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Totalmente digital, altos custos logísticos, poucos descontos? O que esperar do Black Friday da pandemia

Cláudia de Castro Lima - 12 nov 2020
Head de Consumer e Inovação da Sodexo Benefícios, Mariana Cerone fala sobre a expectativa otimista do mercado em relação à data, que este ano acontece em 27 de novembro
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Uma Black Friday com filas nas portas de lojas, shoppings lotados e ruas de comércio popular apinhadas? Não conte com isso. As cenas já vistas em outras datas de descontos não devem se repetir em 2020 – por motivos de pandemia óbvios. Mas nem por isso este 27 de novembro deve ser um fracasso.

É no que acredita Mariana Cerone, head de Consumer e Inovação da Sodexo Benefícios e Incentivos. A especialista conta que, com base no que pesquisa, a principal diferença desta Black Friday é que ela será a mais digital da história.

“Gosto de olhar para o mercado norte-americano porque foram os Estados Unidos que criaram esta data de compras”, diz ela. “E por lá o Walmart já avisou que este feriado, por causa dos desafios da pandemia, será bem emblemático: suas lojas físicas não devem abrir.”

Num ano como 2020, os executivos da gigante do varejo decidiram que os colaboradores, que já trabalharam muito nos últimos meses, mereciam celebrar o dia de Ação de Graças, que precede a Black Friday, em casa com seus familiares.

A decisão do Walmart, que motivou varejistas como a Best Buy a adotar a mesma prática, impulsiona algo que já era esperado para este ano: as compras online.

“A Black Friday vai ser quase que 100% digital”, afirma Mariana.

De fato, uma pesquisa feita pela empresa de estudos de mercado GfK mostra que o consumo caminha para isso. Segundo a GfK, 28% dos consumidores que compraram algo na Black Friday de 2018 o fizeram pela internet.

Ano passado, esse número saltou para 33%. Acontece que, este ano, o porcentual de pessoas que optaram por fazer compras online entre maio e agosto já era de 43%. Isso indica, de acordo com a empresa, que o uso dos canais digitais na tradicional data de descontos deve ser ainda maior.

Levantamentos da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estimam que o faturamento das vendas online desta Black Friday seja 77% maior do que em relação a 2019. Se a previsão se confirmar, o volume de vendas deve atingir cerca de R$ 6,9 bilhões.

NOVE EM CADA DEZ QUEREM COMPRAR, MAS POR MENOS

O estudo que a GfK fez mostra que 91% dos consumidores pretendem fazer ao menos uma compra na Black Friday este ano. Ao mesmo tempo, aponta que 44% das pessoas afirmaram ter menos dinheiro para gastar em comparação com 2019. Entre os possíveis consumidores, 71% esperam encontrar o que querem por um preço menor.

Aqui, afirma a GfK, existe um desafio para as empresas, já que o varejo não deve oferecer descontos tão expressivos. A alta do dólar e a escassez de alguns insumos, apontada pela indústria, são os responsáveis por isso.

Para evitar as aglomerações nas lojas, além de incentivar o e-commerce, o varejo nacional está diluindo as promoções ao longo das semanas – a exemplo do que vem acontecendo no mercado americano.

Para a head de Consumer e Inovação, esperam-se bons resultados de segmentos como o de eletroeletrônicos. “As pessoas estão ainda buscando itens para deixar o lar mais confortável”, afirma. “Tenho dúvidas, no entanto, sobre moda, que infelizmente está sangrando na pandemia.”

Mariana diz ainda que o varejo alimentar pode aproveitar a data para incrementar resultados. “Querendo ou não, ele virou subsistência”, afirma. “O panorama vai ser bem interessante para esta Black Friday, que promete ser única.”

PROMOÇÕES EXCLUSIVAS DOS PARCEIROS

Mariana conta que a Black Friday é uma data importante para a Sodexo. “A área de consumer, que eu lidero, tem dois anos de existência e um marco muito forte da relação com o consumidor aconteceu com a landing page que fizemos ano passado na justamente na Black Friday”, explica.

“Temos uma série de parceiros do Sodexo Club e aproveitamos a ofertas da Black Friday deles para dividir com o nosso consumidor”, relata.

A head de Consumer conta que a empresa está em contato com parceiros do setor de alimentação fora do lar, especialmente restaurantes, para entender como vão trabalhar a Black Friday.

“Tem restaurantes, por exemplo, que mudaram a forma de trabalhar e adotaram inovações como a entrega de kits para o consumidor finalizar a refeição em casa”, diz ela. “Eles estão querendo aproveitar essa nova forma de delivery e ver como podem trabalhar a data.”

Para aproveitar todas as ofertas, seja do seu restaurante favorito ou de outros varejos parceiros, clique aqui.

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