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Como a Rydoo ganha mercado ao oferecer eficiência à área financeira de grandes empresas

Giovanna Riato - 26 set 2019
Startup oferece plataforma para gerir reembolsos dos funcionários e planeja novas soluções para o Brasil.
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Pegar o recibo de cada gasto com transporte, hotéis e refeições, guardar, preencher longos relatórios a respeito e enviar à área financeira. Este é o processo básico desempenhado por profissionais que têm muitas atividades fora da empresa como parte da rotina de trabalho. É justamente para tornar esta dinâmica mais eficiente e simplificar o reembolso de despesas corporativas que surgiu a plataforma Rydoo.

O aplicativo baseado na nuvem demanda apenas que o profissional tire uma foto do recibo do gasto que precisa ser reembolsado, nada mais. Este material é organizado de forma inteligente na plataforma, que checa os limites de despesas dos funcionários, verifica eventuais duplicidades de recibos e evita fraudes, além de seguir o fluxo de aprovação de forma digital e automática – os gestores aprovam com apenas um clique. A solução poupa um imenso volume de trabalho da área financeira, que pode se concentrar em atividades mais estratégicas e dedicar menos esforço à função operacional.

Eduardo Loureiro, executivo de vendas da Rydoo Brasil, diz que o sistema leva mais eficiência às organizações: “Uma empresa de 400 funcionários chega a ter dois colaboradores concentrados em verificar estes recibos e organizar reembolsos. Com a solução, estas pessoas não vão precisar investir tanto tempo nisso e ficarão livres para outras atividades que têm mais impacto no negócio.”

DE STARTUP A CORP-UP

Como todo negócio de alto impacto, a Rydoo resolve um problema real de forma um tanto quanto intuitiva. Do tipo de solução que leva ao bom e velho questionamento: “Como ninguém pensou nisso antes?”. A startup nasceu na Bélgica há sete anos e atua no Brasil há cerca de cinco. “Antes tínhamos outro nome: Xpenditure”, conta Eduardo. Há um ano e meio, a empresa recebeu investimento da Sodexo, que passou a ser sócia majoritária do negócio, e foi rebatizada como Rydoo.

O executivo explica que, com a aquisição, a empresa passou de startup a corp-up. “Temos o melhor dos dois mundos: a agilidade e o crescimento rápido de um e a capacidade de investimento e a rede de relacionamento de outro”, diz. Em uma operação separada da Sodexo, a empresa conta com 350 funcionários no mundo, distribuídos entre Europa, Filipinas, Austrália, Estados Unidos e Brasil, na operação em São Paulo. O número deve saltar 30% nos próximos 10 meses.

“Temos crescido em ritmo acelerado. Já temos 7 mil grandes clientes pelo mundo”

Segundo Eduardo, boa parte deste volume de contratos veio nos últimos 12 meses. Com o investimento da Sodexo, a companhia assumiu a posição de concorrer com organizações globais e disputar clientes de grande porte. “A nossa solução tem qualidade e excelência para conquistar espaço neste contexto”, diz.

BRASIL É PARTE DA ESTRATÉGIA DE INTERNACIONALIZAÇÃO

O executivo diz que o Brasil desempenha papel fundamental dentro da estratégia da companhia de rápida expansão. “É um País com mais de 200 milhões de habitantes. Toda empresa que planeja crescer e se internacionalizar quer estar aqui”, afirma. Segundo ele, boa parte do trabalho de conquistar grandes clientes está concentrada localmente.=

“Nossa estratégia é atender empresas complexas que precisam de compliance local e ajudá-las a ganhar eficiência e reduzir custos”

Ele cita o conceito paperless com que a empresa trabalha, reduzindo a necessidade de impressão ou de armazenar arquivos físicos. É tudo digital, na nuvem: fácil de guardar e de encontrar depois. A Rydoo garante ainda a armazenagem de todas as imagens por 10 anos, período muito maior do que o exigido por lei.

Até pela importância do mercado, a empresa prefere esperar para fazer alguns lançamentos no País. Um deles é o Rydoo Travel, plataforma que concentra fornecedores e soluções de viagem corporativas já com tarifas negociadas para empresas e regras de uso específicas para os funcionários. A solução já funciona na Europa, mas Eduardo diz que não faz sentido simplesmente colocar o sistema de lá para rodar aqui. É preciso tropicalizar.

“Não queremos atuar no Brasil com nenhum produto pela metade”, diz. Segundo ele, para rodar localmente, a Rydoo Travel precisa estar completa para as demandas nacionais, com parcerias certas com empresas aéreas, de aluguel de carros e rede de hotéis da região. A construção desta estrutura já está em curso, conta o executivo. Afinal, a meta é crescer sempre – com velocidade de startup e consistência de grande corporação.

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