“Percebi que tem uma coisa em comum a todas as mulheres: a culpa. É algo criado, construído — e que não ajuda em nada”

Cristiani Dias - 4 jan 2024
Dani Junco, fundadora e CEO da B2Mamy (foto: divulgação).
Cristiani Dias - 4 jan 2024
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A responsabilidade de carregar a marca B2Mamy não poderia ser maior. 

A socialtech, fundada em 2016, conecta mães e mulheres em uma comunidade e possibilita a liberdade financeira por meio da educação e do pertencimento, se mostra ainda mais necessária em uma sociedade que insiste em dificultar a reinserção profissional de pessoas que se tornam mães. 

De acordo com um estudo de 2022 do Instituto Rede Mulher Empreendedora, sete a cada dez empreendedoras brasileiras decidem abrir um negócio após a chegada da maternidade. 

Fundadora e CEO da B2Mamy, Dani Junco também vivenciou a mudança profunda nos anseios profissionais que a chegada de uma criança pode promover. 

Dani, que é palestrante, escritora e empreendedora, iniciou sua carreira profissional na farmacêutica, na área de lançamentos de produtos, e participou da estreia de marcas de peso. 

“Lancei Viagra, por exemplo, e produtos de alta complexidade de entendimento. Meu grande papel sempre foi escutar. Tentar entender o que se passa e como vou endereçar a comunicação para as pessoas”

Com uma experiência de mais de 10 anos na área, Dani abriu, ao lado de sua irmã, a Enjoy, agência de marketing farmacêutico, em 2015. 

Cinco anos depois de começar sua jornada empreendedora, Dani engravidou de seu filho, Lucas, o que a fez recalcular a rota e procurar acolhimento em outras mães, em um movimento que culminou na criação da B2Mamy. Em 2017, o projeto foi incubado pelo Google, numa guinada importante para a empresa. 

Desde sua fundação, a comunidade da B2Mamy impactou mais de 100 mil pessoas e gerou 27 milhões de reais com a criação e aceleração de novas startups, recolocação de mães no mercado de trabalho, desenvolvimento de carreiras e eventos.

Recentemente, a empresa anunciou uma nova rodada de investimentos, que será focada em abrir novas unidades físicas em Brasília e Rio de Janeiro. A sede atual fica em Pinheiros, São Paulo, e é focada em promover espaço de coworking, suporte para as crianças enquanto suas mães se conectam, além de cursos e debates. 

Ainda em 2023, a B2Mamy, em parceria com a Aladas, movimento que capacita mulheres em negócios e gestão por uma plataforma de cursos digitais gratuitos, realizaram a primeira edição do Mãe, Summit, evento que contou com palestrantes como Dani Graicar, Samara Felippo, Rafa Brites, Mafoane Odara e Carolinie Figueiredo.

Em busca de um novo aporte, a B2Mamy agora vem ampliando seu foco para saúde feminina. A empresa fechou parcerias com a TotalPass, app corporativo do grupo SmartFit que tem o objetivo de facilitar o acesso à exercícios físicos; com a Casa Irene, especialista em cuidado ginecológico e métodos contraceptivos; e com a Starbem, plataforma de atendimento online com psicólogos, nutricionistas e médicos de várias especialidades.

Em um papo com o Draft, Dani Junco fala sobre sua jornada empreendedora, os desafios da maternidade, o processo de criação de seu livro (Mãe, por que você trabalha?Devaneios, dicas e desabafos de uma mãe que escolheu trabalhar e maternar sem culpa, lançado em outubro de 2023), além dos projetos para 2024:

 

O surgimento da B2Mamy se relaciona a um movimento da sua vida pessoal. Pode nos contar como foi esse processo?
Eu sempre quis empreender, a minha família é muito matriarcal. Na minha época, por exemplo, a grande maioria dos pais sugeriam que os filhos fizessem concurso público. Mas, na minha casa, sempre fui orientada a empreender. 

Minha mãe tem empresa de eventos sociais há muitos anos. Então, acho que nasceu muito desse lugar, o empreendedorismo para mim foi um lugar confortável.

Em 2010, abri uma empresa de marketing para farmacêutico com três sócias. E a empresa ia muito bem. A gente cresceu bastante, chegamos até 40 funcionários, trabalhamos com multinacionais. 

