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Das cidades para as pessoas. Das pessoas para os hábitos. No meio, uma profunda transição de carreira. Assim nasceu o método Plasticidade

Santosha - 30 abr 2026 Santosha, criadora do método Plasticidade, professora da pós-graduação em Cultura de Propósito e Liderança Regenerativa da Florescentia e gestora da Sri Prem Baba Academy.
Santosha, criadora do método Plasticidade, professora da pós-graduação em Cultura de Propósito e Liderança Regenerativa da Florescentia e gestora da Sri Prem Baba Academy.
Santosha - 30 abr 2026
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Durante muito tempo, eu me apresentei assim: Natália Garcia, criadora do Cidades para Pessoas. Um projeto com o qual vivi em 12 cidades que eram referências urbanísticas no mundo ocidental e me tornei consultora de prefeituras e das indústrias imobiliária e automotiva. Foi uma fase maravilhosa da minha vida, e, por muito tempo, achei que esse seria meu trabalho permanentemente. 

Jamais poderia imaginar o tamanho da transição de carreira que se apresentaria, envolvendo viver fora da grande cidade, com um novo estilo de vida e até mesmo um novo nome, além de uma nova profissão e um novo foco de atuação. E é com muito carinho que venho contar essa história aqui no Draft, onde também compartilhei outros projetos e vivências importantes para mim. 

Te convido a conhecer essa história e como ela culminou na criação do método Plasticidade, uma ferramenta a serviço de pessoas, organizações e comunidades, focada em criar coerência entre a sua rotina de hábitos e a sua bússola interna (aquela que aponta a direção que só você pode percorrer)

Mas vamos começar pelo começo.

OS TALENTOS QUE HERDEI

Vou começar esta história contando um pouco da minha ancestralidade, que revela as motivações mais íntimas que me levaram a me aventurar a empreender mais uma vez. Meu convite, enquanto descrevo a minha família, é que você também possa reconhecer os talentos que herdou.

Bem, eu venho de uma família de gênios. E, por muito tempo, achei que essa genialidade tinha a ver com os dons, talentos e grandes feitos dos meus pais, tios e avós.  

Por exemplo: meu avô materno, Osnir, no comecinho de sua vida profissional, ainda meio duro e dando conta de sustentar cinco filhos, chegou em casa um dia com uma escritura nas mãos anunciando: comprei o bar do Portuga! Um bar que ficava na avenida Jabaquara, no bairro da Praça da Árvore, pertinho da esquina com a rua Oriçanga, na zona sul de São Paulo. 

Ali, meu avô construiu o Osnir Hamburger, uma lanchonete de bairro muito querida, que ele tocava do balcão, com minha avó Quita fazendo tudo funcionar na cozinha por décadas. Passei a infância lá comendo X-Filé-Salada e tomando sorvete de creme com cobertura de chocolate no balcão. Hoje o Osnir é administrado por meus tios e primos e tem mais unidades por toda a cidade

Já meu avô paterno, Mario Garcia, passou a vida sendo engenheiro de transportes – e, sincronicamente, era parte do time que instalou a estação Praça da Árvore ali pertinho do Osnir Hamburguer. Ele também se engajou em muitos projetos, sendo um deles o sonho que passou décadas articulando até realizar: a criação da Sala São Paulo

Foi um projeto que ele costurou com carinho, encontrando a melhor empresa de acústica do mundo, os melhores arquitetos, o melhor espaço em São Paulo, o investimento necessário… uma obra pela qual meu avô nunca reivindicou autoria, e só acabou publicamente reconhecido recentemente em uma reportagem no Estadão. Ao seu lado, minha avó Alzira, bailarina, pianista, tricoteira, atriz, jardineira, trazia beleza a tudo o que tocava. 

Meu pai, André, construiu seu primeiro computador em 1981, com 16KB de memória RAM. Criou diversos softwares e hardwares em sua vida e se tornou um programador primoroso, hiper especialista em identificar onde estão os nós que impedem um sistema de fluir. 

