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“Precisamos ser capazes de criar conhecimento sobre como dar um salto educacional sem que o estudante passe o dia inteiro na tela”

Bruno Leuzinger - 3 nov 2026 Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo.
Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo.
Bruno Leuzinger - 3 nov 2026
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O Brasil vem avançando na alfabetização. Segundo o Indicador Criança Alfabetizada, do Inep, 66% dos estudantes das redes públicas chegaram ao final do 2º ano do Ensino Fundamental alfabetizados em 2025, ante 59,2% em 2024. Mas o quadro fica mais preocupante à medida que os alunos avançam na escola.

De acordo com dados do Saeb 2025, analisados pelo Todos Pela Educação, apenas 38,3% dos estudantes do 9º ano alcançaram aprendizagem adequada em Língua Portuguesa, percentual que cai para 18,8% em Matemática. No Ensino Médio, a situação é ainda mais delicada: somente 8,5% dos alunos atingiram o nível adequado em Matemática.

Enquanto isso, a inteligência artificial já entrou na rotina de estudantes e educadores, muitas vezes antes de as escolas estabelecerem como lidar com ela. A pesquisa TIC Educação 2024, do Cetic.br/NIC.br, mostrou que 37% dos alunos do Ensino Fundamental e Médio usuários de internet utilizavam ferramentas de IA generativa em pesquisas escolares. No Ensino Médio, o índice chegava a 70%. Entre os professores, 43% já recorriam à tecnologia para preparar conteúdos didáticos. O levantamento também revelou um descompasso importante: apenas 32% dos estudantes do Ensino Médio afirmavam ter recebido orientação na escola sobre como utilizar essas ferramentas.

O cenário mais recente não aponta para uma desaceleração. A edição 2025 da TIC Educação, divulgada em agosto de 2026, mostrou que 37% das escolas já permitem o uso de IA pelos alunos em atividades educacionais, enquanto 53% dos gestores utilizam a tecnologia em tarefas de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. Mas apenas 22% das instituições possuem algum guia de orientação para seu uso.

É uma combinação que põe uma questão urgente na mesa: como aproveitar o potencial da IA para melhorar a aprendizagem sem abrir mão do pensamento crítico, da autonomia dos estudantes e do papel insubstituível dos professores?

É nesse contexto que entram as novas diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE) para a utilização da inteligência artificial na educação brasileira. Aprovado pelo Conselho Pleno em setembro de 2026, o Parecer CNE/CP nº 15/2026 teve sua súmula publicada no Diário Oficial da União em 6 de outubro. O documento, porém, ainda aguarda homologação pelo Ministério da Educação (MEC), etapa necessária para que as diretrizes produzam efeitos normativos. A proposta busca estabelecer parâmetros para uma incorporação responsável da tecnologia à educação, em um momento em que seu uso já ultrapassou a capacidade de muitas instituições de estabelecer regras e orientações.

Na linha de frente dessa discussão, a Fundação Telefônica Vivo atua no Brasil, desde 1999, em defesa da educação pública. A organização trabalha no desenvolvimento de competências digitais de professores e estudantes, na formação continuada de educadores, no fortalecimento da aprendizagem de Matemática e no apoio a políticas públicas de educação digital. A inteligência artificial também passou a ocupar um eixo estratégico de sua atuação, com atenção às dimensões éticas, pedagógicas e formativas da tecnologia.

À frente da instituição está Lia Glaz. Formada em Administração Pública pela FGV-EAESP e mestre em Desenvolvimento Econômico e Político pela SIPA, da Universidade Columbia, ela assumiu o cargo de diretora-presidente no fim de 2022. Leia a seguir a entrevista de Lia com o Draft:

 

O Conselho Nacional de Educação estabeleceu recentemente diretrizes para o uso de IA na educação, com classificação de riscos, exigência de supervisão humana, restrições ao uso autônomo por crianças menores… Na sua avaliação, o que essas regras acertam e que lacunas elas ainda deixam para escolas e redes de ensino?

O primeiro ponto é que essas diretrizes ainda não foram homologadas pelo MEC, estão em vias de. Até onde a gente sabe, podem vir algumas mudanças.

O segundo ponto é que elas são diretrizes muito orientadoras, não são diretrizes operacionais. Isso significa que elas vão trazer grandes princípios. Mas, na nossa visão, ainda elas não trazem ali um “como fazer” tão explícito. Isso vai ter que ser acolhido pelas redes de ensino e transformado em diretriz operacional: do que pode, do que não pode… Pode ser que a gente ainda tenha debates com relação a como é que se traduz para a vida real essas orientações.

Isso posto, eu acho que as orientações são importantes, por exemplo, para trazer questões como o reforço de uso de dados de crianças de forma muito responsável, na toada do ECA Digital… Elas trazem orientações para o campo do uso autônomo, principalmente por crianças que estão ali até o ensino fundamental 1.

