A Ana Saúde é a primeira clínica digital especializada em oncologia e atenção primária ao paciente com câncer

Dani Rosolen - 15 jul 2021 Dani Rosolen - 15 jul 2021
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Nome:
Ana Saúde.

O que faz:
A healthtech se autodenomina a primeira clínica digital especializada em oncologia e atenção primária ao paciente com câncer, oferecendo atendimento de forma personalizada, 100% online, por meio de telemedicina e comunicação via WhatsApp e Facebook com o time de saúde, além de descontos em medicamentos.

Que problema resolve:
Facilita a vida do paciente com câncer, que geralmente trava duras batalhas com planos de saúde para conseguir a realização dos exames essenciais e não conta com uma rede de apoio completa para além da consulta médica. Oferece também planos mais acessíveis para estar com ele fora do ambiente hospitalar, aumentando a qualidade de vida e reduzindo custos para o paciente e o sistema de saúde.

O que a torna especial:
Segundo o fundador, o diferencial é o tratamento humanizado que dá voz ao paciente diagnosticado com câncer. “Atualmente o diagnóstico e o tratamento são muito mecanizados e o paciente sai do consultório ainda perdido, sem saber o que fazer”, diz Renan Aleluia Souza, o CEO.

Modelo de negócio:
Na Ana Saúde, os pacientes pagam uma mensalidade (de 49 reais a 299 reais) e são atendidos por todos os profissionais da equipe de saúde de forma integrada 100% online por meio de telemedicina e chat.

Fundação:
Maio de 2021.

Sócio:
Renan Aleluia de SouzaCEO e fundador

Fundador: 

Renan Aleluia de Souza — 29 anos — São Paulo (SP) — é formado em Contabilidade pela Universidade Cruzeiro do Sul , com MBA em Gestão da Tecnologia da Informação pela FIAP. Foi consultor de gestão em empresas como Deloitte, PwC e KPMG. Trabalhou também na Pontual Farmacêutica.

Como surgiu:
A ideia da startup surgiu quando Renan e os amigos Felipe e Luisa idealizaram uma plataforma de cuidados aos portadores de fibromialgia. O nome era w’Anna Health, uma homenagem à Dona Ana, mãe do Renan e portadora de fibromialgia. Isso chamou a atenção do empreendedor para o setor da saúde, mas o projeto teve de ser adiado devido à dedicação à carreira. Foi então que em 2020, Renan assumiu a diretoria de inovação em uma distribuidora de medicamentos oncológicos e durante essa experiência constatou que “há uma verdadeira indústria do câncer que se importa pouco com os pacientes”, principalmente os que não possuem plano de saúde, que representam 80% de todos os casos. Essa vivência permitiu que ele encarasse a doença de outra forma, mais transformadora do que fatal. Outra razão para o projeto migrar da fibromialgia para o câncer foram os cinco casos da doença na família de Renan, tendo o falecimento da sua avó, também Ana, marcado bastante sua trajetória.

Estágio atual:
A oncotech completou sete meses de modelagem e pré-validação e iniciou a comercialização na primeira semana de junho, bem como o lançamento do aplicativo. Conta com uma rede de apoio multidisciplinar e integrada, com mais de 5 mil médicos e profissionais da saúde (como nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, enfermeiros e preparadores físicos) e está pronta para acolher os primeiros 300 pacientes. Na pré-validação, foram acolhidos mais de 40 pacientes e realizadas 200 consultas.

Aceleração:
A Ana Saúde busca aceleração e está aguardando o resultados dos editais do InovaHC, ACE e Oxigênio.

Investimento recebido:
O empreendedor investiu 200 mil reais para a estruturação e go to market, com um payback de oito meses a um ano.

Necessidade de investimento:
A healthtech está se preparando para um road show no segundo semestre com o objetivo de captar 2 milhões de reais em uma rodada seed idealmente com VCs. O aporte servirá para a expansão da base de clientes e o aprimoramentos do produto.

Mercado e concorrentes:
“O mercado oncológico representa globalmente 764 bilhões de reais. Pelo alto custo do tratamento, as soluções sempre foram direcionadas às operadoras de saúde ou farmacêuticas e nunca focadas no paciente. Quando pensamos em futuro, é preocupante o cenário previsto para o pós-pandemia por conta da redução na procura por exames de rastreio durante o período de isolamento social. Isso deverá se refletir em 2022 com descobertas tardias, de maior gravidade e em maior número. Nesse cenário, queremos estar preparados para acolher parte dos 625 mil novos pacientes que surgem todos os anos (INCA) e que, infelizmente, será muito maior ano que vem”, afirma Renan. Sobre concorrentes, ele diz: “Existem poucas oncotechs no país, principalmente com a pegada forte de protocolos assistenciais e focada no paciente, nesse contexto a mais madura é a WeCancer, porém não gostamos de falar que são concorrentes e sim colaboradores da mesma causa”.

Maiores desafios:
“Nossos obstáculos são os mesmos de qualquer negócio novo: ensinar o cliente a usar, mostrar como a vida dele pode ser muito melhor se estivermos com ele e que somos complementares ao sistema tradicionais de saúde.”

Faturamento:
Previsão de 150 mil reais mensais em dezembro de 2022.

Previsão de break-even:
Em 2022.

Visão de futuro:
“Queremos ser reconhecidos como o principal aliado do paciente com câncer na luta pela vida, sendo a clínica da família do paciente oncológico, pois acreditamos que ao mudar os hábitos da família, o paciente tem melhor adesão aos protocolos e recomendações e os filhos desse paciente também começarão a cuidar da saúde décadas antes”, conta Renan.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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