Como a ICE Play ajuda escolas a se adaptarem – com menos custos – ao Novo Ensino Médio

Dani Rosolen - 26 maio 2022 Dani Rosolen - 26 maio 2022
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Nome:
ICE Play.

O que faz:
É uma plataforma de streaming de cursos para o Ensino Médio, com foco em habilidades para o futuro.

Que problema resolve:
Resolve o problema relacionado à adequação das escolas ao Novo Ensino Médio. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece novas carga horária e modalidade de aulas, a partir de 2022, os alunos têm que cumprir 600 horas a mais, totalizando 3 mil horas/aula durante todo o Ensino Médio, com 60% de conteúdos tradicionais e 40% de novos conteúdos (itinerários formativos), o que significa que os colégios devem ofertar novas disciplinas, capacitar ou contratar novos professores e providenciar a infraestrutura necessária. A ICE Play promete entregar tudo isso pronto em sua plataforma.

O que a torna especial:
Segundo os sócios, a edtech é pioneira no streaming para o Ensino Médio do mercado voltado para habilidades do futuro, oferecendo cursos como “Novas Mídias: Podcast + Cinema + YouTube”, “Money: Educação Financeira”, “We Program I: Programação de Websites” e “Solta o Verbo: curso de oratória”. Eles ainda afirmam que a edtech reduz em pelo menos 25% os custos das escolas com a adequação. Atualmente, a edtech tem entre os conselheiros João Gallo, fundador do Approva (vendido para a Somos) e cofundador da Trybe; e Rodrigo Fernandes, fundador do Escola em Movimento (vendida para a ARCO).

Modelo de negócio:
A ICE Play cobra das escolas uma mensalidade por aluno para o acesso ao seu serviço de cursos com foco em future skills.

Fundação:
Agosto de 2021.

Sócios:
Gabriel Gonçalves CEO e fundador
André Elias CTO e cofundador

Fundadores:

Gabriel Gonçalves 25 anos, Belo Horizonte (MG) — estuda Design Institucional na Maryland University (EUA). Foi vencedor do prêmio “Best Practices in Education” do Erasmus+ da União Europeia em 2019. Atuou como gestor de agência publicitária com foco em produção criativa de cursos online e, antes de seguir a área de educação, fundou outra startup vinculada a um portal de tendências para eventos.

André Elias 23 anos, Coronel Fabriciano (MG) — é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Trabalhou na plataforma de cursos Hotmart.

Como surgiu:
Gabriel conta que atuava como professor de empreendedorismo quando as diretrizes do no Ensino Médio começaram a ser divulgadas. Interessado em tudo o que envolve a educação, ele passou a estudar as novas regras enquanto observava muita dificuldade por parte das escolas em obter informação e aplicabilidade dessas normas. Então, ele mesmo desenvolveu um sistema para simplificar esse processo e apresentou ao proprietário da escola particular onde dava aula, em Lagoa Santa (MG), com a intenção de fazer um teste. O projeto piloto, com os 300 alunos das três instituições do grupo, deu certo. Enquanto isso, Gabriel seguia em busca de um programador para elaborar um sistema com capacidade de analisar as informações coletadas das aulas e gerar resultados consistentes. Ele encontrou o André, que se tornou cofundador da ICE Play.

Estágio atual:
Atualmente há um escritório em Lagoa Santa. A ICE Play conta com 1 200 alunos de 12 escolas, em três estados diferentes, mais o Distrito Federal, e oferece dez cursos para o Ensino Médio desenvolvidos com base em uma pesquisa quantitativa e qualitativa feita no projeto piloto com 300 alunos.

Aceleração:
A startup foi acelerada pelo Founder Institute.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 150 mil reais no negócio.

Necessidade de investimento:
Querem captar 2 milhões de reais para escalar a operação.

Mercado e concorrentes:
“Hoje há diversos grupos educacionais que controlam o mercado de matérias tradicionais do ensino regular. Mas o Novo Ensino Médio criou uma nova demanda. Até 2024, todas as escolas, públicas ou particulares, precisam criar novos conteúdos e possibilitar escolhas para os seus estudantes. Essa mudança, alinhada à nova modalidade de EAD no Ensino Médio, cria instantaneamente um novo setor de mercado que ainda não possui grande nomes”, diz Gabriel. Como concorrentes indiretos, ele cita o Lite Escola e o Slash Education, do Grupo Marista.

Maiores desafios:
“Considero que o engajamento dos alunos nessa fase pós-pandemia tem sido desafiador. Por isso, buscamos criar vídeos para “a geração TikTok”. Todos são são editados, animados e com professores dinâmicos para engajar, atrair e reter a atenção dos alunos.”

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Em dois anos.

Visão de futuro:
“Até 2024, essa mudança regulatória faz com que, de um ano para o outro, se crie um mercado bilionário. O objetivo da ICE Play é ser o principal player focado no Novo Ensino Médio no Brasil, um país de dimensões continentais e enorme potencial”, conta Gabriel.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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