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Como um programa da Sodexo ajuda mães (e pais também) a enfrentar a gestação com segurança e acolhimento

Cláudia de Castro Lima - 6 maio 2022
(Foto: Freepik)
Cláudia de Castro Lima - 6 maio 2022
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“Com quem você vai deixar seu filho para trabalhar?” “E se seu filho ficar doente, como você vai fazer?” “E caso você precise fazer uma viagem a trabalho?”

Se você é um homem, provavelmente nunca ouviu perguntas assim em uma entrevista de emprego. Já se for mulher… Embora discriminatórias, esse tipo de coisa é muito comum de acontecer.

Esses são só um pequeno exemplo de como ainda a responsabilidade de criação dos filhos é vista como uma exclusividade da mãe – e como, portanto, a maternidade afeta a carreira de uma mulher.

O problema é refletido nos números. Dados do IBGE de 2021 apontam que somente 54,6% das mulheres com filhos pequenos estão empregadas. Entre os homens empregados com filhos pequenos o número salta para 89,2%.

Muitas mulheres optam por sair do emprego ou por parar suas carreiras, mesmo que não o pretendessem, para se dedicar à criação dos filhos – ou, ainda pior, são desligadas da empresa.

Um estudo de 2019 da Fundação Getulio Vargas mostra que, após 24 meses, quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade está fora do mercado de trabalho – e a maior parte das saídas se dá sem justa causa e por iniciativa do empregador.

Por isso, geralmente o momento de contar para seu gestor que está grávida traz consigo uma série de inseguranças.

“Existe, de fato, uma preocupação muito grande por parte da mulher de como o anúncio de que ela vai ter filhos vai ser recebido pela empresa”, dia Fabiana Galetol, diretora de RH da Sodexo Benefícios e Incentivos.

“Há um viés inconsciente de que a mulher vai ficar menos produtiva ao ser mãe – o que não tem justificativa alguma, porque muitas pesquisas inclusive mostram o contrário.”

Outros vários medos passam pela cabeça da futura mãe: ela vai ser vista da mesma forma por seu gestor? Vai ter a mesma posição ao voltar da licença-maternidade? Vai perder a oportunidade de promoção que estava garantida? Vai mesmo ter emprego quando retornar à organização?

“Muitas têm até medo de pegar os seis meses de licença-maternidade estendidos, oferecidos por companhias como a Sodexo”, conta Fabiana.

Foi justamente para tornar os momentos da gestação e da licença mais tranquilos para futuras mães – e pais também – que a Sodexo criou o programa Novas Vidas.

UM PROGRAMA PARA FUTURAS MÃES E PAIS

O Nova Vidas começa a agir assim que o gestor da futura ou do futuro pai – ou eles próprios – entra em contato com o departamento de Recursos Humanos e comunica sobre a gestação em andamento.

“Nesse momento, a gente coloca a nossa enfermeira em contato com a colaboradora, e ela começa a acompanhar a gestação por ciclos bimestrais”, explica a diretora.

São consultas com conversas sobre o que esperar de cada ciclo, sugestões nutricionais, pontos de atenção em relação à saúde, informações sobre ergonomia no trabalho, entre outras coisas.

O Novas Vidas inclui também três consultas com o médico do trabalho da companhia, que, além da saúde física dela e do bebê, também investiga a respeito da saúde mental da funcionária.

“Ao fim do programa, oferecemos um presente para quem aderiu a ele: R$ 250 no nosso cartão Multi para a mãe ou o pai comprar um presente para a criança que está nascendo.”

Para o pai, o programa funciona de outra forma, para atender às necessidades dele. “Ele entra mais no fim da gestação de sua mulher para entender como vai ser a participação dele nos cuidados do recém-nascido”, diz Fabiana.

Desde julho de 2020, segundo a diretora de RH da Sodexo, 28 mães e 12 pais já passaram pelo Novas Vidas.

ACOMPANHAMENTO SE ESTENDE APÓS O NASCIMENTO

Quando o bebê nasce e a mãe está prestes a voltar ao trabalho, o médico da companhia entra em ação para entender como está, especialmente, sua saúde mental.

“Como está a preparação desta mulher para o retorno? Ela está ou não pronta para retomar suas atividades? Há casos em que o bebê precisa ainda de mais cuidados por causa de alguma questão de saúde, por exemplo”, diz a executiva.

“Pode ser também que a mãe precise de um apoio psicológico ou até psiquiátrico. Muitas vezes não é simplesmente: ótimo, fiquei em casa 6, 7 meses e agora mudo a chave de posição e volto ao trabalho.”

Para Fabiana, o papel dos gestores também é essencial – e na Sodexo eles são treinados para dar todo o suporte. “Esse acolhimento e sensibilização são importantes para tirar qualquer peso que a mulher esteja sentindo em qualquer fase da gestação e da maternidade”, diz.

