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Enquanto trilhava uma carreira corporativa, Ana Flávia de Sá sentia falta de algo que não sabia nomear. Um dia, ao ver um anúncio impresso no jornal, ela decidiu pedir demissão e desbravar um novo caminho profissional no terceiro setor.
O chocolate pode ser um meio de resgate da ancestralidade. Domênica Sousa e o marido, Ronaldo, estão à frente da Dona DÔ’s Doces, que produz trufas, bombons, barras e ovos de Páscoa com recheios inspirados em sobremesas de países africanos.
Aromática, sensível e difícil de polinizar, a baunilha é cobiçada por chefs de cozinha, mas o quilo pode custar até 6 mil reais. Com capacitação e repasse de parte do lucro aos produtores, a Bauni quer promover o comércio justo da especiaria.
Depois de anos alisando o cabelo, Jocimara Barros de Oliveira passou por uma transição capilar e resgatou sua identidade como “mulher preta crespa”. Hoje, à frente do seu próprio salão, ela guia as clientes nesse processo.
Duda Scartezini, do Impact Hub, divide suas impressões sobre a pobreza e a precariedade que presenciou em Gana, na África Ocidental, e conta como o empreendedorismo pode ajudar a mudar esse quadro por meio de ações coletivas.
Oito anos atrás, Mariana Fischer foi atuar como voluntária no Quênia e se chocou ao saber que lá não havia educação gratuita. Ela então fundou o Hai África, ONG que educa e alimenta crianças de uma zona periférica da capital do país.
Ricardo Silvestre sofria com a falta de representatividade negra na publicidade e nas agências por onde passou. Para virar esse jogo, fundou a Black Influence, que engaja marcas no combate aos estereótipos raciais na comunicação.
Estimular o afroempreendedorismo é urgente para reduzirmos o abismo imposto pelo racismo estrutural. Nina Silva fala sobre sua jornada e conta como o Movimento Black Money leva educação e serviços financeiros a negócios pretos.
Moleque, caçula, mocotó. Estas e outras palavras que usamos no dia a dia têm origem no quimbundo, uma das línguas faladas em Angola. Para aproximar as crianças brasileiras da cultura africana, a professora Odara Dèlé criou um aplicativo que ensina o idioma de forma lúdica e interativa.
O advogado Henrique Corredor Barbosa sempre quis dedicar mais tempo às causas sociais. Até que decidiu cair dentro de verdade. Agora, conta o que viu e aprendeu arregaçando as mangas como voluntário, da África à Baixada Fluminense.
