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Existe trabalho voluntário remoto? O 3M Impact mostra que sim

Giovanna Riato - 23 dez 2020 trabalho voluntário
Projeto driblou as limitações da pandemia e apoiou cinco instituições de impacto social com trabalho pro bono.
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Se grande parte das rotinas de trabalho seguiu firme e forte mesmo com a pandemia, de forma remota, então as tarefas voluntárias de impacto social não tinham motivo para serem interrompidas. Foi este o pensamento que fez o Instituto 3M redesenhar e manter o 3M Impact mesmo diante do contexto adverso de 2020.

O programa global, realizado em parceria com a Pyxera, estimula funcionários da companhia a se engajarem em atividades pro bono. A ideia é contribuir com o desenvolvimento de organizações e iniciativas de impacto social em países emergentes – um programa que normalmente seria internacional, com viagem de colaboradores da empresa de um país para trabalhar em organizações sem fins lucrativos em outras partes do mundo.

A pandemia, claro, interrompeu esta dinâmica e fez com que tudo ficasse em casa, como conta Liliane Moura, supervisora de projetos sociais do Instituto 3M:

“Em uma situação normal, os funcionários que participam do programa fariam imersão de uma semana na instituição em que fossem trabalhar. Como esta dinâmica não funcionaria no on-line, ficaria cansativa, diluímos as horas dedicadas em dois meses de trabalho”

O 3M Impact se baseia em uma dupla doação, vinda tanto do funcionário, que se dedica a oferecer consultoria para uma instituição, quanto da própria 3M, que doa 80 horas de trabalho de cada um dos colaboradores selecionados para o programa. Na edição deste ano 16 pessoas investiram no projeto um total de 1.280 horas.

GERAR IMPACTO POSITIVO NA SOCIEDADE E NO MEIO AMBIENTE

O grupo de funcionários da 3M se dividiu em pequenos times para trabalhar em cada uma das organizações. Foram selecionadas cinco instituições para receber o programa. A primeira delas é a Associação Cornélia, que trabalha com pessoas com transtornos psiquiátricos e tem no artesanato feito pelos pacientes uma das suas fontes de geração de renda. Neste caso, o desafio estava em estruturar um e-commerce, já que as vendas despencaram no momento de distanciamento físico.

Os projetos Pimp My Carroça e Movimento Nacional dos Catadores, voltados a melhorar a qualidade de vida de catadores de materiais reciclados, também receberam um time do 3M Impact. “São iniciativas que oferecem, além do impacto social, um benefício ambiental, que trazem este viés da economia circular que é algo que priorizamos”, conta Liliane.

Além destas, participaram do programa a Organização Não Governamental (ONG) Teto, que trabalha na produção de moradias provisórias para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, e a Obreiros do Bem, que atende crianças de mais de seis anos no contraturno escolar.

Ainda que o número de horas de trabalho fosse equivalente ao que é oferecido em edições presenciais do programa, Liliane entende que esta edição gerou dedicação e resultados até mais profundos.

“Apesar do tempo de foco ser o mesmo das edições presenciais, ele está diluído em um intervalo maior, o que permitiu um mergulho ainda mais transformador nas questões de cada instituição”

MUITOS DESAFIOS, GRANDES RESULTADOS

Ela conta que, no começo, foi um desafio até mesmo encontrar disponibilidade dos representantes das instituições para desenvolver o trabalho  por um período tão duradouro. Mas as coisas se ajustaram e os resultados, diz, mostram que o tempo de dedicação valeu a pena. “As entregas às organizações foram muito boas, mas também teve o enorme impacto positivo do projeto em cada um dos participantes”, conta, citando a via de mão dupla da iniciativa.

Ela diz que, para realizar o trabalho, cada participante do programa precisou desenvolver flexibilidade na própria rotina, aprender a trabalhar em equipe com pessoas até então desconhecidas e, claro, adaptar a mentalidade do mundo corporativo para o universo de uma instituição sem fins lucrativos.

“Outra coisa interessante é que, por ser on-line, esta edição do 3M Impact nos permitiu contar com a participação de funcionários da 3M que não estão em São Paulo. Por exemplo, nossos profissionais da área de vendas desta vez tiveram a chance de participar”, conta Liliane.

Ricardo Avellar, que atua justamente neste departamento da companhia, conta da própria experiência no programa:

“Tive contato e vivenciei a realidade dos catadores de material reciclável e suas cooperativas, pude conhecer os desafios e dificuldades que eles enfrentam diariamente. Mergulhei, ainda, nos aspectos ambientais relacionados e também no impacto social desta atividade. Foi uma jornada de muito aprendizado”

Entre as instituições, o saldo também é bastante positivo. “Ter o conhecimento de profissionais super qualificados dedicado por oito semanas foi um privilégio único”, diz Carlos Barbosa, responsável pelo marketing da Associação Cornélia. “Nossa história ficará marcada pela consultoria voluntária que recebemos”, complementa.

Liliane diz que, com resultados tão bons, só faltou mesmo o encontro presencial entre os funcionários da 3M e as equipes das instituições em que trabalharam. “Estão todos doidos para se encontrar, conhecer os projetos pessoalmente, mas vamos deixar para depois da vacina contra a Covid-19”, diz Liliane, mostrando que o projeto ainda vai render bons frutos.

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