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“As pessoas falavam que eu era louca de largar o emprego para fazer brigadeiros”

Fernanda Cury - 13 out 2015
Juliana Motter, ex-jornalista: "Falavam que eu era louca de largar o emprego para fazer brigadeiro"
Fernanda Cury - 13 out 2015
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Apaixonada por brigadeiros desde bem pequena, aos 7 anos Juliana Motter se aventurava na cozinha da casa da avó, uma doceira de mão cheia. “Já naquela época preparava receitas para presentear os amigos”, conta. Sua paixão pelos docinhos era tamanha que na escola passou a ser conhecida como Maria Brigadeiro.
Os anos se passaram, a garota cresceu, e começou a inovar nos sabores, substituir ingredientes e ousar nas preparações. “Usava castanhas, chocolate branco, inventava mil e um sabores”, conta. Paralelamente, chegou o momento de decidir qual futuro profissional iria seguir. “Eu queria ser doceira, fazer o que mais amava, ou seja, brigadeiros. Mas acabei cedendo à torcida familiar e fiz jornalismo, profissão que exerci por mais de dez anos. Como trabalhava em uma revista feminina, resolvi cursar gastronomia, para escrever matérias específicas sobre o assunto”, lembra. Mas o costume de presentear os amigos com seus brigadeiros continuou, e foi justamente graças a este delicioso hábito, que sua vida deu uma guinada.

 

Um dia, ela preparou cinco versões diferentes de brigadeiro para o aniversário do filho de uma amiga. Os convidados, impressionados com a variedade de sabores e a qualidade dos docinhos, perguntavam se ela recebia encomendas. “Por brincadeira, acabei respondendo que sim”, relembra. No dia seguinte, seu telefone na redação tocou, e ela recebeu seu primeiro pedido: 1000 brigadeiros a serem entregues no prazo de uma semana. “Quase recusei, mas meu instinto falou mais alto e aceitei o desafio”. A partir daquele momento, o projeto do que viria a ser a Maria Brigadeiro, o primeiro ateliê de brigadeiros gourmet do Brasil começava a tomar forma. Ela abandonou o jornalismo e mergulhou no universo das panelas, feliz da vida. “As pessoas falavam que eu era louca de largar o emprego para fazer brigadeiros”, conta.
O começo da empresa, em 2007, não foi nada fácil. “Brigadeiro bom tem que ser finalizado no dia em que for ser servido. Por isso eu começava a preparar o brigadeiro de madrugada, na cozinha da minha casa, um sobradinho minúsculo. Não fiz grandes investimentos, pois não sabia se meu projeto daria certo”, relembra.

Para saber como a Maria Brigadeiro cresceu, driblou a concorrência e vem se mantendo como referência em brigadeiros gourmets no país, acesse a matéria completa
no Itaú Mulher Empreendedora , uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

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