A Mapfry usa dados populacionais e geográficos para realizar estudos de mercado

Dani Rosolen - 4 ago 2020
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Nome:
Mapfry.

O que faz:
É uma empresa de Geomarketing, um nicho que combina marketing, geografia, estatística, demografia e economia em estudos de mercado.

Que problema resolve:
Para profissionais com experiência em análise, a ferramenta oferece a possibilidade de consultarem diversas bases de dados em mapas ligadas a lançamentos imobiliários, criminalidade, perfil de consumo das famílias, presença de empresas. Diante destas informações eles são capazes de entender como sua estratégia pode ter sucesso em determinada região.

O que a torna especial:
“A maioria das empresas de Geomarketing oferece conteúdos e ferramentas desenvolvidos in house, mas essa abordagem tem limites porque acaba obrigando os clientes a fazer escolhas de tudo ou nada. Já a Mapfry é uma empresa aberta a parceiros de conteúdo, que podem usá-la como meio de monetização para seus dados e veículo de divulgação de seus trabalhos, muitas vezes recebendo de volta pedidos para estudos mais elaborados”, dizem os sócios.

Modelo de negócio:
A Mapfry oferece um modelo de negócio com cobranças mensais por usuário e escalonada por volume de análise. Enquanto hub de conteúdos de parceiros, recebe uma parte da receita gerada pela comercialização em seus canais. Além das atividades remuneradas, a empresa realiza estudos de impacto social que são disponibilizados sem custos.

Fundação:
Janeiro de 2020.

Sócios:
Maurilio Soares Cientista de Dados
João Caetano Negócios & Marketing
Ryuichi Ogawa Tecnologia

Fundadores:

João Caetano — 39 anos, Volta Redonda (RJ) é formado em Comunicação pela UFRJ, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduação em Inteligência de Mercado pela ESPM/IBOPE. Trabalhou em empresas como Rede Globo, C&A, BRMALLS, Ana Couto Branding, Geofusion e Catho. É professor titular de Geomarketing nos MBAs da Escola Superior de Propaganda de Marketing e autor do livro Geomarketing Escolar de Bolso (Ed. do Brasil).

Maurilio Soares — 37 anos, Piquete (SP) é formado em Estatística e mestre em Demografia pela UNICAMP. Tem passagem por empresas como Cognatis, Serasa Experian e Geofusion. É professor do FIA (Fundação Instituto de Administração) na área de Análise espacial e Geolocalização. Também é responsável pelo Acervo de Dados e Estudos de Mercado.

Ryuichi Ogawa 35 anos, Belém (PA) é formado em Tecnologia em Segurança da Informação pela Universidade Nove de Julho. Especialista em Bancos de Dados, Front e Back End, Computação em Nuvem para Sistemas Web, Mobile e Aplicativos para Celular. Participou do desenvolvimento de plataformas de Geomarketing na Urban Systems e Geofusion.

Como surgiu:
O trio de sócios já tinha experiência no mercado de Geomarketing e geolocalização e decidiu criar a empresa no final de 2018,  mas só este ano conseguiram finalizar o projeto para oferecê-lo ao mercado.

Estágio atual:
Os empreendedores trabalham de forma remota com uso de espaços sob demanda. A empresa conta com 20 clientes. Já realizou projetos para a École 42, a Rimowa e o portal Economia Ilícita.

Aceleração:
Buscam aceleração.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 500 mil reais na empresa.

Necessidade de investimento:
Não buscam no momento.

Mercado e concorrentes:
“O Brasil é um dos principais países do mundo em práticas de Geomarketing, temos um grande número de empresas dedicadas ao setor e milhares de cases de sucesso. Ainda assim, elas atuam de forma muito parecida entre si. Quase todas limitadas à expansão de varejo e análise de dados como renda familiar e quantidade de moradores por domicílio”, diz João Caetano. Sobre concorrentes indiretos, ele cita a Cognatis, a Geofusion e a Urban Systems.

Maiores desafios:
“Acostumadas a trabalhar com dados do Censo, as empresas de Geomarketing vivem o desafio de explicar o ambiente de mercado a partir de dados defasados — o último Censo foi em 2010 e o Censo de 2020 foi adiado em função do coronavírus. Este é um problema grande que ninguém vai resolver sozinho, por isso acreditamos tanto em nossa abordagem colaborativa”, conta João Caetano.

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Como o negócio ainda é muito recente, os sócios não conseguem dar uma previsão.

Visão de futuro:
“Queremos ser o principal repositório de dados voltados a análises de mercado, atuando como uma one stop shop.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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