Até que engravidei, em 2015. E aí comecei a questionar o modelo todo. Se temos problemas agora de machismo, de conversas misóginas, de gap de gênero, nas companhias há 12 anos, 16 anos atrás, era muito pior 

Comecei a questionar se eu gostava daquilo que fazia. E senti uma pergunta, que é até o tema do meu livro agora, Mãe, por que você trabalha?

Postei em uma rede social que estava doendo demais em mim pensar em como eu iria equilibrar as duas coisas. 

Eu não encontrava nenhum lugar onde as mulheres falassem das duas coisas. Você tinha grupos que falavam sobre peito e outros temas de maternidade — e os grupos de negócios 

Então postei dizendo que estava doendo demais isso, e que queria tomar um café com alguém. Marquei o lugar e esperei que aparecessem quatro pessoas, e vieram 40. A partir disso surgiu a B2Mamy. 

A pandemia evidenciou ainda mais a solidão das mães trabalhadoras. Como esse período influenciou você, a B2Mamy? Como a presença de uma comunidade de mulheres fez a diferença para a criação de um vínculo pós-pandêmico?
Antes da pandemia era tudo presencial, como os nossos cursos de Programa de Aceleração, Programa de Educação. A pandemia teve esse lugar de transformação digital, que foi relevante para o meu negócio. 

Não precisava de uma pandemia, porque acho que foi uma das piores coisas que passamos na vida, mas foi ali que a gente começou a ter a necessidade de fazer uma transformação digital e transformar os cursos de presencial para online. 

Mas o mais legal que aconteceu nesse período, no sentido de como ajudar mais mulheres, foi que estávamos bem focadas em empreendedorismo na área de inovação e tecnologia. Então a gente fazia Programa de Aceleração para startups. Quando fazemos um negócio desse, a gente “seta” [configura] o nosso público. 

Estávamos falando com mães de uma classe social muito específica — e, na pandemia, por conta da economia do cuidado, muitas mulheres acabaram perdendo seus empregos 

Quando começamos um programa de formação em profissões de alta empregabilidade, sem precisar se deslocar, profissões que você consegue trabalhar de casa, uma nova vertical de educação e capacitação em profissões digitais nasceu.

Vocês mantiveram o espaço físico da B2Mamy?
A gente ficou com muito medo de perder a casa. Fizemos uma carta para a nossa comunidade, respondendo como uma comunidade de mulheres. 

Falamos que nossos cursos eram presenciais, e agora teriam que ser online, isso é o que a gente ia aprender a fazer. A gente não sabia. Então, disse que entenderíamos se elas quisessem o dinheiro de volta, mas isso nos quebraria. 

Ninguém pediu dinheiro de volta, nem as marcas, nem as mães. Então conseguimos passar pela pandemia e manter a nossa empresa de pé 

Estar em comunidade, para mim, é o único jeito de fazer. Ou você constrói a sua, ou você está em uma, ou você empresta para poder viver — mas eu não consigo ver crescer e desenvolver sem uma comunidade. 

Acho que é um fato primordial para a estratégia da empresa.

Como se deu a evolução dessa comunidade? Houve algum momento específico que você destacaria com um marco, além da pandemia?
Tivemos grandes turning points. O primeiro foi quando lançamos nossa aceleração. Não existia uma aceleração que fosse só para mulheres, a B2Mamy foi a primeira. 

Foi quando as pessoas começaram a levar a gente a sério. Foi quando o Google se interessou, achou legal, quis trazer para perto. O Google acreditar na nossa ideia foi muito importante para a gente, isso realmente nos colocou em outro lugar, na mídia e tal.

Em 2019, outro turning point foi a abertura da casa. Foi em via ProFunding, uma vaquinha online mesmo. Captamos 200 mil reais em 40 dias para montar a casa, porque as mulheres queriam um espaço onde elas pudessem ir com os filhos

O terceiro foi a primeira captação, de 700 mil reais via investidor anjo. Então, fomos crescendo. A mudança para além de uma aceleradora de startup, mas uma empresa de educação, que olha para a formação das mulheres e recolocação no mercado, também foi um grande movimento. 

