Seleção Draft – Fracassar faz bem

Kaluan Bernardo - 10 nov 2014
Danae Ringelmann, cofundadora do Indiegogo, no evento em que defendeu o valor do "fail" de um financiamento coletivo
Kaluan Bernardo - 10 nov 2014
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O crowdfunding tornou o fracasso mais eficiente? Já há um tempo que ouvimos de empreendedores que o fracasso deve ser valorizado, pois é dele que saem os fatores que nos levam ao sucesso.

Danae Ringelmann, cofundadora do Indiegogo, uma das maiores plataformas de crowdfunding dos EUA, consegue trazer imagens interessantes para ilustrar a ideia nessa ótima entrevista reproduzida na Cnet, que traz vários bons insights sobre financiamento coletivo.

“A beleza dos tempos em que vivemos é que se um empreendimento fracassa, o que você mais perde com isso é tempo. Antigamente, quando o acesso ao financiamento era mais difícil, a maioria das pessoas não tinha a chance sequer de começar. Nós tornamos o fracasso algo mais eficiente”

Um exemplo de quando um fracasso é, na verdade, um sucesso é o caso do Ubuntu Phone. Apesar de não ter atingido a meta de arrecadação (32 milhões de dólares), reuniu pessoas dispostas a investir 12 milhões de dólares no projeto, recebeu uma enorme atenção da mídia e levou o foco para a Canonical, empresa dona da ideia “fracassada”.

 

Ressaca positiva na cena das startups. O CASE, promovido pela ABStartups, a Demo LatAm e um DemoDay do Startup Brasil — eventos que aconteceram em São Paulo e São Luís nos últimos dias — deixaram a cena de startups brasileiras em um estado de ressaca positiva. Alguns empreendedores e investidores escreveram bons textos refletindo sobre o impacto dos encontros, e contando algumas visões de dentro dos bastidores. Vale ler no Medium, no Estadão e no Startupi.

 

Obama e a internet como “utilidade”. Parece trivial, mas considerar a internet uma “utilidade”, assim como água ou energia elétrica, é um ponto essencial no debate sobre neutralidade da rede que está agitando os EUA. Obama acaba de pedir à FCC, que regula as telecomunicações no país, que proíba a chamada “priorização paga”, em que os provedores de conteúdo pagariam a empresas de Internet para garantir a entrega prioritária de tráfego.

No Brasil, a questão já avançou bem mais do que nos EUA, graças ao Marco Civil da Internet. Nesse sentido, é válido comparar o discurso de Obama em relação ao assunto, ao lado do discurso de Dilma quando formalizou a aprovação do Marco Civil. Obama mandou bem, mas vale acompanhar de perto, pois esse debate diz muito sobre o futuro da comunicação, dos negócios e das relações sociais — e está longe de terminar.

 

Treinamento em nuvem, via Microsoft Brasil. O evento é para desenvolvedores de opensource e acontece na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo. A empresa vai falar sobre suas parcerias com startups nacionais, e seus times técnico e de negócios oferecerão mentoria. As inscrições são limitadas e podem ser feitas aqui (26/11), aqui (03/12), e aqui (09/12).

 

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