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Diga-me o que comes e eu direi como é sua saúde: nutricionista explica a relação entre alimentos e imunidade

Cláudia de Castro Lima - 31 ago 2021
(Foto: Freepik)
Cláudia de Castro Lima - 31 ago 2021
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Como um grande festival de música gratuito, aberto a quem chega e quer entrar, a vida em nosso organismo é vibrante. A metáfora está no livro Imune: A extraordinária história de como o organismo se defende das doenças, escrito por Matt Richtel, repórter do The New York Times.

A obra, premiada com o Pulitzer e uma das cinco indicadas anualmente por Bill Gates para seus seguidores, compara nosso sistema imunológico a uma competente equipe de segurança, atenta para evitar que possíveis arruaceiros – vírus, bactérias, parasitas e até células disfuncionais do próprio organismo – ameacem essa festa toda.

Composto por um conjunto de órgãos, tecidos e células, o sistema imune é o responsável pelo combate aos microrganismos invasores causadores de doenças. Nesse sentido, o que comemos pode ser entendido como parte das armas que esse sistema usa.

“A alimentação saudável é um fator importantíssimo quando falamos de imunidade”, explica Soraia Batista, nutricionista da Sodexo Benefícios e Incentivos.

“Os alimentos fornecem nutrientes que são essenciais ao organismo e ao sistema de defesa. O que comemos afeta diretamente em nossa saúde, e consequentemente, em nossa imunidade.”

QUE O ALIMENTO SEJA SEU REMÉDIO – E VICE-VERSA

A relação da alimentação com nossa saúde é conhecida há muito tempo. Hipócrates, o “pai da Medicina”, já disse há muitos séculos: “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

Para que várias células do nosso sistema imunológico trabalhem adequadamente, é necessário que nutrientes apropriados (como glicose, aminoácidos e ácidos graxos) sejam ingeridos na quantidade e qualidade corretas pelo indivíduo.

Por outro lado, quando nos alimentamos mal, esse equilíbrio é afetado. O sistema imune, assim, entra em alerta. E provoca em nosso organismo uma resposta inflamatória.

Para que os nutrientes dos alimentos que consumimos sejam aproveitados e absorvidos, eles devem ser metabolizados – tarefa, principalmente, do fígado.

O órgão é habitado não só por células metabólicas, os hepatócitos, mas também por outras responsáveis pela imunidade, como macrófagos e linfócitos, que atuam como sentinela.

São elas que eliminam microrganismos infecciosos que chegam pela microbiota intestinal, além de substâncias tóxicas que ingerimos, como medicamentos, álcool e drogas

Uma alimentação desequilibrada tem consequência em todo nosso organismo, mas quem paga grande parte da conta é nosso sistema imune.

COMO COMER BEM?

Não há vitaminas ou nutrientes mais importantes: nessa hierarquia, todas as armas são poderosas e o que funciona é o equilíbrio. “Para isso, devemos priorizar os alimentos in natura e minimamente processados”, diz Soraia.

“Como saber? É simples: tudo que vem da natureza, ou seja, as frutas, verduras, legumes, leguminosas, sementes…”

Por outro lado, os alimentos processados e ultraprocessados são um veneno para nossa defesa.

“O problema é que esse tipo de alimento tem composição nutricional desequilibrada. O motivo? São cheios de sódio, açúcares e gorduras que, quando consumidos em excesso, contribuem para vários tipos de doença.”

É importante lembrar, reforça a nutricionista, que esses alimentos não são totalmente vilões.

“Mais uma vez, a questão é ter equilíbrio. Por isso, é importante manter a alimentação variada. Os alimentos possuem nutrientes complementares. Ou seja, não adianta falar que come bastante fruta, se a única que consome é banana.”

No infográfico abaixo, Soraia dá sete dicas práticas e fáceis para melhorarmos nossa imunidade. E protegermos bem essa festa chamada corpo humano.

 

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