A demissão a transformou em uma ativista: Patrícia Zaidan é o Retrato da semana!

Rafaela Carvalho - 11 out 2019
A jornalista é um dos nomes entre as centenas que compõem a lista de credores da Editora Abril desde que a empresa entrou em recuperação judicial, em 2018. Depois de quase duas décadas de casa, o calote que levou a transformou em uma voz firme na exigência por seus direitos. Está no ar o podcast do Draft!
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No dia que seu primeiro neto nasceu, Patrícia o embalou em seu colo, cantou uma canção que aprendeu na sua infância e, logo em seguida, despediu-se. Ela precisava ir ao Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, para saber o que faria a respeito da demissão em massa que havia acontecido recentemente na Editora Abril.

Ela foi apenas um nome entre os mais de mil demitidos pela empresa em 2018 que, além de perder o emprego, entraram em uma longa lista de credores. Entre esses, centenas de ex-funcionários não tiveram seus direitos trabalhistas garantidos. Foi então que Patrícia se tornou, sem querer, ativista pela causa que não pediu para abraçar.

Em uma conversa franca com Bruno Leuzinger, editor-chefe do Draft, a jornalista fala sobre como passou a se enxergar a partir do momento que se tornou uma voz de autoridade no assunto. Suas histórias vão desde fazer piquete em frente à gráfica da empresa para provocar atrasos propositais na distribuição de revistas até ligar para um dos potenciais compradores da Abril, para exigir seus direitos diretamente com o alto escalão.

Ouça a seguir, no Spotify:

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Errata: “Preciso fazer uma correção: o patrimônio pessoal dos três irmãos Civita, então acionistas da Abril, correspondia em 2015 a 10 bilhões de reais, e não de dólares, como eu havia dito. Já a dívida com os demitidos e freelancers não passava de apenas 100 milhões de reais”, afirma Patrícia.

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