Em 2022, estávamos muito reconhecidas, com uma reputação muito organizada. Todo mundo sabe quem é, o que a gente faz, e gosta da gente, e isso é algo que construímos com muito amor e trabalho duro.

Em 2021, começamos a transformação digital, falando de plataforma. Colocamos todos os nossos cursos na plataforma, vagas de emprego, e começamos a organizar a comunidade nesse grande hub. 

Começamos a plugar outros serviços da solução, não só de educação. Como, por exemplo, saúde feminina, que acabamos de lançar.

Hoje, você acha que é mais comum ver mulheres querendo criar seus ecossistemas e gerir seu próprio empreendimento em relação ao passado, quando o sucesso era mais visto como escalar a escada corporativa?
Depende. Se você tem um modelo de negócio e você vai criar uma comunidade apaixonada por esse negócio, para sustentar as suas estratégias, para ser uma célula de inovação, para testar produtos, encontrar valor, isso é uma coisa. Acho legal. 

Se você [for] criar uma comunidade para ser seu modelo de negócio — começar isso do zero, com tanta iniciativa que [já] existe —, eu não acho inteligente. Porque acredito que a gente é muito mais lenta para se juntar e fazer algo maior, com mais dinheiro, do que os meninos 

Quando falamos do modelo de negócio que estou, que é educação, comunidade, parece que não é algo específico, como vender um sofá. Um sofá você vai lá, faz encontro de pessoas que amam sofá e aí faz parte da estratégia.

Agora, eu acredito que a gente poderia estar fazendo mais coisas juntas, com mais dinheiro. Com um pouquinho de dinheiro, fazendo 50 eventos por mês, com o mesmo público, com as mesmas marcas, poderíamos deixar o dinheiro escoar mais.

Então, tem esse sentimento de que a gente podia ser um pouquinho mais esperta na hora de definir alianças e fazer coisas maiores, mais caras, com mais dinheiro, para mais gente. 

É uma opinião polêmica, talvez, mas é uma coisa que devemos conversar.

Você comentou sobre seu livro, Mãe, por que você trabalha?, que foi lançado em 2023. Como foi o processo de criar essa obra?
É meu primeiro livro, mas eu sempre escrevo. É um movimento de cura, escrever para mim é tirar o barulho do que está aqui [dentro] para o papel. 

Percebi que tem uma coisa em comum a todas as mulheres que é a culpa. A gente vive culpada, mesmo quem não é mãe. E comecei a estudar o movimento da culpa 

Como sou farmacêutica, [estudei] do ponto de vista neurológico. O que é esse sentimento? É uma construção social, não é algo que vem do nosso corpo. 

Não é uma emoção base.
Não está no filme Divertidamente (risos). Estou até fazendo um conteúdo sobre isso: se não está no Divertidamente, não é uma emoção base. Mas é isso, é algo criado, construído. 

Comecei a ver que não ajuda em nada. Vi o quanto de gasto de energia a gente coloca nisso, e quanto de dinheiro que isso escoa. 

Às vezes a mãe está lá “se rasgando”, e a criança está sendo cuidada. A mãe não quer ficar uma hora a mais no happy hour, mas não tem um motivo 

Uma coisa é uma mãe solo, que não tem com quem deixar [a criança]. Mas, em nossos eventos, já aconteceu de eu ver mães agoniadas, e eu perguntar o que houve, e elas falarem que a criança está com o pai, está segura, e eu dizer “então, qual o problema?”, e ela dizer “Não tem, inclusive meu marido me apoia”

Então, dedico meu livro a esse pedaço que não te deixa nem mais rica, nem mais bonita, nem mais esperta, só te deixa culpada. 

As pessoas falaram “Dani, queria que o livro fosse mais soft”, ou “queria que o livro fosse um pouco mais hard”. E eu não sou uma coisa nem outra. Queriam que fosse mais para autoajuda, que puxasse mais para o sentimento. Mas eu disse “cara, eu não sou essa pessoa”. 