E isso também é importante porque não há evidências de que o uso autônomo de ferramentas de IA generativa por crianças até o Ensino Fundamental 1 vai ter um impacto na aprendizagem que justifique esse uso… Então, na nossa visão, é um acerto 

No Fundamental 2 e no Médio, ainda que [a tecnologia] já esteja na mão dos meninos e meninas – tem várias pesquisas que mostram que, principalmente no Ensino Médio e no ensino técnico profissionalizante, já há um uso mais massivo –, o que precisa acontecer é ter protocolos muito claros do que que pode, do que que não pode.

E além dos protocolos, que é um ponto que também as diretrizes tocam, a gente poder ter um olhar para que professores são esses em sala de aula e quão letrados digitalmente esses professores são para que um uso intencional, pedagogicamente adequado, se concretize na prática. Porque o uso pedagogicamente adequado só vai acontecer se os profissionais da educação souberem o que fazer com isso.

E aí é que a gente tem aqui no Brasil um grande paradoxo, porque temos professores que também estão usando ferramentas – que inclusive não foram desenhadas para o campo da educação – num desejo de ganho de eficiência, de tempo, como em qualquer profissão… Mas esse uso mais pedagógico ainda não é uma realidade. E aqui podemos ter impactos na vida real, na sala de aula

Tem outro campo, que as diretrizes inauguram – mas que a gente vai ter que debater mais, na minha visão –, o campo das avaliações. Há uma proibição das avaliações com o uso apenas de IA. Ou seja, o professor ainda é o responsável pelo resultado.

E aqui as nuances podem ser muitas. Por quê? Uma coisa é ter um tipo de avaliação que vai ter consequência para o estudante. Ou seja, “vou te reprovar porque a IA está dizendo que você [deve ser reprovado]…” Muito provavelmente o fator humano aqui seja indispensável.

Tem outros tipos de avaliação, mais do dia a dia, e que talvez a lA pudesse fazer um trabalho mais autônomo. Isso não significa sem gerenciamento humano algum, mas é uma questão de dosar até onde a gente precisa de escala, porque a consequência é baixa, e onde a gente não pode correr o risco por conta da consequência.

Vou dar um exemplo. Se um estudante estiver estudando para o Enem e precisar fazer muitas redações e ter devolutivas constantemente, uma boa ferramenta de IA testada e criada para aquilo pode ser útil para o seu estudo… Um professor demora para conseguir corrigir 40, 50 redações, isso é uma questão de ordem prática. Agora, se TODAS as correções do Enem forem ser corrigidas apenas por IA: opa, aí tem um problema…

Tem muita nuance e a diretriz não crava ainda no detalhe o que pode e não pode. E aí podemos correr o risco de inovar menos por excesso de proteção num mundo que está mudando muito rápido… Então, ainda vai ter muito debate quando chegar na vida real.

A IA já vem sendo usada, de fato, antes que as escolas tenham necessariamente criado políticas para isso. No seu entender, como fazer esse letramento deixar de ser apenas em termos de ensinar a operar as ferramentas e desenvolver senso crítico, autonomia e uma capacidade de compreender os limites da tecnologia?

No campo dos professores, hoje temos dados que mostram que quatro a cada dez professores têm um letramento digital considerado adequado, intermediário. Isso significa que ele tem capacidade de algum uso pedagógico, com uma curadoria que não foi feita por ele, que tem capacidade de discernir ali questões de cidadania digital importantes, e usos para uma dimensão que a gente chama de desenvolvimento profissional, que é ganho de eficiência, inclusive em avaliações.

É pouco esse número. O Brasil não é letrado digitalmente, mas a gente é um dos países que mais consome tecnologia. Então, de novo, outro paradoxo aqui.

O que a gente [na Fundação Telefônica Vivo] tem feito? Investido muito em, primeiro, ter esses cenários: esse é o retrato do estado A, do estado B. Então, temos números para mostrar hoje qual é o retrato do Brasil.

O segundo [aspecto] é investir em formação continuada. É trazer para os processos de formação da Secretaria de Educação o ponto de que investir em competência digital não é mais algo só para quem é muito inovador. Tem que ser parte do processo de desenvolvimento de qualquer profissional docente

Com relação aos estudantes, já existe hoje na Base Nacional Comum Curricular todo um campo de aprendizagem sobre tecnologia, a BNCC Computação. E ele já traz ali três grandes blocos: o mundo digital; um olhar para a cidadania digital; e pensamento computacional.

Esses três blocos trazem questões como aprender a navegar no mundo digital como um cidadão imerso em dilemas éticos, o que significa ter seus dados expostos numa escala muito maior [do que no passado]… E também questões de desenvolvimento de raciocínio lógico, analítico, cognitivo – que casam com competências que moram na matemática, na língua portuguesa. Então tem uma intersecção grande, principalmente no campo do pensamento computacional.