E minha mãe, Soninha, foi também uma artista primorosa, fez jóias de prata, tricô, começou a empreender aos 40 e construiu uma marca de roupas para bebês chamada Sbogodof. Dona de uma intuição altíssima, ela parecia quase viver em um mundo à parte, mais lento, de onde soltava pérolas de sabedoria de vez em quando… 

Cada pedacinho dessas raízes germinou quando iniciei minha vida profissional. Mas a coerência de integrar todos esses dons e talentos herdados no meu trabalho só veio depois dos meus 40 anos. 

CIDADES PARA PESSOAS

É curioso pensar que trabalhar com as cidades estivesse praticamente escrito no meu DNA. Mas por vias e com ferramentas únicas. 

Eu me formei jornalista e no comecinho da minha vida profissional passei pela indústria de mídia, sendo repórter do Estadão, da rádio Band News FM e de algumas publicações na Editora Abril. Quando experimentei começar a ir de bicicleta para a redação, comecei um blog sobre tudo o que vivia no caminho e esse assunto passou a me consumir. Logo estava escrevendo reportagens sobre urbanismo, mobilidade urbana e outros temas das cidades. 

Isso me levou ao livro Cidades para Pessoas, do urbanista Jan Gehl, onde ele dizia que os urbanistas precisam compreender qual é o “habitat” ideal para seres humanos se quiserem construir “cidades para pessoas”. 

Lembro vividamente de quando li essa frase, em um barco no Rio Negro, a caminho do TEDxAmazônia, em 2009… Ela me tocou tanto que, dois anos depois, criei um projeto para percorrer as cidades apontadas por Jan Gehl como modelos a serem seguidos e morar por um mês em cada uma delas. E, então, iniciei essa jornada no ano de 2011 (tem uma matéria aqui no Draft sobre essa história)

O Cidades para Pessoas foi uma experiência muito rica e transformadora. Comecei a viagem entrevistando pessoalmente o Jan Gehl, bem como outras referências de arquitetos, urbanistas, gestores públicos, professores acadêmicos, artistas e ativistas. 

Me lembro de quando visitei a prefeitura de Copenhague, onde fui recebida pessoalmente, na porta, pela Secretária de Vida Urbana, Pernille Nørby, com um calhamaço de estudos e dados nas mãos para me entregar após a nossa entrevista. Eu era uma jovem de 26 anos, tinha mandado um e-mail para o contato do site da prefeitura e, na semana seguinte, fui recebida por todos os secretários e técnicos que pedi para entrevistar, cada um me recebendo igualmente na porta com outros materiais para que eu pudesse estudar. 

Ali nasceu o primeiro insight do meu trabalho atual: quando falamos sobre inovação, colocamos muito foco sobre “as soluções”, mas o que fazia de Copenhague um case urbanístico era “a cultura” que permitia que essas soluções emergissem ou fossem adotadas e sustentadas no longo prazo

Esse ano de viagens com o Cidades para Pessoas me levou ao meu primeiro casamento, em que vivi anos muito felizes, me levou à bienal de Arquitetura, a realizar palestras em quase todos os estados do país e em cinco edições do TEDx, a criar e ser apresentadora por dois anos do programa Brechas Urbanas, no Itaú Cultural, e a desenvolver e aplicar um treinamento para todo o departamento de planejamento da prefeitura de Buenos Aires. 

Me tornei consultora de prefeituras e organizações da indústria do mercado imobiliário e da indústria automotiva. Participei de projetos com propósitos maravilhosos, cheios de gente talentosa, investimentos generosos, grandiosos e midiáticos eventos de ativação… mas comecei a notar que, mesmo inspirando muita gente, muito pouca mudança acontecia de fato. Aquilo colocou uma pulga atrás da minha orelha, ainda sem compreender muito bem.

O insight veio de um artigo, “O palestrante cético”, escrito pelo economista Eduardo Giannetti. Basicamente ele dizia que, por muito tempo, acreditou que ideias compartilhadas em palestras tinham um poder de inspirar transformações. Até que compreendeu que as pessoas que o aplaudiam de pé cheias de inspiração para realizar mudanças retornavam ao trabalho e logo eram engolfadas pela rotina e pela forma antiga de operar. 