Foi muito legal descobrir isso, porque achava que o livro de maternidade seria sobretudo de maternidade — aí vou lá e eu meto um Canvas no meio, para a leitora pegar sua ideia e organizar. Eu sou essa pessoa, penso em tudo no mesmo lugar 

Então o livro foi esse manifesto. Primeiro que, quando nasce uma mãe, nasce uma ativista. Se você está aí mexida, mergulhada, ansiosa porque tem algo maior que você mesma, tudo bem, porque nós ficamos mesmo, a gente acabou de presenciar um milagre, não dá para passar por isso de qualquer jeito. 

E cada maternidade é uma maternidade, mas não é um processo que dá para dizer que é “tanto faz”. Não é tirar um siso. 

Então, o livro vem muito desse lugar de conseguir colocar no papel essas duas coisas que podemos ser. E estou doida para escrever outro.

Já tem um tema definido?
Já. Muitas crianças leram o livro e muitas mães me mandaram fotos. Tem muito exercício, é muito prático. É feito para as pessoas escreverem nele. 

Depois disso, fiquei com vontade de escrever um para meninas de 13 a 16 anos, para ajudá-las a entender qual profissão elas querem, como escolhemos nossa profissão… como desviamos de um monte de coisa que estão falando para a gente, sem se preocupar com esses barulhos.

Minha pretensão é que eu consiga ajudar quando [as meninas] falarem que querem estudar tecnologia e o mundo disser que “não dá” 

Talvez eu vá por aí, mas também quero escrever um livro sobre como criar, nutrir e gerenciar comunidades. Esse é outro — estou entre um hard e um soft.

A realidade das mães que trabalham já é dura, e ainda mais dura quando você faz parte de outros recordes sociais, como ser uma mulher preta, que vivencia ainda mais um acúmulo de microviolências. Como a B2Mamy lida com esse recorte específico?
A gente tem a Marina, que é a nossa head aqui de Diversidade e Inclusão, que cria os programas e pensa eles especificamente. 

A gente não tem a B2Mamy Black, por exemplo, com programas de iniciativa específicos para mulheres pretas. Mas temos dentro do nosso programa o Start, que é um sobre ideação, voltado para para negócios de grupos minorizados, para negócios liderados por mulheres pretas. 

Então, estamos sempre olhando para esses mercados — mas o que mais fazemos aqui é apoiar a causa que já existe. 

Não preciso criar do zero, já existem mulheres liderando grupo de mulheres pretas, que também precisam de dinheiro. Ao invés de eu ficar criando algo novo, para ser mais uma pessoa pegando um cheque nesse recorte, prefiro chamá-las e perguntar o que está acontecendo por lá

Então, a gente está cada vez mais olhando para esse lugar. Quando falamos de recorte social de raça, estamos falando de recorte social de dinheiro. Infelizmente, as mulheres brancas recebem 30% a mais do que as mulheres pretas, e muitas mães pretas são solo. 

Então, todos os nossos projetos têm bolsas para participação, e a gente faz isso ativamente. Acho que esse é um dos grandes movimentos. Temos que olhar para outros recortes também, das mães que têm filhos com necessidades especiais, por exemplo. 

Realmente existem outros desafios de maternidade. E mapeamos isso, quais são todas as intersecções para trabalhar no workshop [de 2024]. 

Como os homens, os pais, podem fazer parte da mudança de narrativa que é preciso promover, de não só apoiar o trabalho da mãe, o empreendedorismo dela, mas apoiá-la no trabalho da criação das crianças. Como vocês chamam os homens para essa conversa?
A gente faz tudo com roadmap. Nosso negócio é um negócio social, mas precisa dar lucro. Não é uma organização não-governamental. 

Ano passado fomos a primeira empresa a fazer um evento só para os pais. O Pai Summit foi em agosto — vamos repetir em 2024 —, foram 300 homens. 

Os homens ainda estão na etapa de sensibilização, não estão na etapa de ação. Ainda estão na etapa de entender o que está acontecendo. O Pai Summit foi a hora de chamá-los para essa conversa

O homem precisa fazer o papel dele, ainda mais em um país com 69 milhões de mães — sendo que 20 milhões são mães solo. A gente não tem essa cultura desde lá atrás, não é agora que as coisas vão mudar de uma hora para a outra. 

Os homens realmente abandonam a grande maioria das mulheres à sua responsabilidade emocional ou financeira. E os que ficam, quando você conversa em uma roda das mulheres casadas, na relação heteronormativa, também não estão muito lá, também deixam a mulher sobrecarregada. 

