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O que é a economia regenerativa e por que isso importa à sua empresa

Giovanna Riato - 6 out 2020 Economia regenerativa pandemia 3M
Na pandemia, o conceito de construir mais do que lucro e gerar impacto positivo ganhou força. Na 3M esta busca passa por usar a ciência para beneficiar a sociedade.
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A pandemia da Covid-19 nos ensinou que as pessoas conseguem trabalhar de forma produtiva em home office e que as empresas precisam se digitalizar. Estas são algumas das tendências mais óbvias que o contexto pandêmico acelerou. Há, no entanto, uma revolução menos barulhenta, mas tão consistente quanto: a ascensão da economia regenerativa.

O conceito propõe uma abordagem mais sustentável – no sentido amplo da palavra. A ideia é que as empresas concentrem esforços em negócios capazes de gerar lucro, mas também impacto positivo no ecossistema em que estão inseridas.

O conceito não é exatamente novo. Em 2013 o Capital Institute lançou a ideia, que ganhou força nos últimos anos e foi acelerada de forma mais drástica pela pandemia, como aponta artigo de Laura Kroeff, vice-presidente de desenvolvimento de produto da Box1824, consultoria de comportamentos emergentes. “Essa nova mentalidade está reformando a lógica de criação de valor do nosso sistema econômico”, destaca.

Segundo a especialista, enquanto na economia clássica o valor estava na produção industrial, na era do compartilhamento (a chamada gig economy), ele migrou para a experiência centrada no consumidor. Agora, em uma economia regenerativa, o valor passa a ser medido pelo impacto positivo do negócio junto às pessoas e ao planeta.

Laura diz que este esforço precisa fazer parte do core business, na proposta de soluções que melhorem a sociedade. E é um ponto cada vez mais decisivo para os consumidores. “Nossas pesquisas indicam que as empresas que assumem a postura de ajudar a resolver problemas e têm um propósito para a tomada de decisões saem fortalecidas das crises.”

DIANTE DA PANDEMIA, 3M APOSTA NO CAMINHO REGENERATIVO

Por demanda imposta pelo próprio momento de grande dificuldade, a pandemia acelerou diversas empresas na direção dos negócios regenerativos. Foram muitas as organizações que mobilizaram doações ou se comprometeram com a manutenção dos empregos, por exemplo.

A 3M é uma delas. Desde que a Covid-19 começou a avançar no Brasil, a companhia somou R$ 4,8 milhões em doações para apoiar a sociedade. O esforço envolve desde o mais básico, que é prover alimentos e doar máscaras de proteção aos profissionais da saúde e setores essenciais, até ações mais complexas, como buscar em suas matérias primas soluções para fabricar itens necessários nos hospitais e parcerias tecnológicas.

A mais recente delas envolve a doação de R$ 2,1 milhões à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Com o montante, a instituição vai construir um Centro de Estudo e Controle de Doenças Emergentes, o que inclui, claro, a Covid-19.

Marcelo Oromendia, presidente da 3M Brasil, fala da importância do projeto: “A iniciativa da Unicamp está alinhada aos nossos valores de incentivo à ciência e inovação e vai contribuir na busca de soluções para a saúde e bem-estar da população, incluindo estudos em relação à covid-19”. E prossegue:

“A responsabilidade social é um dos nossos pilares estratégicos e faz parte de nossas prioridades apoiar as famílias e comunidades que neste momento estão passando por grandes dificuldades. Esse é nosso compromisso social neste cenário crítico em função da pandemia”

Outra ação também recente foi a doação à United Way, uma das maiores organizações filantrópicas do mundo. A 3M destinou R$ 1,21 milhão para a entidade no Brasil, que está usando o valor para amenizar o impacto da pandemia no desenvolvimento infantil, por meio do programa Crescer Aprendendo. A ação beneficiará 1,6 mil famílias em situação de vulnerabilidade, que receberão um cartão-alimentação por três meses e participarão de lives e grupos de WhatsApp para receber conteúdos de qualidade com orientações sobre como apoiar seus filhos e vidas neste momento.

Segundo Oromendia, o momento aflorou ainda mais a busca constante da companhia por beneficiar o ecossistema em que está inserida. Assim, a 3M converge para a direção que o mundo já caminhava antes da atual crise, da economia regenerativa, mas agora vai a passos mais acelerados.

Em 2017, o então primeiro ministro japonês Shinzō Abe anunciou que a humanidade entrava na Sociedade 5.0, em que as novas tecnologias deveriam ser usado para melhorar a qualidade de vida da população como um todo, corrigindo desigualdades.

“Se o mundo não for das 7 bilhões de pessoas que moram nele, não será de ninguém”, disse o líder na época. Uma frase que ganha ainda mais importância no novo contexto, já que, para superar a pandemia, será preciso construir muito valor compartilhado.

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