O Quinto é um aplicativo que dá voz ao debate, de maneira organizada

Marina Audi - 9 nov 2018
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Nome:
Quinto.

O que faz:
O aplicativo, com nome que remete ao quinto poder (a voz da população) organiza a opinião pública e os debates. Através de perguntas diversas, divididas em 11 categorias às quais os usuários responderem sim ou não, a plataforma colhe os pontos de vista das pessoas, em tempo real, e cria um ambiente seguro para debates sobre temas diversos.

Que problema resolve:
Segundo o fundador André Bastos, a plataforma foi criada para amenizar a desinformação e a ausência de senso crítico generalizadas e, assim, melhorar a tomada de decisões de interesse da sociedade. O sócio Bruno Alves completa: “Por ser uma ferramenta que organiza a opinião popular, ela tem o potencial de mobilizar tanto o poder público, quanto o privado”.

O que a torna especial:
Ainda de acordo com os empreendedores, não há espaço para fake news no app. “Os textos, que dão base para as votações, são produzidos por jornalistas internos e têm como objetivo a simplicidade, dando base para que a pessoa compreenda o assunto e consiga opinar”, diz a sócia Bianca Celoto. Apenas os resultados coletivos são divulgados, sem haver exposição de dados pessoais dos usuários.

Modelo de negócio:
O app é gratuito e, futuramente, serão vendidas pesquisas comportamentais sobre tendências coletivas. Os pacotes de informação serão montados a partir do cruzamento de dados — temas, votos, região, faixa etária etc. A precificação será sob medida para cada demanda, de acordo com o grau de segmentação e tipo de assunto. Não serão monetizados os dados pessoais dos usuários e não haverá venda de publicidade segmentada na plataforma.

Fundação:
Setembro de 2017.

Sócios:
André Bastos — Fundador e CEO
Bianca Celoto — Diretora de Conteúdo
Bruno Alves — Diretor de Operações

Perfil do fundador:
André Bastos — 50 anos, Rio de Janeiro (RJ) — é formado em Publicidade pela Universidade Estácio de Sá e é mestrando em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba. É CEO da Proativa Solutions, desenvolvedora do aplicativo.

Como surgiu:
André fala que o Quinto nasceu de uma insatisfação sua com problemas de violência, intolerância, alienação, corrupção e falta de informações confiáveis. Durante o processo de estruturação da ideia, entraram para a sociedade Bianca e Bruno. Daí foi criado o aplicativo organizador da opinião popular. Desde o lançamento, a equipe técnica faz aprimoramentos de usabilidade e de oferta de conteúdo, de acordo com as necessidades dos usuários.

Estágio atual:
O aplicativo é um produto da startup Proativa Solutions, sediada em Sorocaba (SP). A operação conta com o apoio de dez colaboradores nas áreas de tecnologia, conteúdo e comunicação. O Quinto possui cerca de 10 mil usuários e cresce 20%, semanalmente.

Aceleração:
Não tiveram e não buscam.

Investimento recebido:
Até outubro de 2018, foram investidos 450 mil reais de recursos dos próprio sócios no negócio.

Necessidade de investimento:
Atualmente, os empreendedores prospectam investidores para uma rodada entre 3 e 5 milhões de reais.

Mercado e concorrentes:
“Estamos otimistas com a possibilidade de o Quinto atrair a atenção de investidores pelo grande potencial de popularização, por oferecer soluções com entretenimento, informação e engajamento social. É uma plataforma que reúne o comportamento de pessoas reais mostrando a demanda social por faixa etária, tema, região e demais segmentações, que podem ajudar na tomada de decisões importantes”, diz o CEO. Ele afirma ainda que a proposta não tem concorrentes diretos, mas cita como indiretos as plataformas Quora e Change.org, porém ressalta que elas  não oferecem conteúdo próprio como o Quinto.

Maiores desafios:
“Expandir o projeto para a América do Norte e também Portugal, que será o centro da operação europeia, além de tornar a plataforma internacional, já que o modelo é escalável”, afirma André.

Faturamento:
Ainda não fatura.

Previsão de break-even:
Segundo semestre de 2019.

Visão de futuro:
“Vemos o Quinto como uma ferramenta real de mudanças a partir da necessidade social e da vontade da população querer se tornar protagonista de alguma mudança. À medida que a quantidade de usuários crescer, essas respostas terão que ser ouvidas e respeitadas por quem está em alguma posição de poder, transformando o app em uma ferramenta de democracia direta”, fala André.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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