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Quatro ótimas (e simples) ideias para empresas e pessoas cuidarem do planeta

Cláudia de Castro Lima - 20 abr 2022 Cláudia de Castro Lima - 20 abr 2022
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Há 52 anos, num 22 de abril, 20 milhões de norte-americanos – ou 10% da população total da época dos Estados Unidos – ocuparam ruas, parques e auditórios para protestar.

A briga era contra os impactos nefastos de 150 anos de desenvolvimento industrial, que deixaram uma trilha de deterioração do meio ambiente e de graves problemas à saúde humana. Por isso, o protesto foi batizado de Dia da Terra.

Desde então, o Dia da Terra vem sendo lembrado como uma data de conscientização, de luta e de adoção de medidas práticas de sustentabilidade.

E foi para celebrar essa causa que a 3M promoveu, nesta terça-feira, o Sustainability Talks, evento desenvolvido pelo Comitê de Sustentabilidade da América Latina em conjunto com a área de Marca e Comunicação.

No evento, a 3M reforçou que a sustentabilidade é um pilar fundamental da sua estratégia, direcionando suas decisões de negócios. Valendo-se do posicionamento da companhia baseado na ciência aplicada à vida, a Estrutura Estratégica de Sustentabilidade concentra-se em três áreas prioritárias: Ciência para Economia Circular, Ciência para o Clima e Ciência para a Comunidade.

A empresa reafirmou seu compromisso de inovar para zerar suas emissões de carbono até 2050, acelerar soluções climáticas e melhorar a pegada ambiental.

Desde 2002, as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 1 e Escopo 2 foram reduzidas em 72%. A companhia ainda se aproxima da meta de 50% de eletricidade renovável em todos os locais globais até 2025.

Um investimento de US$ 1 bilhão em 20 anos está em curso para alcançar essa neutralidade de carbono, reduzir o uso de água nas instalações, devolver água de melhor qualidade ao meio ambiente após o uso em operações industriais e reduzir a dependência de plástico virgem à base de fósseis.

Tiramos do Sustainability Talks quatro lições, voltadas para empresas e para pessoas. Porque todos têm que fazer sua parte para que, em breve, o Dia da Terra não seja mais uma data de luta e conscientização – e, sim, de celebração.

1) Sustentabilidade é um problema de todos nós

Inti Pérez, gerente de Criação de Valor Compartilhado da Nestlé México e uma das speakers do Sustainability Talks, deu um recado: “Sustentabilidade converteu-se em uma das prioridades de qualquer negócio”, disse ela. “A empresa que não a reconhece como modelo de negócios está fora do jogo.”

Entre os vários compromissos da empresa com o tema está o plano de apoiar e acelerar a transição para um sistema alimentar regenerativo.

Nesse modelo, o objetivo é proteger e restaurar o meio ambiente, melhorar os meios de subsistência dos agricultores e aumentar o bem-estar das comunidades agrícolas.

Para isso, a Nestlé vai investir 1,2 bilhão de francos suíços nos próximos cinco anos e atuar com seus parceiros, formados por mais de 500 mil agricultores e 150 mil fornecedores. São três os pilares para ajudar os agricultores a adotarem práticas regenerativas: 1) aplicar ciência e tecnologia de ponta e fornecer assistência técnica, 2) oferecer apoio ao investimento e 3) pagar prêmios por produtos agrícolas regenerativos.

2) Provoque suas equipes (e a si mesmo): como fazer diferente?

Vice-presidente de Negócios de Consumo da 3M, Cristian Arriagada fez a provocação: como mudar nossa mentalidade para que a economia circular se torne uma prioridade? “Cada pessoa que cria e comercializa produtos deve se questionar como trabalhar para pensar no futuro no planeta”, afirmou ele. “Como podemos conceber um produto já com a visão de todo seu ciclo de vida? Como podemos fazer diferente ou dar ao produto um destino diferente?”

Entre as várias iniciativas da 3M, Cristian citou o Programa Nacional de Reciclagem de Esponjas Scotch-Brite®, elaborado em parceria com a Terracycle.

O objetivo é dar às esponjas de uso doméstico um destino mais nobre, ao mesmo tempo em que colabora com instituições sem fins lucrativos.

Por meio do programa, as esponjas, em vez de irem para o lixo, são coletadas e passam por um processo de reciclagem, no qual seus resíduos são transformados em uma nova matéria-prima, chamada pellet. Ela é vendida e usada para a produção de objetos como bancos, lixeiras etc. A renda é revertida para instituições sem fins lucrativos. Uma boa e simples ideia no escopo da circularidade, com benefícios para todos os envolvidos.

Outras iniciativas foram citadas como projetos que envolvem a reciclagem de fitas de empacotamento e embalagens de papel de produtos hospitalares, indicando que o movimento circular se amplia a cada dia na 3M do Brasil.

3) Atuar socialmente é atuar sustentavelmente

Nos últimos anos, três letras ganharam importância extrema no mundo todo, especialmente no universo corporativo: ESG. Elas estão relacionadas às práticas ambientais, sociais e governamentais das companhias – e mostram que esses três temas são indissociáveis.

Por isso, programas de voluntariado, que procuram causar impacto nas comunidades – e são, portanto, iniciativas sociais – são tão importantes para empresas e para as pessoas.

É o caso do 3M Impact, criado em 2017 para ajudar organizações sem fins lucrativos, usando a experiência dos colaboradores da empresa em diferentes áreas.

Por meio desse programa, explicou Leticia Solis, gerente de Operações Phase In Phase Out e de Dados na 3M, funcionários da companhia trabalham, de forma pro bono, oferecendo sua expertise para capacitar e ajudar ONGs a solucionarem seus problemas. “Assim, as organizações são capazes de gerar impacto maior nas comunidades em que atuam”, disse.

4) A forma como você lava sua roupa é a forma como cuida do planeta

Se você lava roupa pensando que está cuidando bem delas, talvez seja a hora de repensar. “Lavar não necessariamente faz a roupa durar mais”, afirmou a jornalista de moda e empreendedora Leticia Silva no 3M Sustainability Talks. “O processo de lavagem é, na verdade, bem agressivo.”

Além do alto consumo hídrico e também energético, lavar a roupa degrada as fibras do tecido – que, em 70% dos casos, são sintéticas e acabam poluindo as águas dos rios e oceanos. Leticia dá, como ela chama, “três dicas de ouro” para tornar esse processo rotineiro mais sustentável.

“A primeira é: use sempre água fria”, explicou. “Setenta e cinco porcento da energia gasta pela lavadora é para esquentar a água. Além disso, é mito o fato de a água quente ajudar a tirar manchas – ela, na verdade, não preserva a cor nem a qualidade do tecido.”

A segunda dica da jornalista é maneirar no amaciante. Em grande quantidade, ele estraga a máquina e polui o meio ambiente. O terceiro conselho? Procurar não depender tanto da secadora. Além de gastar menos energia, deixar as roupas secarem ao sol é muito mais saudável. “Muitos médicos especialistas em patologia afirmam que o sol tem um efeito ainda melhor do que o cloro para matar germes e bactérias”, disse ela.

A participação de Letícia no evento lembrou de algo simples e verdadeiro. Toda transformação grandiosa começa com a atenção para nossas atitudes, buscando conhecimentos, propondo pequenas mudanças na nossa vida como aplicar um novo olhar para os cuidados com nossa roupa, reciclarmos nosso lixo, evitarmos desperdícios.

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