E aí tem outra dimensão, que é entender o que significa a internet, o que é um algoritmo, o que é o desenvolvimento de um software – e aí é mais do mundo de tecnologia que a gente está mais acostumado, porque ele é mais material.

Apesar desse currículo nacional existir desde 2021 para 2022 [a BNCC Computação foi homologada em outubro de 2022], só agora os estados têm um documento orientador do que precisa ir para a sala de aula. Então, tomou um tempo, e agora já tem IA generativa, um monte de coisas que não existiam quando esse currículo foi concebido

E o grande desafio agora vai ser na implementação, para que todo estudante tenha o direito de aprendizagem sobre tecnologia garantido – e isso já vir embarcado com tudo que a gente viu de evolução nos últimos dois anos.

Na prática, quais tarefas deveriam ser delegadas à tecnologia? E quais deveriam continuar exclusivamente sob a responsabilidade do professor?

A primeira coisa é que talvez daqui a seis meses a nossa conversa seja diferente. Mas hoje, do que estou vendo de promissor, todo esse campo de avaliações, principalmente porque a gente precisa ter capacidade de olhar para esses dados de aprendizagem num ritmo mais acelerado e poder tomar decisões pedagógicas com relação ao que os estudantes estão ou não desenvolvendo.

Ou seja, se eu sei que dentro de uma turma tem uma assimetria de aprendizado sobre um determinado assunto que foi ensinado na aula anterior, e eu conseguir ter ali processos de microavaliação que já entreguem para o professor dados agregados sobre o que uma parte da turma aprendeu e a outra, não, eu já consigo ter na aula seguinte tomadas de decisão de retomada de aprendizagem, de recuperação… Então, esse campo da avaliação é bastante promissor 

Um segundo campo promissor é o da gestão escolar. Hoje ainda tem muita chamada no papel, isso gasta um tempão do professor. Então, o controle de frequência – de professores e estudantes… Tem toda uma dimensão aqui, tanto de gestão em nível de Secretaria de Educação quanto de sala de aula, que pode ter uma otimização.

Outro campo é o da recomposição de aprendizagens – o que a gente chamava de “recuperação”. Poder fazer isso de um jeito mais eficiente. Tem estados onde estudantes do nono ano têm aprendizado no nível do quinto, sexto ano… E o professor dando uma aula de nono ano. Se formos capazes de enxergar esses dados antes e já recompor as turmas, fazer tutorias personalizadas… A IA, junto com o professor, pode ter um papel importante.

O que a gente NÃO pode é confundir engajamento em plataforma, eficiência nas respostas dos estudantes, com exercícios ou problemas a serem resolvidos com aprendizagem… Tudo aquilo que é do processo de desenvolvimento, [por exemplo] aprender a resolver um problema de matemática… O estudante precisa passar por todas as etapas: sentar, fazer exercício, aprender a resolver… Não dá pra ter ferramentas criando shortcuts [atalhos] nesse processo

Não dá para começar esse jogo já usando a IA. Então, o cuidado que a gente tem que tomar é não criar atalhos em pontos decisivos para o desenvolvimento de repertório e o desenvolvimento cognitivo. É aí que a gente pode perder o jogo.

O que precisa mudar na formação dos professores? Para que eles não sejam apenas treinados a usar uma nova tecnologia, e sim preparados para repensar o trabalho deles à luz dessas possibilidades?

Aqui, acho que o Brasil vive um problema muito mais profundo do que só um olhar para a tecnologia e IA. Diferente de qualquer país que tenha bom desenvolvimento ou saltos significativos na área de educação, o Brasil ainda não leva a sério a formação inicial dos professores.

De maneira geral, temos estudantes que performam abaixo da média no Enem ingressando nas carreiras de licenciatura e pedagogia, que vão para cursos de baixa qualidade, majoritariamente à distância – e mais importante, cursos absolutamente teóricos e distantes da prática da sala de aula.

Tem um verdadeiro reset que a gente precisa fazer, da formação docente no nível inicial, de atrair bons alunos para a docência. Principalmente num mundo tão complexo, que vai demandar do professor saberes que antes eles não precisavam ter

Trazer a camada também de uso de tecnologia para esse desenvolvimento do futuro profissional vai ser imprescindível, como em qualquer outra profissão. Já deveria fazer parte da formação, por exemplo, em didáticas específicas, como planejar uma aula, inclusive utilizando tecnologia.

E aí tem outro campo que é: como eu utilizo em sala de aula, que daí é um aspecto mais pedagógico mesmo. Onde, aí sim, a gente tem que ter essas diferenciações de onde usa, onde não usa, como fazer uma curadoria… Isso tudo devia ser parte do curso de pedagogia e das licenciaturas, mas ainda não é. Nem está nas diretrizes.

