Como a Avulta pode ajudar sua empresa a realizar uma contratação inclusiva de pessoas com deficiência

Dani Rosolen - 24 nov 2022 Dani Rosolen - 24 nov 2022
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Nome:
Avulta.

O que faz:
É uma solução baseada em neuropsicologia e tecnologia para promover o match profissional entre pessoas com diversidade funcional e empresas, por meio de assessment cognitivo gamificado em desenho universal, acessível também a pessoas com deficiências sensoriais, físicas e intelectuais.

Que problema resolve:
Resolve o problema de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, oferecendo processo e testes acessíveis para estes profissionais. Segundo dados do Ministério Público do Trabalho de 2019, apenas 1% das 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil trabalham formalmente mesmo quando 3 milhões possuem Ensino Superior. No 1 º semestre de 2017, foram pagos 142 milhões de reais em multas por aproximadamente 3 mil empresas brasileiras pela Lei de Cotas, que disciplina empresas a partir de 100 funcionários a destinarem suas vagas a pessoas com deficiência.

O que a torna especial:
De acordo com as fundadoras, o que torna a Avulta especial é a agilidade e assertividade que oferece nos processos seletivos inclusivos, geradas pela combinação da neuropsicologia com a tecnologia. “Eliminamos a etapa do recrutamento e da triagem sem nem mesmo divulgar a vaga, já que a plataforma identifica a informação de requisitos das posições abertas pelas empresas e os candidatos com compatibilidade acima de 80%, com atualizações em tempo real, gerando a listagem de match inteligente”, diz Emmanuelle Fernandes, a CEO. Além disso, a Avulta também se diferencia por trabalhar a mediação de vagas inclusivas com foco estratégico, sobrepondo a prática capacitista do mercado em associar o currículo de uma pessoa com diversidade funcional apenas à vagas operacionais.

Modelo de negócio:
As soluções da Avulta se baseiam em 3 pilares de serviço. 1) Acessibilidade, com a ANA (Avaliação Neuropsicológica Avulta), ferramenta de mapeamento de perfil de candidatos, acessível a pessoas com deficiência sensorial, intelectual e física. É vendida dentro do modelo de consultoria ou através da compra de API para empresas que contam com profissionais internos para recrutamento inclusivo. 2) Consultoria, responsável pela captação, triagem e encaminhamento de profissionais com diversidade funcional compatíveis com as vagas abertas pelas empresas clientes. Toda a gestão desse processo é feito através da plataforma Avulta, que permite a captação e cadastro de candidatos constantemente, alimentando um banco de talentos próprio com match tecnológico inteligente que considera os requisitos de acessibilidade demandados pelo candidato versus oferecidos pela empresa. Os valores da consultoria variam de acordo com o número de vagas a serem preenchidas. 3) Educação Inclusiva, através do compartilhamento de conhecimento fundamentado, para desconstrução de rótulos e tabus quanto à pessoa com deficiência, bem como as melhores práticas inclusivas em formato de workshops em três temáticas: contratação inclusiva na prática; 7 dimensões de acessibilidade; e vivência inclusiva.

Fundação:
2017.

Sócias:
Emmanuelle Caroline De Souza Fernandes Sócia-fundadora e CEO
Patrícia Maria Cardoso Santos Sócia-fundadora e COO
Fernanda Fernandes sócia-fundadora
FCJ Venture Builder Empresa sócia-fundadora 
FHE Ventures Empresa sócia

Fundadoras:

Emmanuelle Fernandes 34 anos, Nova Lima (MG) — é formada em Psicologia pela FUMEC e pela Université de Jules Verne/França. Atuou por 15 anos na área de Recursos Humanos em empresas como Anglo American e instituições como Clínica Escola de Psicologia da Universidade FUMEC e Prefeitura Municipal de Nova Lima. Foi pesquisadora voluntária em um projeto de neuromodulação em autistas na Faculdade de Medicina da UFMG. É autora da ANA (Avaliação Neuropsicológica Avulta).

Patrícia Cardoso 35 anos, Rio Vermelho (MG) — é formada em Fisioterapia pela PUC Minas e mestre em Ciências Cardiovasculares pela FCMMG. Atuou por dez anos com capacitação inclusiva. É autora do “Plano de triagem individual profissionalizante: estudo para avaliação, capacitação e contratação de pessoas com deficiência (PCD)”, publicado pela CONECTE-SE!.

Como surgiu:
Emmanuelle conta que vivenciou uma tentativa de inclusão no RH de uma empresa multinacional onde trabalhava. “A falta de ferramentas de seleção que possibilitassem um processo com equidade e as atribuições equivocadas feitas aos profissionais com diversidade funcional (pessoas com deficiência) me instigaram a buscar e criar soluções inclusivas, que como psicóloga, sabia que deveriam existir”, diz. A partir daí, ela idealizou uma metodologia pautada em neurociência que trouxesse disrupção para a visão assistencialista atribuída à inclusão profissional das PcD. “Após o fracasso da primeira tentativa de fundar uma consultoria, busquei investimento e suporte apresentando minha ideia em um Pitch Day da FCJ Venture Builder, que se tornou minha primeira sócia para transformar o projeto em uma startup”, acrescenta. Três meses depois, ela encontrou Patrícia, que trabalhava com capacitação inclusiva na PUC Minas e agregou a expertise necessária para a evolução da startup. Emmanuelle diz que inicialmente validou sua metodologia de forma manual, através da aplicação presencial de testes em 80 pessoas com deficiências sensoriais, fisicas e intelectuais e apresentando o resultado, perfis cognitivos com foco em contratação profissional, para empresas de grande porte que se tornaram clientes, como Banco BS2, Localiza e ArcelorMittal.

Estágio atual:
Atualmente, a Avulta tem sua tecnologia consolidada em uma plataforma que conta com 81 empresas cadastradas e aproximadamente 5 000 candidatos. Cinco empresas de grande porte são clientes atuais da consultoria, com vagas ativas para todo o país. A startup fechou também um contrato com o Grupo Cia de Talentos, que por cinco anos utilizará a ANA em suas unidades nacional e internacional.

Aceleração:
A Avulta participou do PUCTec em 2019, programa que selecionou 80 startups para um programa de aceleração por seis meses e foi uma das quatro premiadas pelo melhor desenvolvimento.

Investimento recebido:
As sócias receberam 300 mil reais de investimento externo.

Necessidade de investimento:
As empreendedoras querem captar 500 mil reais para acelerar o processo de tração da startup.

Mercado e concorrentes:
“A Lei de Cotas existe há 30 anos e, desde 2015, os resultados das contratações, diante da fiscalização do Ministério Público do Trabalho estão crescendo substancialmente. Além da lei, as empresas estão inovando de várias formas, inclusive em ferramentas de avaliação para RH e também nas percepções sobre processos inclusivos. Existem 23 países que fomentam leis e normas de inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho”, afirma Emmanuelle. Como concorrentes, ela cita Egalite, Deficiente Online e Inklua

Maiores desafios:
“Gargalos relacionados à contratação e custo de mão de obra tecnológica, além da educação dos clientes quanto à desvinculação da contratação inclusiva apenas com a Lei de Cotas”, diz a CEO.

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Março de 2023.

Visão de futuro:
“Nossos esforços estão direcionados para a evolução tecnológica da plataforma, na qual a consultoria será um opcional para o cliente, possibilitando assim maior potencial de escala do negócio. O objetivo de internacionalização já está em andamento através da parceria com a Cia de Talentos, que levará a ANA para suas operações internacionais em 2023”, conta Emmanuelle.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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