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Educador voluntário: como os funcionários da 3M investem no futuro

Daniella Grinbergas - 9 set 2022 Daniella Grinbergas - 9 set 2022
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Todos os anos, dezenas de jovens de baixa renda têm a oportunidade de aprender uma profissão e, mais do que isso, vislumbram um caminho para acessar o mercado de trabalho, gerar renda e transformar a vida de suas famílias. Quem abre essa porta é o Programa Formare, o tradicional projeto de capacitação fruto da parceria entre o Instituto 3M e a Fundação Iochpe. Uma iniciativa alinhadíssima como a cultura de DE&I e voluntariado da 3M, já que quem comanda a sala de aula são os próprios funcionários, atuando como educadores voluntários durante seus horários de expediente.

Essa trajetória, que vem se desenhando desde 2011, já formou 580 jovens no curso de assistente de produção industrial, sendo 202 contratados pela 3M. São talentos que possivelmente não teriam grandes oportunidades no mercado, mas que receberam o apoio necessário para conquistar seu espaço.

O analista Nicke Willy Lira é um dos educadores voluntários que contribui com o Formare há 7 anos.

“Desde que comecei no programa, ano após ano, meu sentimento após cada aula é de gratidão. Gratidão por poder transmitir o que recebi: conhecimento. O poder da rede de voluntariado é enorme, ajudamos sem esperar nada em troca e investimos no futuro. ”

Todos os funcionários da empresa são convidados a aumentar essa rede como educadores. Um material muito robusto, montado pela Universidade Federal do Paraná, é a base para que os profissionais possam transmitir todo conhecimento necessário aos jovens.

A cada ano, o time de coordenação do Formare oferece treinamentos preparatórios para os educadores novatos e reciclagem para os antigos. Os voluntários ainda são convidados para encontros de integração, reuniões para tirar dúvidas, participam de grupos virtuais e recebem uma série de materiais de apoio.

“Muitos chegam inseguros porque nunca estiveram na posição de professor. Porém, com todo suporte recebido, entendem que são capazes de desempenhar essa função de mediadores do conhecimento. Eu mesma demorei a tomar a decisão de participar, até que visitei a aula de uma amiga e entendi que poderia contribuir”,

explica Cristiane Marques Alves, que foi uma das educadoras voluntárias e hoje atua como Coordenadora de Projetos Sociais da 3M.

Além disso, a Fundação Iochpe disponibiliza também uma plataforma com cursos de formação online para educadores e canais para tirar dúvidas e oferecer suporte constante.

“O mais bacana é ver os resultados. Estamos com o primeiro ex-aluno Formare que virou líder na Manufatura e está sendo incrível acompanhar o crescimento dele. Para os educadores é muito motivador! Eles entram nas aulas abastecidos de esperança”, diz Cristiane.

E Nicke, o voluntário veterano, complementa:

“Albert Einstein dizia que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o conhecimento. Então por que não transformar mais pessoas, fazer com que outras também possam aprender e conhecer o que nós pudemos? De modo que um dia elas também poderão transformar a vida de outras… O que nós, educadores, ensinamos desperta curiosidade que faz com que os jovens se desenvolvam cada dia mais”.

MUDANÇAS QUE VÊM PARA O BEM

Quando o isolamento social tirou todo mundo das salas de aula, o programa teve de ser revisto, como conta a coordenadora:

“Naquele momento delicado em que as pessoas de baixa renda estariam ainda mais vulneráveis, não tinha como parar o projeto. Por isso, testamos um piloto 100% remoto, com prova online para seleção, visitas domiciliares virtuais, bem como entrevistas e aulas remotas. Tudo suportado por uma plataforma desenvolvida pela Fundação Iochpe”.

E para garantir o acesso às aulas virtuais, além da bolsa e assistência médica e odontológica que os alunos já recebiam, a companhia ainda passou a oferecer R$ 200 para alimentação e custos de conectividade.

Nessa expansão para o mundo virtual, mais possibilidades se abriram. A disponibilidade dos educadores voluntários aumentou muito, já que o online rompeu com as limitações físicas de quem queria atuar, mas esbarrava na dificuldade do acesso à sala de aula.

“Encaixamos os novos educadores nas 17 disciplinas do curso e, no segundo ano de pandemia, ainda abrimos a oportunidade do voluntariado para funcionários 3M de fora do Brasil para ministrar aulas de espanhol. Tivemos 12 interessados inscritos, expandindo ainda mais as possibilidades do trabalho voluntário”, comemora Cristiane.

O formato funcionou tão bem que este ano, apesar da flexibilização das medidas de isolamento, o modelo remoto foi incorporado. A seleção será online e as aulas devem ser híbridas.

Um dos motivos é a abertura que a 3M deu aos colaboradores de poderem escolher o home office. Assim, os educadores que estiverem distantes poderão manter as aulas online, mas o cronograma terá também espaço para os que desejarem ir para a sala de aula.

QUEM NÃO FOI SELECIONADO TAMBÉM GANHA!

Por fim, há ainda uma novidade no processo de seleção dos candidatos, que deixa de ser por meio de provas e se transforma em um canal de conhecimento – que é uma verdadeira mentoria.

Funciona assim: os interessados entram na plataforma e percorrem uma trilha com oito temas (sentido da vida, empatia, escolhas, virtudes, inspirações, futuro, estratégia e obstáculos). Depois, 200 candidatos recebem uma mentoria com um profissional e são convidados para uma palestra inspiradora. As informações colhidas pelos mentores são cruzadas com as obtidas nas visitas domiciliares e nas entrevistas para, então, ser finalizada a seleção dos 100 alunos do curso.

“A ideia é que mesmo os que não forem selecionados sejam impactados pela mentoria. A proposta é que eles consigam desenhar seu plano de vida e tenham contato com um profissional, que vai servir de inspiração, estimulando a busca de todos por um futuro melhor”, diz Cristiane.

 

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