O Zumpy é um app de compartilhamento de rotas de BH

Dani Rosolen - 7 nov 2019
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Nome:
Zumpy.

O que faz:
É um aplicativo de compartilhamento de rotas da região metropolitana de Belo Horiozonte.

Que problema resolve:
Busca reduzir a quantidade de veículos nas ruas, diminuir a superlotação do transporte público e, consequentemente, reduzir a emissão de poluentes e o custo de transporte.

O que a torna especial:
O app consegue mensurar, com metodologias homologadas, quanto de CO2 deixou de ser emitido devido ao compartilhamento de transporte. O valor pode ser mensurado individualmente, por cada grupo criado na plataforma e também a somatória do benefício ambiental de todos os compartilhamentos.

Modelo de negócio:
A principal receita do app é o percentual de 10% nos valores das caronas que são pagos pelos passageiros e que os motoristas recebem em forma de créditos para consumir em combustível e manutenção do seu veículo. A outra vem dos estabelecimentos parceiros, que remuneram o Zumpy com um percentual dos produtos que são comercializados por meio da plataforma, como combustível, manutenção e auto peças. Esse percentual varia de 2% até 10%, dependendo do produto e do desconto oferecido.

Fundação:
Setembro de 2017.

Sócios:
André Henrique Correa de Andrade — CEO
Antônio Rodrigues Cunha — CTO

Fundadores:

André Henrique Correa de Andrade — 42 anos, Belo Horizonte (MG) — é formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG e pós-graduado em Gestão de Negócios Inovadores pela FDC. É fundador da startup de realidade virtual para acompanhamento das operações de mineração MineInside.

Antônio Rodrigues — 38 anos, Belo Horizonte (MG) — é mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto.  Foi professor na Universidade Vale do Rio Doce.

Como surgiu:
Como urbanista, André conta que se sentia incomodado com a questão da mobilidade urbana, um dos maiores problemas das grandes cidades. “Os custos dos engarrafamentos já ultrapassam 10% do PIB do Brasil, somente no Rio de Janeiro e em São Paulo. O prejuízo já passa de R$ 140 bilhões ao ano. Além disso, 70% dos gases poluentes emitidos nas grandes cidades são causados por veículos automotores. Aproximadamente 70% dos veículos particulares se locomovem somente com o motorista, e cerca de 80% dos deslocamentos nas cidades são rotineiros, da casa para o trabalho ou da casa para a escola, por exemplo” afirma. Devido a esses problemas, ele decidiu criar o app.

Estágio atual:
O Zumpy é residente em um espaço colaborativo chamado Orbi Conecta, construído e mantido pela MRV, Localiza e Banco Inter. Até o momento, conta com mais de 180 mil usuários e organizou 570 mil viagens compartilhadas, evitando a emissão de 7.655 toneladas de CO2.

Aceleração:
Participou do Programa Startup Brasil, do Seed-MG, do programa Conecta e do InovAtiva Brasil.

Investimento recebido:
Recebeu uma premiação do Sebrae de R$ 90 mil, em 2015, e de um edital da mesma entidade, em 2017, no valor de R$ 200 mil. Em 2018, ganhou mais R$ 200 mil do Programa Startup Brasil e R$ 80 mil do Seed-MG.

Necessidade de investimento:
Os sócios querem captar R$ 2,5 milhões para aperfeiçoar o app.

Mercado e concorrentes:
“A frota de automóveis do Brasil já ultrapassa 50 milhões de veículos, cresce 11 vezes mais rápido que a população e duplicou nos últimos dez anos. Atualmente, um em cada quatro brasileiros possui automóvel, de acordo com o IBGE. Por outro lado, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontou que 18,6% dos trabalhadores em regiões metropolitanas brasileiras gastam mais de uma hora por dia no deslocamento só de ida de casa para o trabalho. Das grandes cidades, aquelas em que os moradores mais levam tempo no deslocamento para o trabalho são Rio de Janeiro e São Paulo, com tempo médio de 47 e 45,6 minutos (tempo médio de deslocamento), respectivamente. Dessa forma, uma solução como o Zumpy, que facilita o deslocamento pela cidade, tem um enorme mercado. E não só no Brasil. Praticamente todas as metrópoles do mundo têm problema de mobilidade,” afirma o CEO. Ele aponta como princiáis concorrentes Os principais concorrentes indiretos o WazeCarpool, Uber, Cabify e 99POP.

Maiores desafios:
“Inserção no mercado, pois existe um preconceito dos usuários com esse modal de transporte compartilhado. Buscamos minimizar esse risco com as nossas ferramentas de segurança cada vez mais elaboradas: segmentação por diversos tipos de grupos, por amigos de redes sócias, exclusividade de compartilhamento entre sexos, depoimento e avaliações cruzadas de motoristas e passageiros.”

Faturamento:
R$ 17 mil por mês, em média.

Previsão de break-even:
1º semestre de 2020.

Visão de futuro:
A meta do aplicativo Zumpy é crescer rapidamente para mais oito cidades de MG e dominar o mercado de caronas urbanas rotineiras.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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