Giannetti havia compreendido que a palestra era muito mais um recurso de “entretenimento” do que um meio de desenvolvimento e transformação humana. Eu me vi naquelas palavras. Também saía de auditórios cheios aplaudida de pé, ganhava prêmios, assinava colunas… mas, na prática, continuávamos girando a mesma roda que produzia cidades cada dia mais insalubres 

Esse foi o segundo insight do meu atual trabalho: a inspiração é importante, mas é apenas a faísca, o começo de um trabalho de mudança de cultura. E, diante dessa clareza, fui compreendendo que o Cidades para Pessoas, após sete anos de atuação, havia chegado ao seu limite – e eu precisava abrir espaço para algo novo emergir. 

MINHA JORNADA NO LELLOLAB

Eis que recebo um convite para participar do processo seletivo para desenvolver uma ferramenta inovadora no mercado imobiliário. Acabei sendo selecionada e me tornei a primeira gestora do Lellolab, o laboratório de inovação da vida em condomínios (que também já foi pauta aqui no Draft) da administradora predial Lello. 

Ali, minha vida profissional começou a se transformar. 

Eu não estava mais munida de uma apresentação para inspirar as pessoas: um bastão me havia sido entregue para fazer tais ideias acontecerem na prática. Fui gestora de um grupo diverso, cheio de perspectivas diferentes, dentro de uma grande empresa onde era preciso mostrar resultados, lidando com um dos maiores centros de conflitos da vida urbana, que são os condomínios 

Nos quase dois anos em que estive à frente do Lellolab, tomamos duas decisões importantes. A primeira foi o próprio posicionamento do laboratório como um centro de inovação da vida em comum. Em vez de nos afastarmos desse talento natural da Lello, abraçando causas como a reforma de praças, compreendemos que era nesse ponto que a empresa teria os maiores insights a oferecer. E a segunda decisão foi criar a primeira iniciativa do laboratório, que se tornou o aplicativo Tesouros do Bairro – uma ferramenta de regeneração da vizinhança e valorização dos comércios e autônomos de bairro.

Ali conheci duas pessoas que foram de grande inspiração da minha fase atual de trabalho. A primeira foi Suzana Ivamoto, que realizou a primeira entrevista comigo para o job. 

Fiz aquela entrevista logo após o choque de realidade do artigo do Eduardo Giannetti e integrando um luto profundo, após a morte da minha mãe, Soninha. Então, em vez de performar competência, eu cheguei com a vulnerabilidade à flor da pele 

Meses depois, a Suzana me contou que entrevistou grandes nomes do mercado de consultoria para aquela vaga, mas acabou me recomendando por eu ter, além das habilidades necessárias, conexão com minhas dores. 

Isso me ensinou que a liderança precisa sim de competência, mas só pode ser plenamente exercida a partir da vulnerabilidade

A segunda foi Angélica Arbex, gestora da Lello com um grande poder de fazer as coisas acontecerem, que plantou em mim a semente de uma compreensão que germinaria anos depois: a gestão é o coração que faz pulsar uma organização

NO BUTÃO, TIVE OUTROS APRENDIZADOS QUE BASEIAM MEU TRABALHO ATUAL

O Lellolab me trouxe um modelo novo de trabalho. Foram quase dois anos de dedicação, trabalhando diariamente na criação de uma cultura de vizinhança para ressignificar a lógica dos condomínios de forma a trazer novos insights de atuação e negócios para a Lello. 

Essa experiência me mostrou que criar uma nova cultura é algo que demanda tempo, constância, senso de propósito e abertura para que o caminho se revele. Bem diferente da efemeridade das palestras e consultorias, entendi que era dessa forma que queria começar a operar.

Santosha no Butão.

Santosha no Butão.


