Quer aprender a investir? A Bullseye usa gamificação para ensinar os brasileiros sobre esse mercado

Dani Rosolen - 25 maio 2021
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Nome:
Bullseye.

O que faz:
É uma startup que busca descomplicar a entrada dos brasileiros no mercado de investimentos.

Que problema resolve:
No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas estão endividadas e mais de 50 milhões possuem dinheiro na poupança. Esses dados, afirmam os sócios, evidenciam a falta de educação financeira na cultura brasileira. A Bullseye busca ensinar na prática como funciona o mercado de investimentos, demonstrando que é possível alinhar investimentos a objetivos e metas pessoais.

O que a torna especial:
De acordo com os sócios, o diferencial da plataforma é a gamificação, que permite simular investimentos sem dificuldades. O usuário também pode convidar seus amigos e criar salas para simular e competir recreativamente em busca dos melhores resultados.

Modelo de negócio:
A principal monetização atualmente é a venda de simuladores white label. Segundo os sócios, pela personalização do simulador com a identidade visual, o cliente pode utilizar a plataforma como uma ferramenta prática para conteúdos teóricos e também para a aquisição de leads. O cliente paga uma taxa de personalização única e uma de manutenção mensal, variável conforme o número de usuários.

Fundação:
Agosto de 2020, mas começou a operar em dezembro.

Sócios:
Pedro Marques — CEO
Marco Antônio Cardoso — COO
Gabriel Monaretti — CMO
Vinícius Oliveira — CTO
Gabriel Cano — CFO

Fundadores:

Pedro Marques — 24, Araraquara (SP) é formado em Engenharia de Produção pela Unesp. Estagiou na FESC,  indústria de ferramentaria.

Marco Antônio Cardoso — 26, São Paulo (SP)  — é formado em Engenharia Mecânica pela Unesp. Trabalhou no Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial e na Allied Brasil.

Gabriel Monaretti — 23, São Carlos (SP) é formado em Publicidade pela UNAERP, com MBA em Marketing pela Dallas Baptist University. É CMO da Wellspring Conselheiros Independentes.

Vinicius Oliveira — 24, Juiz de Fora (MG) é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Trabalhou na Code Computação e na DOXT.

Gabriel Cano 20, Campinas (SP) — estuda Engenharia Mecânica na Unesp. Estagia na empresa júnior da Unesp de Guaratingueta.

Como surgiu:
Pedro e o Marco tiveram a ideia em maio de 2020 quando estavam estagiando e ganhando seus primeiros salários. Eles queriam começar a investir e por isso passaram a estudar os melhores investimentos. A partir da necessidade de conhecer mais sobre esse universo, decidiram criar uma plataforma prática para que as pessoas conseguissem investir de maneira simulada e aprender por meio da gamificação. Os primeiros MVPs foram competições de carteiras de ações, realizados em planilhas. O objetivo era validar se competições e desafios motivam as pessoas a entender e buscar mais conteúdos para tomar uma decisão de investimento. Uma vez que essa premissa foi validada, eles criaram a plataforma web. Após quatro meses funcionando com usuários e parceiros beta, os sócios iniciaram o processo de prospecção para venda da plataforma white label a clientes B2B.

Estágio atual:
A Bullseye funciona de maneira remota, tanto por conta da pandemia quanto por economia de custos. A base de dados hoje conta com cerca de 1 000 usuários cadastrados, que criaram conta gratuitamente e tem acesso ao simulador e às competições da plataforma. No momento, a startup está com dois clientes corporativos utilizando a plataforma white label.

Aceleração:
Em 2020 a Bullseye foi finalista do ITA Challenges e também participou da aceleração Startup SP do SEBRAE. “Hoje estamos em busca de uma aceleração com maior direcionamento ao mercado, visando aumentar networking e consolidar modelos de negócio”, afirma Pedro.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 32 mil reais até o momento. O montante foi direcionado para a validação da ideia e dos MVPs, criação da plataforma e caixa para os três primeiros meses de operação plena.

Necessidade de investimento:
“Estamos com uma rodada aberta buscando 150 mil reais por 5%. Esses investimentos serão utilizados para financiar 12 meses de custos fixos e também investimentos em marketing e contratações em tecnologia”, diz o CEO.

Mercado e concorrentes:
“Nos últimos doze meses, o número de investidores em bolsa de valores mais que dobrou, o que mostra que o mercado de investimentos está em alto crescimento no Brasil. Alinhado a um forte crescimento na pauta de educação financeira, vislumbramos um cenário positivo para o setor a longo prazo e nos encontramos preparados para fazer parte dessa revolução”, afirma Pedro. “Hoje não temos concorrentes diretos no produto. Existem alguns concorrentes na questão de simuladores de investimentos, como a ProfitPro e a FastTrade, mas o foco geralmente está em investidores avançados e não em iniciantes. Também há alguns concorrentes em relação a competições, como o QIM do Yubb, mas que não possui simulador em tempo real.”

Maiores desafios:
“Pelo fato de ser uma startup independente, sem nenhuma ligação com empresas do mercado financeiro, o principal desafio é provar nossa credibilidade. O alto custo burocrático para oferecer o simulador em tempo real também é um desafio para os primeiros meses, fazendo com que o burn rate mensal seja alto.”

Faturamento:
7 mil reais com as vendas de plataformas white label no último mês.

Previsão de break-even:
Julho de 2021.

Visão de futuro:
“Queremos ser a referência em educação financeira nos próximos anos, fazendo parte da formação do brasileiro, seja na escola, em empresas ou como pessoa física. Nosso foco é ser um portal que ensina na prática e traz confiança em um dos assuntos que ainda é tratado como tabu no Brasil: dinheiro.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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