O celular descarregou fora de casa? A Hyupp oferece um serviço de compartilhamento de baterias

Dani Rosolen - 18 fev 2021 Dani Rosolen - 18 fev 2021
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Nome:
Hyupp.

O que faz:
É um serviço de compartilhamento de baterias portáteis (Power Banks) para smartphones. A bateria é solicitada via app, o cliente paga pelo tempo que quer utilizar e por meio de um QR Code retira e devolve o aparelho em estações de autoatendimento espalhadas pela cidade de São Paulo dentro de estabelecimentos parceiros.

Que problema resolve:
Ajuda os clientes a não ficarem desconectados ou reféns da bateria do celular ou tablet quando ela acaba e eles não estão com o carregador por perto. A recarga oferece mobilidade, pois pode ser feita com o aparelho em mãos, sem que seja preciso parar o que se está fazendo. Já o estabelecimento que possui uma máquina Hyupp ganha mais visibilidade no app, movimentação de consumidores e marketing, sem custo algum. O parceiro fica isento de qualquer responsabilidade em relação aos dispositivos, e também não precisa disponibilizar material nem prestação de serviço próprio para oferecer recarga ao cliente, que fica incumbido de devolver a bateria após o uso.

O que a torna especial:
Segundo os sócios, o diferencial é simplificar e agilizar um processo que toma tempo do cliente. “Hoje o usuário é obrigado a parar o que está fazendo e ficar preso a uma tomada.”

Modelo de negócio:
A Hyupp cobra 1,99 real a hora do uso da bateria e 6 reais a diária.

Fundação:
Junho de 2019, mas começou a operar em dezembro de 2020.

Sócios:
Ahmed Kadura Cofundador
Calil Kaddourah — Cofundador
Hamer Kaddourah — Cofundador

Fundadores:

Ahmed Kadura — 34 anos, São Paulo (SP) — é formado em Biomedicina pela FMU. Administra a empresa da família, a KADS Capital Gestor de Patrimônios e Investimentos.

Calil Kaddourah — 53 anos, São Paulo (SP) — formado em Odontologia pela UNIP. Concilia seu tempo entre o consultório e o empreendedorismo.

Hamer Kaddourah — 51 anos, São Paulo (SP) — é formado em Odontologia pela UNIP. Concilia seu tempo entre o consultório e o empreendedorismo.

Como surgiu:
Calil tinha feito uma viagem à China onde fez uso de uma máquina semelhante à proposta da Hyupp. No final de 2018, ele convidou os outros sócios para embarcar nessa jornada. Em 2019, o trio começou a busca por colaboradores e empresas que já desenvolviam a tecnologia. Foram mais de 25 empresas de tecnologia visitadas, oito fábricas de componentes e hardware e duas feiras de tecnologia. “Fizemos uma parceria com o fabricante do hardware e passamos a usar o mesmo espaço e maquinário para produzir nossas próprias máquinas, que seriam endereçadas ao Brasil, e eles ficariam com a produção para o mercado local. Dessa forma, conseguimos economizar 30% na produção. Feito isso, voltamos ao Brasil com o plano de negócio traçado, mudamos o layout do app e traduzimos o sistema para linguagem e mercado brasileiro.”

Estágio atual:
A Hyupp tem quatro funcionários diretos e quatro indiretos e mais de 40 máquinas instaladas na capital paulista e 1080 usuários do aplicativo.

Aceleração:
Não teve.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 650 mil reais no negócio.

Necessidade de investimento:
“É necessário buscar investimentos para expansão e temos plano para isso. Algumas rodadas já foram desenhadas e já recebemos algumas ofertas. Porém, mais do que o dinheiro procuramos o investimento que consiga agregar conhecimento e networking”, conta Ahmed.

Mercado e concorrentes:
“A potencial de negócio é bom. Existem hoje 230 milhões de celulares ativos no país. Já o número de computadores, notebooks e tablets em uso no Brasil é de 180 milhões. Houve um aumento de 10 milhões no número de smartphones ativos no último ano, segundo a 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela FGV-SP. Já existem dois players operando no mercado nacional: Breeze e Mobee. Ambas com estruturas e capilaridades menores que a Hyupp”, afirma Ahmed.

Maiores desafios:
“Atender o número de solicitações de máquinas em tempo hábil.”

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Ainda em 2021.

Visão de futuro:
“Queremos oferecer uma solução em grande escala, que pela facilidade fará com que o brasileiro não só utilize a ferramenta, mas veja nosso serviço como uma necessidade.”

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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