Porém, um dos desafios que não consegui resolver como gestora do Lellolab foi como medir o sucesso daquela iniciativa. Até estabelecemos alguns parâmetros, mas compreendi que precisava estudar como medir sucesso de uma forma nova. 

Isso me levou a realizar o sonho de conhecer o Butão, país criador do Índice da Felicidade Interna Bruta (FIB). Em um programa montado pelo próprio criador do FIB, Dasho Karma Ura, tive a oportunidade de estudar na Universidade Real do Butão e conhecer a fundo a criação desse índice 

O FIB propõe acrescentar oito novas dimensões ao PIB, que mede a quantidade de produtos e serviços que mostram se a economia de um país está crescendo. As outras dimensões incluem a vitalidade comunitária, o bem-estar psicológico e o uso do tempo. Relatei em detalhes tudo o que aprendi lá no meu livro Sete Dias no Butão – O que Aprendi sobre Felicidade

Mas o insight mais importante é que a dimensão-chave do FIB é justamente o uso do tempo. Aprendi, com Dasho Karma Ura, que toda a nossa visão sobre a gestão está focada na dimensão cronológica do tempo – quantas horas serão dedicadas a tal projeto, por exemplo. Mas o tempo tem pelo menos mais duas dimensões. Uma delas é a subjetiva, que é a nossa qualidade de presença, foco e atenção quando nos dedicamos a uma tarefa. Se você está ininterruptamente me lendo até agora, provavelmente está tendo uma boa experiência subjetiva do seu tempo. 

A neurociência chama isso de estado de “flow”, quando estamos tão imersos na atividade realizada que perdemos a noção do tempo cronológico. Dasho Karma Ura me explicou que as empresas compram oito horas diárias dos seus funcionários, mas, muitas vezes, duas horas de flow valeriam muito mais do que oito de dispersão. E a escola ocidental de gestão não leva em conta esse tempo subjetivo nem possui boas ferramentas para ativá-lo 

E há ainda a terceira dimensão do tempo, que podemos chamar de “Propósito”, que é a consciência de por que você faz o que faz, a lembrança dos dons e talentos que herdou e das suas motivações mais profundas. 

Dedicar ao menos um pouco do seu tempo cronológico para calibrar o tempo subjetivo e se lembrar do Propósito é fundamental para uma gestão integral – esse foi outro insight que baseou a criação do meu trabalho atual.

A REHAB QUE QUASE ME LEVOU AO BURNOUT – E FEZ GERMINAR O NOVO

Não sei bem como explicar, mas certo dia após retornar do Butão, acordei em minha casa em São Paulo sabendo que meu ciclo naquela cidade pela qual tenho muito carinho e gratidão havia se encerrado. “Quando é que você vai começar a viver de fato toda essa qualidade de vida sobre a qual vem falando há tantos anos?” era a pergunta que me martelava. Então, decidi me mudar para o litoral. E fui.      

Achei uma casa deliciosa no sertão de Camburi. Perto da praia e da cachoeira. Pendurei minhas prateleiras de livros, acomodei minha cadeira de trabalho, montei as caixas de areia dos meus gatos, organizei meus móveis e… logo a minha casa na praia estava perturbadoramente parecida com a de São Paulo. E a rotina também. Ao ponto de eu não ter tempo de ir ao mar ou à cachoeira. 

Foi um choque perceber que não adiantava nada sair da cidade se eu carregava aquele lifestyle comigo.

E, junto com esse choque, me aproximei de medos profundos. Será que eu sobreviveria fora do ecossistema de São Paulo? O que faria naquele contexto de pandemia, em que o mercado de inovação e inspiração só encolhia? Eu acordava com tucanos comendo coquinhos da palmeira do meu quintal e macacos pegando as bananas mais maduras do cacho. Mas a angústia de estar saindo do meu ecossistema conhecido só crescia

Aquela tensão crescente e diária me levou a um considerável desequilíbrio hormonal e cheguei muito perto do burnout. Então, me vi em uma bifurcação. Ou eu desistia daquela “loucura”, voltava para São Paulo e tentava reativar o Cidades para Pessoas. Ou eu atravessava aqueles medos para descobrir o que existia do outro lado. Resolvi atravessar. 