Hoje a gente ainda está batalhando, como país, para ter presencialidade mínima numa formação de um ofício que é absolutamente relacional, é um ofício que demanda presencialidade com o estudante e o professor — e a gente forma por meio de telas e com cursos de baixa qualidade, majoritariamente, sem ter uma homologia de processos

Então esse é um campo muito mais complexo. E obviamente, a IA adiciona complexidade a isso, porque daí preciso de um profissional que, além de dar conta de saber o conteúdo, [precisa] saber ensinar num mundo digitalizado e com mais tecnologia sendo usada no seu exercício profissional.

Como a gente pode evitar que a lA produza mais desigualdade, uma nova divisão entre estudantes que têm acesso a ferramentas sofisticadas, escolas mais bem equipadas e apoio em casa – e, por outro lado, aqueles que nem sequer têm um Wi-Fi ou uma conexão adequada?

Nesse campo do acesso à infraestrutura, o Brasil tem uma celebração a ser feita. A gente tinha algo como 30% das escolas conectadas, hoje estamos em 75%.

Temos a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que já traz uma visão muito mais sistêmica do que significa trazer tecnologia para o debate educacional – ela passa por currículo, formação docente, conexão, equipamentos, além de um olhar para sistemas de gestão. Houve avanços, inclusive na redução de desigualdade.

Tem estados que têm feito um trabalho muito promissor nessa área. A Fundação Telefônica Vivo tem parceria hoje com quase 20 estados no campo da implementação do currículo de computação e tecnologia em redes de ensino, que busca justamente reduzir essa desigualdade do ponto de vista do que o estudante aprende sobre tecnologia. Do que é possível fazer, inclusive de forma desplugada. E a gente vem fazendo um trabalho forte também em formação de professores.

Você pega estados como, por exemplo, Piauí e Paraná, só para trazer dois campos políticos distintos, mas que convergem numa ideia de que é possível trazer para a escola pública um olhar de aprendizado daquilo que a gente sabe que é mais fundamental – Português, Matemática… –, junto com novos aprendizados sobre tecnologia e IA. Temos faróis bastante promissores dentro do Brasil 

Paraná e Piauí são estados que trazem um bom conhecimento em termos de resultados educacionais, junto já com uma visão de novos aprendizados, sobre tecnologia, computação, programação, entre outros, além de ensino técnico profissionalizante em campos também de tecnologia.

O estado de São Paulo tem olhado bastante para isso. Tem também um olhar em redes municipais, como Recife, que tem feito um trabalho em escolas públicas para garantir um aprendizado sobre tecnologia desde o ensino fundamental…

Então, há alguns pontos de luz no Brasil que merecem uma celebração, no sentido de que parece que é possível fazer – mesmo em contextos extremamente vulneráveis.

A sua chegada à Fundação coincide com a pandemia, que acelerou a digitalização para o bem e para o mal. Como avalia esse período? E o que você entende como o principal desafio pela frente, seu e da Fundação?

Eu cheguei na Fundação em 2021 e assumi a presidência no final de 2022, num momento em que a tecnologia tinha invadido as nossas casas e o processo educacional [por conta da pandemia].

No Brasil, por muitos anos, a discussão de tecnologia na educação ficava muito no lugar do device [dispositivo], do “um computador por aluno”… Ao longo dos últimos anos, tivemos mudanças muito grandes de disrupção tecnológica no mundo. Isso vem fazendo com que a gente tenha que repensar o papel da escola e da educação.

Se de um lado, antes eu estava tentando trazer mais tecnologia para ajudar a manter vínculo entre escola e estudante, hoje estamos pensando muito mais em que escola é essa que eu preciso para preservar um desenvolvimento integral do estudante, inclusive para dar conta de um mundo mais tecnológico

Então, isso ressignifica um pouco o papel da Fundação Telefônica Vivo. Antes, estávamos olhando mais para “será que a gente tem que adotar mais plataformas que vão ajudar esse estudante a aprender mais?”. E hoje estamos muito mais em um lugar de “precisamos reforçar aprendizado sobre computação, sobre matemática, o papel do professor é central…”

E isso vem me obrigando a estudar muito, a me reinventar e a repensar estrategicamente o lugar dessa discussão da tecnologia na educação à luz do mundo que tem IA e que tem questões climáticas — que vão fechar escolas e trazer um contexto muito diferente do que a gente tinha antes

O meu principal desafio, nesse momento, é repensar uma Fundação que vá conseguir apoiar as redes de ensino nesse desenho de políticas e de projetos que tragam esse ressignificado, tanto para o campo do olhar do professor, mas também do que esse estudante precisa aprender e ser capaz de fazer no mundo digital, inclusive na sua formação técnico-profissionalizante. Então, isso é muito do que me move.

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