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Como conduzir um projeto social que exige presença? A resposta está em migrar para o on-line

Giovanna Riato - 26 ago 2020 Formare 3M
3M abre inscrições para o Formare, iniciativa que leva educação profissional a jovens de baixa renda e, diante da pandemia, migra para o ambiente digital.
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É possível desenvolver um trabalho social de longo prazo, que exija presença, e tenha alto impacto em momento de distanciamento social? Esta foi uma das perguntas que o Instituto 3M precisou responder depois que a pandemia colocou em xeque o modelo do Formare, projeto social desenvolvido em parceria com a Fundação Iochpe para levar educação profissional a jovens em situação de vulnerabilidade – que vivem em famílias com renda de até um salário mínimo por pessoa.

Clique aqui para fazer a inscrição no Formare

A iniciativa conta com funcionários voluntários da organização para dar aulas, compartilhar conhecimento e construir um futuro melhor para os alunos. A questão é que, assim como a maior parte das escolas, a essência do Formare está no encontro presencial: no olho no olho, na troca de conhecimento e na relação entre professores e alunos na sala de aula.

O avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil, no entanto, estimulou o Instituto 3M a repensar este modelo e a entidade decidiu abrir inscrições para novas turmas que, pela primeira vez, vão estudar de forma totalmente on-line. Liliane Moura, supervisora do Instituto 3M, conta que a decisão de digitalizar a iniciativa ficou clara quando a companhia refletiu sobre a importância do programa no contexto de combate ao coronavírus:

“Justamente neste momento precisamos combater os efeitos perversos da pandemia na sociedade. Por isso, decidimos seguir com o Formare para empoderar jovens e oferecer apoio à entrada deles no mercado de trabalho”

Ela conta que o programa é promovido há dez anos nas quatro unidades da 3M: Sumaré, Itapetininga e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e Manaus, no Amazonas. Com isso, a iniciativa já contribuiu com a formação de 422 jovens. Não seria o caso de, justamente agora, interromper um trabalho tão consistente em um momento de tanta necessidade, conta Liliane.

INVESTIR NO FUTURO DOS JOVENS É, TAMBÉM, DAR APOIO ÀS SUAS FAMÍLIAS

Todo jovem que estuda no programa de formação como assistente de produção industrial recebe uma bolsa que equivale a meio salário mínimo, assistência médica e odontológica. Com a digitalização do programa, a companhia decidiu oferecer dois recursos adicionais: 100 reais para que as famílias comprem alimentos e outros 100 reais para pagar custos de internet e recursos de conectividade – algo essencial para quem estuda on-line.

“Temos alunos que vêm de situações de muita vulnerabilidade econômica. Em um momento como este, de queda da renda, os benefícios acabam ajudando muito estas famílias”

Quando se trata do currículo e da metodologia de ensino, a digitalização do Formare começou a ser estruturada nas turmas do programa que estavam em curso quando a pandemia começou. “Migramos do presencial para as aulas on-line, pelo Microsoft Teams”, conta Liliane.

Nestes meses de experiência on-line, os educadores do programa foram desenvolvendo recursos para trabalhar no novo formato e entendendo o que funcionava e, claro, o que não fazia sentido. “Vimos que os nossos alunos são conectados, já tinham acesso a este universo, mas para que as aulas fluam, precisam ligar a câmera do computador, colocar uniforme e que precisaríamos seguir oferecendo, além da parte técnica, o conteúdo humano que já é transversal nas aulas presenciais”, conta.

Neste ponto, Liliane cita o esforço da 3M para passar aos alunos do Formare os valores, a preocupação ética e a postura honesta que a empresa defende que os profissionais tenham para que se tornem bem sucedidos. Assim, apesar de perder a proximidade física, o projeto mantém firme a conexão humana.

“Continuar com o curso é uma forma de combater o contexto negativo da pandemia. Adaptar os nossos projetos sociais e pensar em outras maneiras de gerar impacto, mostra que estamos batalhando para construir um mundo melhor mesmo neste cenário de dificuldades”, resume Liliane – refletindo o sentimento de ética e preocupação humana que o Formare busca passar aos alunos.

INSCRIÇÕES PARA O FORMARE

As inscrições para o curso profissionalizante de assistente de produção industrial já estão abertas para as cidades de Itapetininga, Ribeirão Preto (SP) e Manaus (AM) e, entre os pré-requisitos, é preciso ter 17 e 18 anos, estar cursando o último ano do Ensino Médio ou TER recém-concluído em 2019.

Com o slogan “Formando Jovens de Futuro”, o curso terá início em novembro com aulas on-line, em função da pandemia, e nesta edição oferece 30 vagas, 10 para cada uma destas localidades.

As inscrições vão até 25 de setembro e podem ser feitas pelo link: http://avaformare.org.br/cadastro/

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