Comecei a estudar a aplicar as técnicas do livro Hábitos Atômicos e, além de encontrar tempo para tomar banho de mar e de cachoeira, entrei em um fino e lento processo de criar uma rotina adequada para aquele momento da minha vida. E, sem pretensão alguma, abri um grupo de estudos daquele livro que tanto me inspirou.

Aquilo me levou a mais um insight. Tudo o que eu estudei nas cidades-modelo onde vivi durante o Cidades para Pessoas era fruto, no fundo, da criação de uma cultura de hábitos em cada um daqueles lugares. E era nessa escala que eu deveria começar a atuar: na mudança de hábitos 

Foi como se tudo o que eu tivesse feito até aquele momento fosse uma preparação para o trabalho que realmente vim para desenvolver. Mas eu precisava de uma boa ferramenta para poder organizar isso tudo dentro de mim e saber como atuar a partir desse insight. 

COMO RECEBI O NOME SANTOSHA

Comecei a buscar por uma formação que pudesse me trazer o conhecimento de que precisava para dar forma ao insight de “trabalhar com hábitos”, que ainda não significava nada concretamente. De todas as opções que eu pesquisei no mercado das pós-graduações, encontrei uma que percebi como sendo a única com a profundidade e abordagem que me trariam o que eu precisava. 

A pós-graduação de Cultura de Propósito e Liderança Regenerativa, onde estudei e da qual me tornei professora, é uma formação que oferece todos os conhecimentos e ferramentas de que um empreendedor ou líder precisa para compreender e aterrissar o chamado de sua alma (esse programa, você pode conhecer lá no site deles). 

Mas há dois pontos centrais que me fizeram escolher essa formação. O primeiro é que ela começa pela coerência biográfica, nos ajudando a entender tudo de bom que herdamos de nossa ancestralidade, bem como a integrar todas as dores e traumas que vieram junto. Sem coerência biográfica, a gente projeta essas dores e traumas nos clientes, no dinheiro, nos seguidores e bloqueia nosso potencial. 

Foi nesse momento da pós que eu entendi a verdadeira genialidade da minha família: ela não está nos feitos que cada um realizou, mas no amor que cada um recebeu e deu para seus filhos e netos. É o amor que acorda a genialidade que, segundo o educador Ken Robbins, está presente em potencial em todas as pessoas. Apenas quando consegui, de fato, receber cada talento da minha ancestralidade, é que pude manifestar o trabalho que nasci para fazer!  

O segundo ponto que me fez escolher essa pós-graduação é o fato de que a sua metodologia foi desenvolvida pelo Thiago Dantas, que se tornou um amigo querido. E o Thiago é uma pessoa que tem tempo diário de qualidade, na luz do dia, para ficar com seus filhos. É com esse tipo de pessoa que me interessa aprender hoje em dia.  

Além da pós, aprofundei meus estudos com Lisa Wimberger, criadora do Neurosculpting, uma abordagem que usa o conhecimento sobre como o cérebro forma e reescreve circuitos neurais para criar, de forma prática e verificável, novos padrões de resposta, criando um redesenho neurológico intencional. Estudar com a Lisa me deu a base científica que eu precisava para sustentar, com rigor e clareza, o que se tornaria o método Plasticidade.

Junto com esses anos de formação, recebi também o nome Santosha. Um nome que veio do Sachcha, uma linhagem espiritual de yogues à qual me sintonizei através do mestre Sri Prem Baba, que se dedica ao despertar do propósito. Santosha significa plenitude ou contentamento. Foi um marco significativo de compreensão e integração da minha história de vida. E, ao receber esse nome, fiz a opção de utilizá-lo também profissionalmente, para marcar essa nova fase do meu trabalho.

