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Projeto CR.U.SH, um portal de compartilhamento de projetos de design de móveis

Luisa Migueres - 30 set 2016 Luisa Migueres - 30 set 2016
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Nome:
Projeto CR.U.SH.

O que faz:
É um portal de compartilhamento de projetos de design de móveis.

Que problema resolve:
Oferece ao mercado acesso a projetos de design de móveis. Segundo os sócios, os móveis são funcionais, com design moderno, customizáveis e com custos de fabricação reduzidos.

O que o torna especial:
Os móveis do Projeto CR.U.SH possuem design aberto. A reprodução comercial é autorizada. Qualquer pessoa ou empresa pode fazer o download do projeto, fabricar o móvel para uso próprio ou para vender localmente. Outra opção são os Móveis Digitais, ou seja, móveis criados no computador e fabricados por robôs, neste caso as máquinas CNC (Router ou Laser) que recortam a madeira de acordo com o desenho programado.

Modelo de negócio:
O modelo da empresa é o Freemium. Os desenhos em extensão PDF e escala 1:1 são compartilhados gratuitamente. Já os arquivos vetorizados necessários para a programação das máquinas CNC (robôs) são comercializados por unidade, por 20 reais cada. Por uma plataforma especial, designers e arquitetos podem trabalhar de duas formas: como Crushers, vendendo suas criações, e como afiliados, vendendo projeto de outros designers e ganhando comissão por isso. No caso do portfólio autoral do Projeto CR.U.SH, a comissão é de 50% para a empresa.

Fundação:
Novembro de 2014.

Sócios:
Mateus Machado – Cofundador e coordenador
Guilherme Santos – Cofundador e diretor comercial
Matheus de Souza – Growth Hacker
Laís Schulz – Diretora de conteúdo.

Perfil dos fundadores:

Mateus Machado – 32 anos, Tubarão (SC) – formado em Design de Produtos pela Universidade Tuiuti do Paraná. Além de coordenar o Projeto CR.U.SH, também trabalha como designer.

Guilherme Santos – 26 anos, Laguna (SC) – formado em Publicidade pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Trabalhou como consultor imobiliário, foi redator na Idcom Agência de Comunicação e diretor de Marketing da Meu Puff Ecológico.

Matheus de Souza – 27 anos, Imbituba (SC) – formado em Relações Internacionais pela Universidade do Sul de Santa Catarina e especializado em Gestão de Negócios. É cofundador & Growth Hacker da Somos Fotógrafos, trabalhou no Senac Santa Catarina e já foi tradutor.

Laís Schulz – 25 anos, Tubarão (SC) – formada em Relações Internacionais pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É fotógrafa e já trabalhou na Itagres Cerâmica LDA e English World.

Como surgiu:
Mateus Machado tinha alguns projetos guardados na gaveta, de bancos, cadeiras e mesas feitas com encaixes. “Como um projeto guardado na gaveta não vale absolutamente nada, surgiu o insight de criar um blog para compartilhar os projetos com a comunidade e ver se gerava valor para alguém”, ele conta. Desde o início do MVP, o Projeto CR.U.SH foi baixado mais de 12 mil vezes, de diversos lugares do mundo, com uma divulgação quase totalmente orgânica, diz o fundador.

Estágio atual:
A equipe tem sete pessoas, incluindo os quatro sócios. O trabalho é remoto, mas em Capivari de Baixo (SC) há um showroom no Parque Ambiental da Tractebel, onde estão expostas algumas peças do Projeto CR.U.SH.

Aceleração:
Atualmente, a empresa participa do programa de aceleração Leanplay Brasil, do Masisa Lab. Antes, ela foi aprovada na Sinapse da Inovação, iniciativa do governo de Santa Catarina, que selecionou 100 ideias inovadoras para serem transformadas em empresas, com um aporte financeiro de 60 mil reais, além de recursos para contratação de um bolsista.

Investimento recebido:
Todo o investimento foi feito com capital próprio até o momento. Os recursos do Sinapse serão recebidos em outubro.

Necessidade de investimento:
“Estamos focando em alguns editais de inovação, como o SENAI de Inovação e outros nesta linha”, diz Mateus.

Mercado e concorrentes:
“No Brasil a tecnologia CNC para a fabricação de móveis está começando a se popularizar. Uma Router CNC, por exemplo, há dois anos atrás era um equipamento de 100 mil reais ou mais. Hoje você consegue encontrar máquinas por 30 mil reais e financiáveis por linhas de crédito”, conta Mateus. Para ele, o maior concorrente é o Open Desk, que trabalha com móveis com design open e tem um modelo de negócio diferente, por contrato com os fabricantes e comissionamento sobre a venda do produto final.

Maiores desafios:
Segundo Mateus, “o grande dificuldade do Projeto CR.U.SH, assim como a grande parte das empresas nascentes, é a falta de recursos”. “Como trabalhamos com móveis, precisamos criar os projetos e prototipar as peças, fazer testes reais antes dos projetos serem compartilhados”, completa.

Faturamento:
Ainda não fatura. O modelo de receita está sendo testado há menos de um mês.

Previsão de break-even:
Não informada.

Visão de futuro:
“Queremos ser a maior empresa de design de móveis do mundo até 2020. Para isso, como estratégia construiremos a maior comunidade de designers e arquitetos especialistas em mobiliário digital”, diz Mateus.

Onde encontrar:
Site

 

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