Sobre o medo de a mulher, em seu retorno, sentir que sua carreira está estagnada, a diretora de RH diz que na Sodexo a orientação é muito clara. “Não fazemos nenhuma diferenciação nesse sentido”, afirma ela.

“Se a mulher engravidou, ela segue a vida como sempre seguiu. Não importa se ficar 4 ou 6 meses ausente na licença: caso ela tenha potencial e competências para um novo cargo, ela vai ser promovida antes de sair ou no seu retorno.”

Esse foi o caso, por exemplo, da especialista em Comunicação Fernanda Bomfim. “Ela estava em nosso ciclo de mérito de promoção, entregou tudo que tinha para entregar e deu a pausa para se dedicar a essa nova fase da vida dela – que, aliás, é maravilhosa”, conta. Quando voltou, o novo cargo esperava por ela (leia o depoimento dela no fim desta reportagem).

“A orientação aqui é avaliar performance, potencial, contribuição, atitude, perfil, fit cultural – e não se a pessoa é mãe ou não. Isso vale inclusive para contratação de talentos.”

FLEXIBILIDADE PARA INCENTIVAR PAIS A PARTICIPAR

Hoje, pais têm até 20 dias de licença-paternidade na Sodexo. E a política da empresa é a de incentivar tanto eles quanto gestores a não ser o pai-que-ajuda, e sim o pai-que-divide.

“Damos flexibilidade para, por exemplo, o pai acompanhar o ultrassom de sua mulher ou suas consultas com o obstetra”, conta a diretora de RH.

Essa flexibilidade também pode ser aplicada para o pai levar o filho a uma consulta médica ou para ir à reunião da escola da criança – e, assim, tirar toda a responsabilidade das costas da mãe.

Fabiana Galetol explica que o programa Novas Vidas faz também uma escuta ativa para entender como suas iniciativas podem colaborar ainda mais com os homens.

“Entendemos, por exemplo, que os pais querem que enderecemos a eles também o conteúdo que oferecemos às colaboradoras, para que eles possam participar ainda mais do processo todo e levar o conhecimento para suas mulheres em casa.”

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“É NESTA EMPRESA QUE EU QUERO TER MEU FILHO”

“Quando minha filha mais velha, Bia, nasceu, eu estava em uma outra empresa que não era a favor das mães – apesar de ser uma startup cuja força de trabalho era basicamente composta de mulheres na faixa dos 30 anos. Engravidei, portanto, já sabendo que não seria acolhida.

Dito e feito: quando faltavam dois meses para eu retornar da licença-maternidade, meu chefe me chamou e me comunicou que eu não voltaria. Fiquei sem emprego com minha bebê recém-nascida.

Quando a Bia tinha 6 meses, recebi uma proposta da Sodexo. Avisei que eu era mãe agora, e que queria ter qualidade de vida – o que significava uma jornada menos exaustiva do que a que eu tinha na startup. Me falaram que a empresa ofertava justamente qualidade de vida para o mercado, e que seus colaboradores podiam contar com isso.

Fui para a Sodexo e, de fato, foi uma mudança enorme.

Amamentei a Bia até 1 ano e 7 meses, e sempre fui incentivada e sair de onde quer que eu estivesse e ir até a enfermaria para tirar meu leite, por exemplo, que eu enviava para o berçário dela. Pensei: é nesta empresa que eu quero ter meu segundo filho. Foi assim que, no meio da pandemia e já trabalhando em esquema de home office, planejei com meu marido minha segunda gestação.

No fim do primeiro trimestre da gravidez do Dudu, recebi uma comunicação da Sodexo explicando sobre o programa Novas Vidas.

Aderi a ele e a experiência foi maravilhosa: tive acompanhamento a cada três meses da enfermeira e do médico da empresa, que me informavam tudo o que eu precisava saber. Recebi instruções de nutrição e segui todas. Minha gravidez foi absolutamente tranquila. Quando faltavam dois meses para eu voltar para o trabalho, minha gestora me chamou. Na hora, me lembrei do que tinha acontecido na startup.

Desta vez, não era nada relacionado à demissão: ao contrário. Fui informada de que eu seria promovida.

Ainda na licença-maternidade, meu cargo e meu salário mudaram. Nós, mães, temos uma série de medos em relação à carreira– de perder o emprego, de ver a carreira estagnada, de perder oportunidades. Nada disso aconteceu comigo na minha segunda gestação, que foi absolutamente diferente da primeira. No modelo híbrido em que estamos trabalhando agora, meus horários de reuniões são todos feitos em função do meu filho bebê. De vez em quando Dudu não dorme na hora certa – e então ele dá um alô para meus colegas de trabalho nas ferramentas de videochamada.”

Fernanda Bomfim, especialista em Comunicação da Sodexo Benefícios e Incentivos

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