O TRABALHO QUE EU NASCI PARA FAZER

Toda essa experiência vivencial que acabei de relatar deu origem ao método Plasticidade

Ele não nasceu de uma lousa. Nasceu de Copenhague, onde aprendi que solução nenhuma para em pé sem cultura de hábitos; do Lellolab, onde entendi que transformação demanda constância; do Butão, onde aprendi a medir o que realmente importa; e da casa na praia, onde descobri que mudar de vida não é mudar de endereço – é redesenhar, intencionalmente, os padrões que governam suas escolhas cotidianas.

O nome método Plasticidade é referência à neuroplasticidade, a capacidade do cérebro humano de criar novas conexões e se reorganizar e adaptar ao longo de toda a vida. Um superpoder que todas as pessoas têm, mas a maioria nunca aprendeu a usar de forma intencional 

Tudo começa pela bússola interna, a clareza da direção apontada pelo seu propósito, pelo que é singular na sua trajetória, pelos talentos herdados e pelo caminho que só você pode percorrer. Não o que o mercado insiste que você deveria fazer. Não o que as redes sociais mostram como modelo. E sim o que te motiva lá no fundo. Sem essa clareza, qualquer reorganização de hábitos corre o risco de te levar com mais eficiência para a direção errada.

Com a bússola interna calibrada, o método trabalha em quatro frentes: a reprogramação da cultura de hábitos; o design da rotina a partir dos seus ciclos estratégicos; a gestão integral do tempo — que, como vimos, vai muito além das horas e do calendário —; e a criação de novas métricas de sucesso, porque o que você mede molda o que você constrói.

Juntos, esses quatro elementos criam o que chamo de coerência operacional: o alinhamento real entre o que você acredita, o que você decide e o que efetivamente faz na sua rotina 

Ao longo dos três primeiros anos de atuação, o método já passou por mais de 200 pessoas, duas comunidades online e quatro organizações — entre elas a Superintendência de Comunicação da Sabesp e professores de escolas públicas de todo o Brasil pelo programa Global Goals Educa. Nesse caminho, me tornei também gestora da Sri Prem Baba Academy, onde sou responsável por transformar ensinamentos poderosos de autodesenvolvimento em cultura de hábitos na vida cotidiana dos alunos.  

O método Plasticidade pode ser acessado por pessoas em busca de alinhar a rotina com a bússola interna, organizações de pequeno e médio porte com liderança direta (ou iniciativas e setores de corporações e entidades públicas com liderança clara) que precisam ganhar coerência operacional, líderes que desenvolveram uma expertise com impacto real em muita gente e chegaram ao momento de sintetizar esse conhecimento em um livro ou manual e criadores de comunidades online que precisam desenvolver uma jornada com ritmo e constância para o seu ecossistema humano. 

Se quiser conhecer em profundidade como cada uma dessas jornadas funciona, te convido a visitar metodoplasticidade.com. Mas antes disso, deixe eu te perguntar uma coisa: você se reconhece aqui?

Você, empreendedora com um fogo que inspira todo mundo ao redor, mas às vezes se pergunta por que o time não opera com a mesma paixão. Você, líder com uma visão clara e um dia a dia que teima em não acompanhá-la. Você que faz malabarismos entre filhos, trabalho, sonhos e listas intermináveis, mas sente que o tempo está sempre faltando. Você que tem algo muito valioso para oferecer ao mundo e sabe que chegou a hora de registrar em um livro ou manual organizando os passos para serem percorridos por mais gente. Você, programador fora da curva, tricoteira inspirada, marceneiro genial, inventora da sua própria profissão.

Se em algum momento dessa leitura você sentiu que eu estava falando com você, provavelmente estava. E, se esse for o caso, te espero em metodoplasticidade.com.

 

Santosha é criadora do método Plasticidade, professora da pós-graduação em Cultura de Propósito e Liderança Regenerativa da Florescentia e gestora da Sri Prem Baba Academy. Jornalista de formação, passou mais de uma década como consultora inspiracional na área de urbanismo humanizado antes de mergulhar no estudo da psique humana, neurociência dos hábitos e cultura de propósito. Estudou com Lisa Wimberger no Instituto Neurosculpting. Conheça o método em metodoplasticidade.com.

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