A tuga incentiva a economia circular com um serviço de aluguel de roupas para bebês

Dani Rosolen - 20 abr 2021
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Nome:
tuga.

O que faz:
É uma empresa de assinatura de roupas de bebês (de 0 a 2 anos).

Que problema resolve:
Por meio de um sistema de aluguel, torna mais prático, econômico e sustentável manter o guarda-roupa dos pequenos, evitando um ciclo de desperdício de itens que serão usados poucas vezes.

O que a torna especial:
Segundo a fundadora, a tuga se diferencia ao propor uma nova forma de se consumir e também de colocar em prática a economia circular. “Com essa dinâmica de aluguel, a tuga incentiva a criação de uma rede de cuidado entre as famílias e a possibilidade de gerar novos empregos focados em repensar como aumentar a vida útil das roupas que já existem por meio de reparos, da customização e da higienização.” As embalagens da empresa também são pensadas para serem reaproveitadas ao longo do processo e não utilizam plástico de único uso. “Um outro diferencial é que na tuga, as famílias podem encontrar em um só lugar peças de alta qualidade, produzidas por outras pequenas empreendedoras e também vindas de brechós, estimulando assim outras marcas menores e estabelecimentos locais.”

Modelo de negócio:
O modelo de negócio da tuga é baseado no aluguel de roupinhas de bebês. Por meio de seu e-commerce, as famílias podem alugar as peças que estão precisando e decidir se desejam ficar com elas por um mês ou três meses. Após esse período de uso, eles fazem a devolução das roupinhas, que são higienizadas e voltam a fazer parte do acervo da empresa.

Fundação:
Março de 2019.

Sócia:
Graziela Sirtoli Miranda — CEO e fundadora da tuga.

Fundadora:

Graziela Sirtoli Miranda — 32 anos, Lages (SC) é formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Marketing pela Universidade de São Paulo (Fundace-USP). Além de empreendedora, é assessora de imprensa na Canoa Comunicação.

Como surgiu:
Graziela conta que a tuga nasceu a partir do desejo de ter uma empresa alinhada com as necessidades atuais do planeta e que facilitasse um consumo mais sustentável. Segundo a fundadora, o negócio foi criado a partir de exemplos de iniciativas europeias e americanas. Foram cerca de dois anos de estudo e preparação até que a empresa desse início à fase de testes. Para se aproximar desse universo, a empreendedora cursou inclusive costura e modelagem no SENAC-RJ. “Durante o primeiro semestre de 2019, um grupo de famílias foi convidado a testar o modelo. Após sua validação, em setembro deste mesmo ano, a tuga oficializou sua abertura e começou a realizar visitas na casa de possíveis clientes e a participar de feiras e eventos na cidade do Rio de Janeiro”, diz. Com a pandemia, a empresa passou a ser totalmente digital, lançando em novembro de 2020 seu e-commerce.

Estágio atual:
A tuga disponibiliza mais de 500 produtos para locação em seu e-commerce e já atendeu mais de 40 famílias no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Aceleração:
A empresa participou, em 2019, do programa Iniciativa Jovem, da Shell, sendo uma das empresas destaque que recebeu uma premiação simbólica.

Investimento recebido:
Desde sua criação, a fundadora investiu cerca de 50 mil na tuga.

Necessidade de investimento:
“A empresa está se estruturando para uma nova fase e para o próximo ano planeja buscar investidores externos que possam contribuir com seu crescimento”, afirma Graziela.

Mercado e concorrentes:
“O mercado de moda vem passando nos últimos anos por uma revolução em suas práticas e vendo consumidores atentos às formas de produção e logística e aos materiais utilizados. No ramo infantil, isso também é uma realidade. No Brasil e no mundo, existem diversas empresas e iniciativas incríveis florescendo e que promovem um consumo mais compartilhado de bens, prezando por um maior cuidado com nosso planeta”, conta a fundadora. Existem empresas com propostas semelhantes como a Circulô.

Maiores desafios:
“As principais barreiras enfrentadas pela tuga são principalmente culturais, já que ela propõe uma nova forma de se consumir, incentivando a adesão a roupas de segunda mão. Isso também se dá ao propormos a quebra da posse e o compartilhamento de bens. Sendo assim, nossos maiores esforços estão no rompimento desses tabus e no fortalecimento de uma comunicação que mostre os benefícios para si e para o planeta de se consumir de um modo mais sustentável e circular.”

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Setembro de 2021.

Visão de futuro:
“A tuga espera tornar o aluguel de roupas de bebês algo comum e usual para as famílias brasileiras. Além disso, seus objetivos como empresa são o amadurecimento de seus processos, a formação de uma equipe diversa e capacitada para todo o processo de higienização e reparo das peças, bem como de uma ampliação de sua capacidade de recebimento de roupas de segunda mão por parte das famílias, se tornando assim também uma fonte de renda extra para seus clientes”, conta Graziela.

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