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Por que a The Factory adotou o trabalho remoto como política antes mesmo de o modelo se tornar uma tendência na pandemia

Dani Rosolen - 9 maio 2022
A equipe da The Factory trabalha no esquema remoto desde o dia 1 de operação (Imagem: Alexandra_Koch / 2336 images/Pixabay).
Dani Rosolen - 9 maio 2022
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Em 2020, milhares de empresas no Brasil e no mundo precisaram se adequar ao trabalho remoto por conta da pandemia. Agora, com a Covid-19 controlada, elas vivem um novo dilema, trazer seus funcionários de volta para o escritório ou operar de forma híbrida.

Na The Factory, isso nunca foi um problema, mesmo antes da pandemia. A agência, que publica os sites Projeto Draft, Future Health e NetZero, nasceu remote first lá em 2014.

Na fundação, a empresa tinha apenas duas pessoas na equipe, o publisher e fundador Adriano Silva e a editora-chefe da época, Phydia de Athayde. Cada um trabalhava de sua casa e tudo funcionava normalmente. Segundo Adriano:

“No começo, chegamos a pensar em alugar um escritório ou ter um espaço em um coworking, mas vimos que não fazia sentido. Todas as nossas combinações e interações aconteciam de forma muito fluida e orgânica de modo virtual”

Os dois mantinham contato direto por meio de todas as ferramentas da época, como e-mail, WhatsApp, chats das redes sociais e, quando necessário, ligações telefônicas. Novos colaboradores foram chegando e a empresa cresceu sem a necessidade de ter uma sede física.

Hoje, a The Factory conta com integrantes do time cooperando do Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal, além do Brasil. Os colaboradores estão espalhados por uma dezena de cidades. Todos trabalham em rede, cada um no seu canto, sem que a geolocalização seja uma barreira.

SE ANTES ÉRAMOS OS “ESQUISITOS”, HOJE SOMOS PIONEIROS

No começo, Adriano conta que teve dúvidas sobre como o esquema remoto da agência, uma das pioneiras no Brasil a adotar este modelo como política, seria visto pelas empresas contratantes.

“Com o tempo, percebi que isso era mais um receio nosso de que os clientes se sentissem de alguma maneira desatendidos, porque antes fazia parte da liturgia de uma agência receber os executivos em instalações transadas e suntuosas”, afirma.

Quando decidiu se mudar para Toronto, no Canadá, em meados de 2019, o publisher lembra que também se questionou se os clientes se sentiriam menos atendidos porque ele estava longe ou achariam que ele teria menos cuidado com as marcas dos projetos.

Todos esses receios foram rapidamente dissolvidos com a chegada da pandemia do coronavírus, que forçou a transformação digital das organizações em 2020.

“O trabalho nas outras empresas ficou mais parecido com aquela realidade da The Factory de 2014 até 2019, em que nós éramos considerados esquisitos, ousados ou vanguardistas”

E o que antes poderia ser um ponto frágil, diz o publisher, acabou virando uma vantagem competitiva. “Gosto de dizer que na The Factory estamos há quase dez anos em distanciamento social.”

COM O ESQUEMA REMOTO, O TEMPO LÍQUIDO DO TRABALHO AUMENTA E, NA OUTRA PONTA, PEMRITE MAIOR DEDICAÇÃO A PROJETOS PESSOAIS

Desde a fundação da The Factory, Adriano vem compilando as vantagens de não ter uma sede. Entre elas, o publisher cita a economia de tempo com deslocamentos nos grandes centros urbanos. O trajeto para ir e voltar do trabalho em cidades como São Paulo, por exemplo, chega a consumir de uma a três horas do dia, sem contar o estresse gerado pelo trânsito e os perrengues do transporte público.

Um segundo benefício de não ter uma estrutura física é a economia com custos fixos, como aluguel, equipamentos, energia, mobiliário etc. De acordo com Adriano:

“A The Factory consegue reverter boa parte desta economia trazida pela virtualidade em melhores pagamentos para os colaboradores”

Ele ainda diz que esses dois pontos citados anteriormente contribuem para uma terceira vantagem do trabalho remoto: um tempo líquido de trabalho maior.

“No esquema virtual, as pessoas conseguem investir melhor seu tempo em tarefas que estão relacionadas a algum tipo de entrega e resultado, deixando de lado uma série de distrações, como reuniões desnecessárias que fazem parte do tempo bruto de trabalho”, diz. E complementa:

“Desta forma, os colaboradores conseguem ter mais qualidade de vida, pois sobra mais tempo para fazerem o que importa além do trabalho.” 

O OUTRO LADO DO TRABALHO REMOTO TAMBÉM DEVE SER LEVADO EM CONTA

Não há como dizer que o modelo remoto é perfeito. Existem sim, diz Adriano, problemas de adaptação para pessoas que não conseguem se concentrar em casa, dividir vida pessoal e profissional ou não têm um local adequado para o seu home office. Para esse grupo, uma alternativa que vale a pena testar é sair um pouco do ambiente doméstico e cheio de demandas, experimentando trabalhar em cafés ou mesmo em coworkings.

Outra questão é a falta de interação física com outros seres humanos. “Se de um lado, pode existir um monte de neuroses, invejas e até disputas quando as pessoas trabalham juntas em um escritório, há também um espaço para o surgimento de relações de camaradagem, oportunidade de as pessoas trocarem conhecimento para além da atividade profissional e até ficarem amigas.”

Apesar de essa convivência não impactar na entrega das atividades, criar vínculos é um fator importante, principalmente para quem se sente isolado no dia a dia.

“No remoto, os colaboradores têm uma relação muito prática. Se encontram online, fazem a reunião, resolvem o que tem que ser feito e volta cada uma para o seu canto. Pelo fato de estarem trabalhando com um grande grau de eficiência, acabam ficando mais distantes do ponto de vista do afeto e da amizade”

E como resolver isso? “A gente tem buscado fazer happy hours de fim de ano. Talvez uma solução seja realizar essas grandes reuniões duas vezes ao ano para que as pessoas possam celebrar pessoalmente as conquistas e trocar, saber como são as pessoas de perfil, porque a gente só se vê no plano americano nas salas de reunião virtual”, sugere o publisher.

Mesmo assim, avalia ele, em uma empresa como a The Factory, haveria limitações para isso acontecer porque as pessoas estão espalhadas em cidades e até países diferentes.

COMO CRIAR A CULTURA DA EMPRESA QUANDO AS PESSOAS ESTÃO DISTANTES UMAS DAS OUTRAS

Tradicionalmente, para se estruturar a cultura de uma empresa é necessário que haja convivência entre as equipes.

Adriano considera, no entanto, que a The Factory esteja experimentando uma nova forma de fazer isso baseada na “não-convivência”.

“Os valores passam a ser confiança, pontualidade e respeito à vida privada e interesses particulares de cada um”

Um exemplo disso é a liberdade que os colaboradores têm para fazer sua própria agenda. Não há nenhum tipo de controle sobre o horário, apenas com o compromisso da entrega dentro do prazo.

“Isso é muito libertador para quem trabalha com a gente, pois a pessoa pode administrar sua própria agenda. Também é libertador para a The Factory, que se desincumbe de fazer esse tipo de controle”, afirma Adriano.

Ele também percebe que essa nova cultura favorece a diversidade, já que pessoas de diferentes partes do mundo, com estilos de vida, idade, raça e gênero diversos, conseguem trabalhar em rede.

Há quase dez anos operando desta maneira, Adriano acredita que a aposta de 2014 deu certo e que, pouco a pouco, a The Factory vai moldando sua própria cultura organizacional em uma matriz de trabalho virtual.

 

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