E temos uma nova geração de homens, eu gosto de dizer, que estão lá, fazem as coisas sem reclamar e acreditam sim que são responsáveis por 50% do trabalho — mas só se a mulher mandar 

Esse pai não vai ver que a roupa [da criança] está curta e vai comprar outra. Não vai ver que a vacina expirou. A carga mental ainda é muito da mulher. 

Então, temos os homens que somem, tem os que acham que as responsabilidade sim é das mulheres e acabou; a gente sabe que tem um povo da extrema direita que pensa exatamente assim. 

E temos aqueles que já se sensibilizaram, perceberam que precisam olhar para isso, e aí os acordos da casa mudam. A mulher continua sobrecarregada, mas pelo menos eles fazem a parte deles que foi combinada. 

Então a gente está tentando puxar o máximo que dá essa régua. 

A presidência do Brasil publicou recentemente um decreto que obriga as empresas com mais de 100 empregados a publicar na internet um relatório de transparência salarial. Também tivemos esse ano a obrigatoriedade de equiparação salarial entre homens e mulheres, que se tornou lei. Como você acha que isso vai impactar no mercado e mundo real?
Acredito que as empresas, na grande maioria das vezes, só funcionam desse jeito. 

Ninguém acorda e fala “Ah, vamos fazer o que é o justo? O que é certo?”. Até porque quem está interessado na manutenção do poder não toma decisões assim. Então, acredito que essas leis são muito fundamentais. 

O lado negativo, pensando de forma a provocar, é na hora da contratação de mulheres isso ser um gargalo. Mas você tem o contraponto: indicadores do ESG sobre gap de gênero. Se você é uma empresa na Bolsa de Valores, não tem muito para onde correr

Para mim, tem que ser tudo goela abaixo mesmo. A revolução se faz assim, porque revolução é uma transformação radical. E as políticas públicas são as que mais podem ajudar com isso. 

Qual case, ou cases, da B2Mamy mais mexeram com você?
Em vários o coração mexe, mas gosto de falar de cases que nasceram aqui, foram compradas e fizeram muito dinheiro, já que nosso grande papel é tornar as mães livres economicamente. 

Então temos a feel, uma sextech muito interessante que nasceu aqui mesmo, do zero [e foi pauta aqui no Draft]. É focada na sexualidade das mulheres, que é um lugar complicado. É algo que mexe com a nossa saúde física e emocional. 

Também temos a Pulpa App, que é uma fintech que fala sobre guardar dinheiro para as crianças e que foi comprada pela PicPay. 

A São Paulo Para Crianças também é uma empresa linda, que cuida dos espaços físicos para as crianças brincarem. Então, eu gosto muito de cases como esses, que vão mudando e transformando segmentos inteiros.

Também temos a Gestar, que cuida das mulheres nos primeiros mil dias da maternidade [e apareceu aqui no Draft]. Da gestação até os dois anos da criança. É um momento muito delicado, e eles olham para a gestão dessa fase. 

Eu sou apaixonada por todas, todas me tocam o coração, mas quando você fala de negócio, eu gosto das que vieram para transformar 

Graças a Deus aqui é cheio de mulher boa, sou muito agraciada de estar nesse lugar. 

Como você enxerga o futuro da B2Mamy? Quais são os planos para o próximo ano?
A gente está bem ousada. Temos grande foco na abertura das novas casas pelo Brasil. 

Então, no Rio de Janeiro vamos abrir ao longo do começo do ano, também estamos indo para Brasília, além de estarmos de olho em Portugal.

Ter novos espaços físicos é o que a gente olha com muita fortaleza. Outra coisa é a nossa assinatura. As mulheres podem pagar um valor único — e procuramos o maior número de soluções e serviços para elas 

Já temos a parte de educação muito forte. Agora, com a Estar Bem, com a Casa Irene, focada em saúde mental com psicólogos, saúde física em academia, e outros tipos de especialidades — como nutricionistas, por exemplo —, a gente quer botar o pé forte em saúde feminina. 

Também vamos olhar fortemente para a contracepção de longa duração, questões de menopausa e tudo que possa estar relacionado à saúde das mulheres. 

 

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