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Dá para começar a empreender, ainda que sem dinheiro?

Helaine Martins - 8 jan 2020
Em um cenário da crise econômica, abrir o próprio negócio tem sido uma das principais saídas para quem é afetado pelo desemprego.
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Crédito imagem: Freepik

Em um cenário da crise econômica, abrir o próprio negócio tem sido uma das principais saídas para quem é afetado pelo desemprego. O resultado é o crescimento do chamado empreendedorismo por necessidade, negócios abertos por quem decide empreender por não possuir melhores alternativas de emprego e renda. Segundo o Sebrae, aproximadamente 11,1 milhões de empresas foram criadas por necessidade no Brasil, desde 2016.

Por outro lado, também é crescente o número de jovens empreendedores. De acordo com uma pesquisa da GEM 2017, também realizada pelo Sebrae, mais de 15 milhões de pessoas de 18 a 34 anos estão empreendendo no país, o que representa cerca de 57% do total de brasileiros empreendedores. Na prática, ambos os cenários significam pouco ou nenhum dinheiro para investir. E quem deseja empreender e não tem capital se pergunta: é possível começar um negócio com pouco ou sem dinheiro? Sim, é possível, afirma Lívia Moura, analista do Sebrae/PE.

“Na era do mundo digital é cada vez mais importante utilizarmos a criatividade e a inovação para termos sucesso no ambiente de negócios. A necessidade de ter um grande capital não é o essencial. Exemplo disso são as startups, que mostram que o essencial é ter uma boa ideia e estratégias para validá-la”, explica.

E, já que é possível, a dúvida é: como fazer o negócio, ainda que com pouco capital, ser viável? Abaixo listamos cinco dicas que vão te ajudar nesse processo.

1 – Mantenha sua atividade principal

Lívia Moura indica que, se você vai começar um negócio mas conta com pouca estrutura ou recursos escassos, é necessário ter uma outra atividade, em paralelo, para arcar com as despesas fixas. “Quando você precisa que o seu rendimento saia desse novo negócio fica muito difícil fazê-lo crescer, não há tempo hábil para ele amadurecer”, explica. Portanto, se você conta com pouco investimento e ainda precisa de validação de mercado, se possível não dependa exclusivamente do novo negócio.

2 – Busque investidores

Os empréstimos não são sua única opção, lembre-se que há a possibilidade de atrair investidores para sua ideia. Isso mesmo! Existem vários processos de aceleração e incubação de empresas pelo país. Antes eles eram mais voltados para empreendimentos de base tecnológica, mas, hoje, também são utilizados para muitos outros segmentos. “Além de injetar dinheiro, os investidores costumam ajudar na gestão do empreendimento”, indica Lívia. Mas, para fazer com que os investidores acreditem no seu negócio, você precisa saber vender muito bem sua ideia. O que nos leva à próxima dica.

3 – Tenha um plano de ação

É preciso conhecer muito bem o mercado em que atua e ter clareza sobre o seu objetivo. Qual é o propósito do seu negócio? O que ele gera de valor no mercado? A partir daí, trace o perfil de consumo, quais personas pretende atingir, conheça a concorrência, pense ações que você possa implementar, elabore um plano de negócios. Somente assim, segura da ideia que tem em mãos, que os investidores vão acreditar no seu negócio.

4 – Exercite o networking

O bom e velho boca a boca é ainda mais fundamental para quem tem pouco ou nenhum capital. É muito importante ficar de olhos nos eventos de empreendedorismo, em ações de parcerias, em ambientes que possam proporcionar contatos e negócios. Uma empreendedora precisar estar sempre oxigenando as suas ideias e isso pode ser fortalecido com uma boa rede de contatos.

5 – Seja flexível

Isso significa ser adaptável. Com recursos escassos, o plano de ações pode ser alterado e readequado no meio do caminho, conforme as dificuldades e oportunidades surgirem. Pode ser um parceiro ou um investidor-anjo que aceite fazer o investimento, por exemplo, mas que exija um percentual da sua empresa. “Quanto você está disposta a flexibilizar a sua ideia para se adaptar às oportunidades que irão aparecer?”, questiona a consultora. Muitas vezes, é essa oportunidade que vai viabilizar a sua operação, mesmo que não seja exatamente como você planejou. “Por isso, é muito importante estar aberta às possibilidades de mudanças”.

Esta matéria pode ser encontrada no Itaú Mulher Empreendedora, uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

 

 

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