O {esquema} é uma ponte entre quem procura e quem oferece serviços na indústria criativa

Dani Rosolen - 13 jul 2021
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Nome:
{esquema}.

O que faz:
É uma plataforma virtual criada para intermediar a oferta e a demanda por profissionais e serviços da indústria criativa, conectando trabalhadores autônomos, empresas, coletivos, marcas e instituições a clientes por meio de um banco de dados com filtros customizáveis. Inicialmente, o serviço funciona na Baixada Fluminense.

Que problema resolve:
Ajuda a aprimorar a “precária estrutura de contratação de profissionais dentro da indústria criativa”, que quase sempre se dá a partir de projetos incentivados com recursos públicos e patrocínio de grandes empresas e a ampliar o mercado, uma vez que as possibilidades de atuação dos profissionais do setor criativo são infinitas.

O que a torna especial:
Segundo os sócios, o {esquema} é a primeira plataforma brasileira de serviços exclusiva para todos os profissionais da indústria criativa. Além disso, o projeto é desenvolvido por profissionais atuantes no setor cultural há mais de uma década, que se identificam com as dificuldades enfrentadas pela classe e possuem expertise para desenvolver uma ferramenta capaz de prestar suporte a esta rede.

Modelo de negócio:
O modelo de negócios é baseado tanto na compra de créditos, que podem ser gastos em pacotes de benefícios e serviços na plataforma, como pelo serviço de curadoria que o {esquema} oferecerá para empresas de maior porte que queiram fechar equipes inteiras para seus projetos a partir da plataforma.

Fundação:
Maio de 2021.

Sócios:
Rebeca Brandão Cofundadora
Bernardo Lima — Cofundador

Fundadores: 

Bernardo Lima — 34 anos, Rio de Janeiro (RJ) — é fotógrafo, produtor cultural e curioso profissional. Desde 2012, se dedica à fotografia, com atenção especial a retratos e ao registro de diversas formas de manifestações populares.

Rebeca Brandão — 32 anos, Rio de Janeiro (RJ) — é gestora cultural, produtora e pesquisadora da cultura independente fluminense, com especial interesse nas manifestações que acontecem em espaços públicos. Atua no mercado cultural com elaboração, articulação e realização de projetos culturais.

Como surgiu:
Rebeca conta que a ideia surgiu há alguns anos quando soube que um amigo, ao precisar fazer uma obra em casa, contratou toda a equipe a partir de um site de serviços. Produtora cultural, há 12 anos atuando no setor, ela procurou experiências semelhantes dentro da sua área, mas não encontrou. “Em 2020, o projeto, que estava engavetado, tomou uma proporção maior e urgente, uma vez que a pandemia reorganizou as práticas culturais impactando profundamente a vida de trabalhadores do setor, sobretudo os atuantes nos bastidores”, diz. Ela então retomou o convite a Bernardo, amigo e antigo colega de coletivo, para ajudar a desenhar a plataforma.

Estágio atual:
A ideia foi construída remotamente, tendo os sócios se encontrado apenas uma vez durante este período. Atualmente, o {esquema} está na segunda fase da validação, permitindo o cadastro de profissionais e contratantes, a publicação de “esquemas” (projetos), e o fechamento de negócios sem a intermediação financeira da plataforma. As próximas fases incluem captar recursos para a finalização da plataforma e a construção do aplicativo.

Aceleração:
Não teve.

Investimento recebido:
A plataforma contou com um aporte inicial de 15 mil reais, provenientes de recursos da Lei Aldir Blanc, em Nova Iguaçu (RJ).

Necessidade de investimento:
Os sócios querem captar cerca de 100 mil reais para desenvolver a plataforma conforme o modelo de negócios, incluindo o desenvolvimento do aplicativo.

Mercado e concorrentes:
“Apesar de existirem iniciativas digitais de serviços do mercado criativo, todas são segmentadas ou por área (audiovisual, música, teatro etc.) ou por representação identitária (vagas para profissionais negros, mulheres, trans, etc.). Já o {esquema} é a primeira plataforma que abrange todos os segmentos e personas e busca atender um setor que atua majoritariamente na informalidade e com a prática de indicações para a contratação. Um outro dado relevante é que nos próximos anos existe a expectativa de investimentos em áreas que antes não estavam no mapa da distribuição dos ‘recursos criativos’ e a Lei Aldir Blanc, ao fomentar a produção artística em todos os municípios do Brasil, reacendeu um mercado que estava adormecido pela pandemia, e fez surgir uma urgência por profissionais qualificados da indústria cultural”, afirma Rebeca. Ela diz que os maiores concorrentes são de certa forma aliados, uma vez que a plataforma representa uma possibilidade a mais para o profissional.

Maiores desafios:
“Nossos maiores desafios são, por um lado, finalizar a plataforma com todos os recursos e funcionalidades que prototipamos inicialmente e, por outro, engajar a comunidade criativa para que a plataforma seja um recurso útil na vida de quem se inscreve.”

Faturamento:
Ainda não fatura.

Previsão de break-even:
2024.

Visão de futuro:
“Ser a maior plataforma de serviços para a indústria criativa do Brasil, estabelecendo-se como uma agência referência em serviços e projetos criativos.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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