A Tindin é uma plataforma de mesada eletrônica

Dani Rosolen - 17 set 2019
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Nome:
Tindin.

O que faz:
É uma plataforma de mesada eletrônica feita para ensinar educação financeira para o público infantojuvenil de forma gamificada.

Que problema resolve:
A startup busca resolver três problemas: o déficit da educação financeira (apenas 35% dos brasileiros são considerados educados em finanças, segundo fonte S&P Ratings Services Global Financial Literacy Survey);  a desbancarização do público infantojuvenil (jovens entre 5 e 17 anos movimentam R$ 40 bilhões anuais em espécie, de acordo com o IBGE); e a obrigatoriedade de educação financeira nas escolas fundamentais (são 160 mil escolas das quais 40 mil são privadas e movimentam anualmente R$ 60 bilhões em mensalidades escolares).

O que a torna especial:
Segundo os fundadores, a plataforma se propõe “miniaturizar” o ambiente financeiro, criando um ecossistema completo e seguro para que as crianças possam desenvolver suas competências financeiras na prática, a saber: autonomia, consumo consciente, planejamento financeiro, investimento e empreendedorismo em um ambiente gamificado.

Modelo de negócio:
A Tindin possui dois modelos de planos: o Free e  o Premium; sendo este último no valor de R$ 7,90 mensais com a liberação de recursos adicionais como o cadastro ilimitado de dependentes, configuração de pesos das tarefas, dentre outros. Além disso, a Tindin cobra taxas das transações financeiras realizadas através da plataforma.

Fundação:
Julho de 2018.

Sócios:
Eduardo Schroeder — CEO
Fábio Rogério — CTO

Fundadores:

Eduardo Schroeder — 38 anos, Florianópolis (SC) — é formado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Maringá, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e em em Inovação e Criatividade no Ambiente Empresarial (em andamento) pela UniCesumar. Trabalhou nas empresas Oxxy.net e SeeBot Soluções Inteligentes. É CEO e fundador da Wiffier Hotspot Platform e Head de Gestão de Polos da Unicesumar.

Fábio Rogério — 32 anos, Umuarama (PR) — é formado em Desenvolvimento de Sistemas para Internet pelo Centro Universitário de Maringá e pós-graduado em Administração de Banco de Dados pela mesma instituição. Trabalhou na TecnoSpeed TI. É consultor de arquitetura de sistema da CODEVI e do Grupo Boticário.

Como surgiu:
Eduardo conta que, com pouco mais de 3 anos, seu filho, Rafael, já estava às voltas com o consumismo infantil. Preocupado, ele procurou ajuda na literatura e descobriu que a mesada educativa poderia ser uma solução para aquele problema. O menino passou a poupar para alcançar seus próprios objetivos materiais. Quatro anos mais tarde, Rafael fez uma proposta inusitada para o pai: “Quero comprar seu cartão de crédito. Lojas de game online não aceitam moedas”. Três anos mais tarde, Eduardo apresentaria a proposta da Mesada Eletrônica Educativa na edição de Maringá do Startup Weekend, evento ao longo do qual validou o problema com mais de 300 entrevistados, propondo uma solução. Ao término do final de semana do desafio nascia a Tindin tornava-se campeã do evento, superando outras 12 propostas.

Estágio atual:
A startup está localizada em Maringá (PR), está em fase de tração, com mais de 3 mil usuários cadastradose o foco atual é o mercado B2C, em que o responsável instala o app, cadastra seus dependentes, configura os valores e critérios das mesadas, cadastra tarefas e missões, registra seu cartão de crédito e, à medida que os dependentes cumprem os critérios configurados, as recompensas são acumuladas até o dia do vencimento (dia da mesada), quando o valor é cobrado automaticamente do cartão de crédito do responsável. Uma vez que o dinheiro entre na plataforma, os dependentes podem utiliza-lo para consumo no marketplace ou realizar pagamentos via QR Code.

Aceleração:
O negócio foi acelerado pela Orbital.ac.

Investimento recebido:
Até o presente momento a startup tem se mantido com recursos próprios dos sócios. Contudo, há uma carta de intenções no valor de R$ 176 mil assinada com um investidor.

Necessidade de investimento:
A Tindin está com uma rodada de investimentos aberta no valor de R$ 750 mil.

Mercado e concorrentes:
“Segundo dados do IBGE o público infantojuvenil (entre 5 e 17 anos) movimenta anualmente R$ 40 bilhões. Trata-se, contudo, de um público predominamentemente desbancarizado, ou seja, o montante referido é utilizado em moedas e cédulas, uma forma pouco segura e que dificulta o acompanhamento e controle financeiro. Além disso, a discussão sobre educação financeira infantojuvenil encontra-se em seu ponto mais alto no país, após alteração na Base Nacional Comum Curricular que torna obrigatória a educação financeira e educação para o consumo nas escolas”, afirma Eduardo. “Nosso maior concorrente é um produto substituto: o Cartão Mesada. Trata-se de um cartão pré-pago com um aplicativo para controle de extrato, que possui mensalidade por conta.”

Maiores desafios:
“Dificuldade de acesso a investidores com perfil de ExO (Exponencial Organization) e capital limitado. Muitos investidores domésticos ainda procuram nossa startup em busca de controle acionário, liquidez e dividendos, um dos motivos pelos quais estamos negociando com investidores externos. Além disso, a falta de mão de obra qualificada, sobretudo na área tecnológica e a barreira cultural brasileira para novos meios de pagamentos são outros desafios”, fala o CEO.

Faturamento:
Em 2019 a empresa não faturou. Este ano foram R$ 33,9 mil até o momento.

Previsão de break-even:
2020.

Visão de futuro:
“Desejamos que a Tindin seja um ‘caminho recomendado’ para toda criança ao longo de seu desenvolvimento educacional, tornando-se a empresa responsável por criar um novo mercado de serviços financeiros para o público infantojuvenil, com impactos diretos em bancos, escolas, estabelecimentos comerciais e famílias. Com seu modelo de negócio exponencial a startup deverá finalizar 2019 com 28 mil usuários, ou seja, dez vezes maior que ao final do primeiro semestre. Contudo, com a internacionalização de sua operação já prevista para o primeiro semestre de 2020, a Tindin planeja conquistar seu primeiro milhão de usuários antes de 2021.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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