e visual. “Funciona mesmo como um mapa que orienta a tomada de decisão e é uma metodologia essencialmente poderosa”, diz Flávia Ursini, fundadora da Inova na Conversa, que atua em facilitação de processos com foco no desenvolvimento humano e na inovação colaborativa e facilitadora formada pelo Instituto EcoSocial e pela Escola Design Thinking. Também chamada de Planejamento “Decision Mapping”, o IDM é um processo que começa com um grande objetivo (input) e termina com pequenas ações (output). Inicia-se dividindo o objetivo em partes: escolhe-se a parte mais crítica para atingi-lo e divide-se, então, essa parte em outras menores. Tal etapa será repetida até que se chegue a partes ou elementos concretos, ou seja, ações claras e fáceis de serem implementadas. O site da Iandê, empresa de desenvolvimento humano e inovação organizacional que aplica a IDM, entre outras metodologias, diz que a Inovation Decision Mappping é a fusão do brainstorm com o Design Thinking resultando em um dinâmico mapa de decisões e que gera percepção de sintomas (a curto prazo), definição de um objetivo (a longo prazo), descoberta de diagnóstico (o que seria o obstáculo) e a prototipação e um plano de ações. “É, em suma, uma metodologia de planejamento de mudanças desejadas”, diz Eduardo Tatit Vitale, sócio fundador e gestor de projetos da Iandê, pós-graduando em transformação de conflitos e estudos de paz da Unesco e facilitador de processos colaborativos de aprendizagem e sustentabilidade.

Quem inventou: O brasileiro Eurico Gushi, que há mais de 30 anos atua na área pesquisa e especialização em Heurística (método ou processo criado com o objetivo de encontrar soluções para um problema) Problem Solving. Matemática, psicologia e engenharia, os três cursos pela Universidade de São Paulo, Gushi também é formado em Facilitation Leadership – Creative Education Foundation, nos Estados Unidos, e Quality Control Circle Team Leader, no Japão. É referência na facilitação de workshops de estratégia, diagnóstico e inovação e formador de novos facilitadores na área. Já facilitou mais de 4 500 brainstormings e facilitou mais de 800 workshops de estratégia e inovação.

Quando foi inventado: A metodologia IDM tomou forma em 1994, mas Eurico Gushi pesquisa processos heurísticos desde 1985. “Ele acredita na evolução contínua do método, por isso sempre apresenta inovações ao processo e aos seus diferentes usos”, diz Ursini. Vitale conta que Gushi propõe, em seus cursos de disseminação da IDM, a melhoria do método, que segue em contínua aprendizagem e prototipagem: “Isso mostra os pontos fortes e fracos da aplicação em diversas áreas. Gushi vive processos abertos de inovação da ferramenta, que não é fechada e sim muito viva”.

Para que serve: Para ajudar, facilitar ou orientar processos de planejamento de mudanças desejadas. “Os principais benefícios são a redução dos mecanismos de defesa ou resistências às mudanças, a transformação da postura de vítima em protagonista, a obtenção de engajamento e comprometimento com mudanças”, diz Vitale. Ursini conta usar o método em organizações como a Skechers e a DMRH-Cia de Talentos para planejamento estratégico, condução de reuniões mais produtivas e brainstorming estruturado para geração de ideias e de inovação, além de sua implementação. “Temos tido também ótimos resultados em qualquer tipo de reunião fadada a conflitos. É uma metodologia extremamente flexível e intuitiva e a estamos sempre adaptando para os mais diversos usos. Seu diferencial em relação a outras metodologias criativas é lidar com os sintomas das pessoas sobre o contexto, aliviando as respostas negativas e angústias, antes de iniciar o processo”, diz.

Quem usa: Itaú, Bradesco, Bayer, Syngenta, Pfizer e Porto Seguro estão entre as empresas que usam IDM para facilitar seu planejamento estratégico. Vitale diz conhecer consultores que utilizam a metodologia como ferramenta de coach, gente do mercado financeiro que usa para avaliar equipes que atuam em aceleradoras e, também, profissionais de marketing que utilizam IDM para descobrir as necessidades dos clientes. “Já minha sócia e companheira Karina Tatit Vitale utilizou o método com ex-dependentes químicos para trabalhar questões de identidade e propósito. Também aplicamos com jovens e crianças para tratar de desafios e atitudes socioambientais e foi divertido, além de significativo”, diz. Vitale afirma ter feito, durante alguns anos, diversos testes e adaptações para tornar a ferramenta mais acessível ao campo da educação. “Este ano, inclui uma versão simplificada de IDM, sob a nomenclatura de Gestão Pessoal Simples, ou GPS, em alguns materiais didáticos e os resultados estão sendo incríveis”, conta o fundador da Iandê.

Efeitos colaterais: Eles dizem desconhecer.

Quem é contra: Pessoas que não querem participar ou que se sentem ameaçadas por mudanças. Executivos e profissionais com forte postura defensiva, que têm dificuldade de falar e assumir os seus próprios erros, fraquezas e apegos. No âmbito coletivo, empresas muito hierárquicas, de gestão centralizada que não estão abertas à inovação, ao diálogo e ao potencial coletivo.

Para saber mais:
1) Veja, neste slideshare, o resumo da metodologia, com quatro slides, ou uma versão com 60, chamada Pensamento Estratégico e Inovação.
2) Abra o link do blog oficial do método, que tem uma lista de aplicativos para montar um IDM.
3) Baixe, em PPT, a versão 2016 da apostila guia de Planejamento Estratégico Pessoal IDM.

 

Tecnisa

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