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“Na ideia da economia circular, os produtos são pensados para durar mais e a gente não precisar descartar tanto”

Cláudia de Castro Lima - 14 abr 2022 Cláudia de Castro Lima - 14 abr 2022
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Seu celular já durou muito menos tempo do que você imaginava – e não porque você o quebrou, mas porque ele simplesmente parou de funcionar?

Essa impressão de que as coisas duravam muito mais antigamente pode não ser apenas uma sensação. Isso por causa da obsolescência programada. O conceito pode parecer conspiração, mas não é.

A obsolescência programada é uma estratégia de produção da indústria em que o tempo de vida útil dos produtos é programado para não ser tão longo quanto poderia – e, assim, o consumidor compra mais.

Ao lado dessa estratégia, nossa sociedade priorizou o consumo descartável, fazendo uso de produtos como se os recursos fossem ilimitados e o lixo um efeito colateral secundário pouco relevante.

A evolução para o modelo de economia circular é, segundo a mestre e doutora em Geografia Física e pesquisadora Sueli Ângelo Furlan, um antídoto para isso.

“O circuito mais circular vai desde o projeto do produto até o seu consumo”, diz ela nesta edição do podcast Inovação em Pauta, da 3M.

“A gente deve sair do paradigma da obsolescência programada, em que sempre vamos consumindo mais, com pequenas mudanças e inovações, para produtos que sejam inteligentes.”

A ideia, explica ela, é conhecida como “cradle to cradle”, ou do “berço ao berço”, título de um influente livro-manifesto de 2002. Neste paradigma, o modelo cíclico substitui o linear, com recursos reutilizados indefinidamente, gerenciados de forma que cada passagem de ciclo produtivo se torna um novo berço para outro processo.

“Isso significa você produzir algo que sempre vai voltar, sem pensar em produção de volumes e volumes de matérias-primas descartáveis.”

Para Cristian Arriagada, diretor de Negócios de Consumo da 3M, a indústria está no processo de reavaliar isso tudo. “A gente começa a repensar todo o processo que tradicionalmente sempre foi muito linear e agora começa a pensar no processo de circularidade”, diz ele no bate-papo, conduzido por Luiz Serafim, head de Marca e Comunicação da 3M.

“Quando você fala da criação de produtos, acho que a gente tem que começar a incentivar mais esses profissionais que estão entrando para o mercado de como se pensa um lançamento de um produto, levando em consideração a circularidade.”

Qual é a nossa responsabilidade em relação à economia circular? O que é o Movimento Circular e por que ele existe? O que a 3M anda fazendo para contribuir com essa ideia da circularidade? É possível existir um mundo sem lixo?

Ouça as respostas para todos esses questionamentos abaixo no Spotify. Ou, se preferir, escute no Apple Podcasts ou Google Podcasts. Para outras plataformas, acesse a nossa página no Anchor.

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